A segunda temporada de X-Men ’97 estreou em 1º de julho de 2026 no Disney+ e já deixou um recado claro nos três primeiros episódios: quem esperava ver Arcanjo, Wolverine ou Gambit como os novos Cavaleiros do Apocalipse vai se surpreender.
A produção optou por uma formação praticamente desconhecida do grande público, tirada direto dos quadrinhos de Uncanny X-Force, publicados pela Marvel em 2010.
Os quatro nomes são Decimus Furius (Guerra), Ichisumi (Pestilência), Sanjar Javeed (Morte) e Jeb Lee (Fome). Cada um carrega uma origem própria e um poder específico, e juntos funcionam como a linha de frente do plano de Apocalipse para dominar as linhas temporais na trama criada pelos showrunners Eric Lewald, Julia Lewald e Larry Houston, os mesmos nomes por trás da série original dos anos 1990.
Decimus Furius é o Cavaleiro da Guerra

Decimus Furius vem da Roma Antiga. Nos quadrinhos, era um menino órfão que despertou seus poderes mutantes à beira da morte, e a transformação deu origem a um guerreiro gigantesco, com chifres e força capaz de lembrar o mito do Minotauro.
Na animação, ele aparece como o braço executor de Apocalipse, empunhando um machado de quatro lâminas e participando diretamente da caçada a Nathan Summers, filho de Ciclope e Jean Grey. O confronto na cidadela do vilão marca sua derrota, quando Nathan desperta parte do próprio potencial com ajuda dos X-Men.

Ichisumi representa a Pestilência
Única mulher do grupo, Ichisumi nasceu no Japão do século XIX e cresceu sob a rejeição do pai, um samurai que a via como decepção. Tornou-se gueixa, e o ressentimento acumulado ao longo dos anos acabou despertando seus poderes mutantes.
O poder dela é um dos mais desconfortáveis de acompanhar na tela: enxames de besouros letais liberados pela boca, usados como arma biológica contra qualquer adversário. Nos quadrinhos, esse mesmo poder já matou um número expressivo de vítimas antes de Apocalipse recrutá-la.
A série ainda não explorou o relacionamento dela com Arcanjo, presente na fase de Uncanny X-Force, e não há confirmação de que esse arco vá aparecer nesta temporada.
Sanjar Javeed assume o papel da Morte
Descendente do imperador persa Sapor II, Sanjar Javeed se torna o Cavaleiro da Morte com um dom que espalha doenças agressivas pelo contato físico ou pelas armas metálicas que carrega em combate. Nos episódios iniciais da temporada, esse poder já afeta Ciclope e Jean Grey durante o confronto envolvendo Nathan Summers.
Nos quadrinhos, Sanjar chega a infectar Wolverine com praticamente todas as doenças terminais conhecidas na tentativa de vencer o fator de cura do herói.
O detalhe curioso é que, mais adiante na história em quadrinhos, ele abandona Apocalipse e passa a usar o próprio poder ao contrário, fortalecendo o sistema imunológico de outras pessoas sob o codinome Vida. Não há confirmação de que essa mudança de lado será mostrada na animação, mas o material de origem deixa a porta aberta.

Jeb Lee é o Cavaleiro da Fome
Jeb Lee tem origem na Guerra Civil Americana, onde atuava como espião infiltrado antes de perder praticamente toda a família. O trauma despertou um poder mutante ligado a uma frequência sonora capaz de consumir lentamente o corpo das vítimas, como um câncer acelerado.
Apocalipse transforma essa habilidade em arma ao nomeá-lo Cavaleiro da Fome. Ele costuma usar um tambor para amplificar o efeito, embora em determinadas situações consiga provocar o mesmo estrago sem o instrumento. A participação de Jeb Lee em X-Men ’97 ainda é breve nos episódios já exibidos, mas já basta para reforçar o quanto os Cavaleiros Finais são perigosos.
Por que a produção trocou os Cavaleiros clássicos pelos Cavaleiros Finais?
A escolha por Decimus Furius, Ichisumi, Sanjar Javeed e Jeb Lee mostra uma estratégia clara: em vez de repetir figuras já conhecidas dos fãs da série original, X-Men ’97 foi buscar uma formação criada há pouco mais de uma década nos quadrinhos.
Isso amplia o repertório da adaptação e evita a sensação de reciclagem, já que Arcanjo, Gambit e Wolverine já ocuparam esses postos em diferentes fases da Marvel impressa.
Do ponto de vista da recepção, a aposta parece ter funcionado. A segunda temporada chegou com nota máxima de 100% no Rotten Tomatoes, considerando as primeiras avaliações da crítica, superando os 99% obtidos pela primeira temporada. Parte dos comentários destaca justamente a forma como Apocal
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