“Xamã: O Exorcista Pagão” estreou nesta semana no catálogo da HBO Max prometendo misturar possessão demoníaca, mitologia indígena e um elenco conhecido dos fãs de The Vampire Diaries.
A expectativa, porém, esbarrou em avaliações negativas: especialistas apontam falta de sustos, uso superficial da cultura equatoriana e roteiro sem foco, resultando em nota 3/10 em alguns veículos de crítica.
Enredo: choque cultural no interior do Equador
A história acompanha Candice (Sara Canning) e Joel (Daniel Gillies), missionários cristãos que partem com o filho Elliot para uma comunidade isolada do Equador. O casal pretende converter os moradores locais, mas ignora avisos dos anciãos sobre territórios considerados sagrados.
Quando Elliot adentra uma caverna proibida, uma entidade ancestral o possui. A partir daí, inicia-se o confronto entre dois caminhos espirituais: o exorcismo católico defendido por Candice e os rituais xamânicos conduzidos pelos líderes indígenas.
Por que a promessa de terror não se cumpre
Críticas publicadas após a estreia apontam que o longa tenta seguir a linha de produções como “A Bruxa” e “Midsommar”, mas recorre a soluções tradicionais do subgênero de possessão. A atmosfera anunciada como folclórica se resume a cenários exóticos, sem aprofundar lendas locais.
Outro ponto frequente nas resenhas é a falta de tensão sustentada. A trilha sonora entrega sustos antes da hora, e cenas que deveriam causar desconforto soam previsíveis.
Sustos previsíveis minam tensão
Sequências de “jump scare” aplicam fórmulas conhecidas — corte brusco de som seguido de grito, trilha em crescendo — o que, segundo os avaliadores, compromete a surpresa. Em muitos momentos, o público percebe o susto segundos antes de ocorrer.
Debate religioso fica na superfície
Apesar de colocar fé católica e xamanismo em lados opostos, o roteiro não desenvolve o embate cultural com profundidade. A discussão sobre colonialismo religioso surge, mas não avança, deixando a narrativa sem posicionamento claro.
Elenco reúne rostos conhecidos de The Vampire Diaries
Antonio Negret dirige o filme, enquanto o roteiro é assinado por Daniel Negret. A produção chamou atenção por reunir veteranos de The Vampire Diaries e de seu spin-off, The Originals.
Imagem: Divulgação
Sara Canning, lembrada como Tia Jenna, interpreta a mãe desesperada que aposta na tradição católica. Daniel Gillies, famoso pelo papel de Elijah Mikaelson, vive o pai que oscila entre fé e razão. Jett Klyne assume a missão de encarnar a criança possuída.
Direção e aspectos técnicos
As locações equatorianas ganham fotografia ampla, com florestas densas e vilarejos rústicos. Apesar da beleza natural, críticos dizem que essas paisagens atuam apenas como pano de fundo, não integradas ao enredo de forma orgânica.
O design de som busca criar imersão, mas o excesso de efeitos sonoros em momentos-chave prejudica a experiência. Já a montagem alterna drama familiar e sequências de terror sem ritmo definido, contribuindo para a sensação de indecisão tonal.
Recepção e nota nas primeiras críticas
Veículos especializados classificaram “Xamã: O Exorcista Pagão” como oportunidade perdida. A nota 3/10 resume a percepção de que a obra não decide se é uma reflexão sobre fé e colonialismo ou um horror convencional de possessão.
Entre os elogios pontuais, destacam-se a fotografia natural e o esforço do elenco principal. Contudo, a falta de frescor na narrativa, aliada a sustos previsíveis, pesa mais na balança das avaliações.
Disponível exclusivamente na HBO Max, “Xamã: O Exorcista Pagão” soma 97 minutos e classificação indicativa para maiores de 16 anos. O título se junta a outras estreias recentes monitoradas pelo portal 365 Filmes, sempre atento aos lançamentos de suspense e terror.
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