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Xamã: O Exorcista Pagão chega à HBO Max e frustra fãs de terror folclórico

Por Thaís Amorim3 Minutos de leitura

“Xamã: O Exorcista Pagão” estreou nesta semana no catálogo da HBO Max prometendo misturar possessão demoníaca, mitologia indígena e um elenco conhecido dos fãs de The Vampire Diaries.

A expectativa, porém, esbarrou em avaliações negativas: especialistas apontam falta de sustos, uso superficial da cultura equatoriana e roteiro sem foco, resultando em nota 3/10 em alguns veículos de crítica.

Enredo: choque cultural no interior do Equador

A história acompanha Candice (Sara Canning) e Joel (Daniel Gillies), missionários cristãos que partem com o filho Elliot para uma comunidade isolada do Equador. O casal pretende converter os moradores locais, mas ignora avisos dos anciãos sobre territórios considerados sagrados.

Quando Elliot adentra uma caverna proibida, uma entidade ancestral o possui. A partir daí, inicia-se o confronto entre dois caminhos espirituais: o exorcismo católico defendido por Candice e os rituais xamânicos conduzidos pelos líderes indígenas.

Por que a promessa de terror não se cumpre

Críticas publicadas após a estreia apontam que o longa tenta seguir a linha de produções como “A Bruxa” e “Midsommar”, mas recorre a soluções tradicionais do subgênero de possessão. A atmosfera anunciada como folclórica se resume a cenários exóticos, sem aprofundar lendas locais.

Outro ponto frequente nas resenhas é a falta de tensão sustentada. A trilha sonora entrega sustos antes da hora, e cenas que deveriam causar desconforto soam previsíveis.

Sustos previsíveis minam tensão

Sequências de “jump scare” aplicam fórmulas conhecidas — corte brusco de som seguido de grito, trilha em crescendo — o que, segundo os avaliadores, compromete a surpresa. Em muitos momentos, o público percebe o susto segundos antes de ocorrer.

Debate religioso fica na superfície

Apesar de colocar fé católica e xamanismo em lados opostos, o roteiro não desenvolve o embate cultural com profundidade. A discussão sobre colonialismo religioso surge, mas não avança, deixando a narrativa sem posicionamento claro.

Elenco reúne rostos conhecidos de The Vampire Diaries

Antonio Negret dirige o filme, enquanto o roteiro é assinado por Daniel Negret. A produção chamou atenção por reunir veteranos de The Vampire Diaries e de seu spin-off, The Originals.

Sara Canning, lembrada como Tia Jenna, interpreta a mãe desesperada que aposta na tradição católica. Daniel Gillies, famoso pelo papel de Elijah Mikaelson, vive o pai que oscila entre fé e razão. Jett Klyne assume a missão de encarnar a criança possuída.

Direção e aspectos técnicos

As locações equatorianas ganham fotografia ampla, com florestas densas e vilarejos rústicos. Apesar da beleza natural, críticos dizem que essas paisagens atuam apenas como pano de fundo, não integradas ao enredo de forma orgânica.

O design de som busca criar imersão, mas o excesso de efeitos sonoros em momentos-chave prejudica a experiência. Já a montagem alterna drama familiar e sequências de terror sem ritmo definido, contribuindo para a sensação de indecisão tonal.

Recepção e nota nas primeiras críticas

Veículos especializados classificaram “Xamã: O Exorcista Pagão” como oportunidade perdida. A nota 3/10 resume a percepção de que a obra não decide se é uma reflexão sobre fé e colonialismo ou um horror convencional de possessão.

Entre os elogios pontuais, destacam-se a fotografia natural e o esforço do elenco principal. Contudo, a falta de frescor na narrativa, aliada a sustos previsíveis, pesa mais na balança das avaliações.

Disponível exclusivamente na HBO Max, “Xamã: O Exorcista Pagão” soma 97 minutos e classificação indicativa para maiores de 16 anos. O título se junta a outras estreias recentes monitoradas pelo portal 365 Filmes, sempre atento aos lançamentos de suspense e terror.

Thaís Amorim

Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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