A Temporada 4 de Reacher estreou em 12 de agosto de 2026 no Prime Video, com 8 episódios, e já divide a crítica especializada. De um lado, veículos como o ScreenRant elogiam a melhor sequência de ação da franquia até aqui; de outro, a mesma resenha aponta um começo arrastado, com pouco contexto sobre quem realmente é o novo antagonista da história.
A divergência vai além do ritmo. Enquanto o ScreenRant avalia a temporada com nota 8 de 10 e escreve que ela “não é o ponto mais alto da franquia, mas ainda assim faz o suficiente”, o The Wrap chama a nova leva de episódios de a melhor até agora, destacando o que descreve como um comentário político mais afiado do que em anos anteriores. É esse contraste que define a recepção do quarto ano de Alan Ritchson no papel do ex-policial militar Jack Reacher.
Ritchson mostra um Reacher mais falível, e a ação bate recorde na franquia
Se tem uma coisa que a crítica não questiona, é o nível da ação. Reacher sempre soube coreografar um soco, mas a Temporada 4 troca boa parte dos tiroteios por combates com faca, cenas de perseguição de carro e sequências aéreas que, segundo o ScreenRant, deixam a temporada mais sangrenta da série até aqui.
O outro lado dessa evolução aparece na atuação de Ritchson. Em entrevista à TV Insider, o ator descreveu um Reacher mais humano, que erra ao confiar em suposições incorretas e paga o preço por isso ao longo da trama.
Reacher comete erros baseados em suposições erradas, e é isso que o torna mais falível nesta temporada.
Alan Ritchson, em tradução livre, entrevista à TV Insider
Essa vulnerabilidade aparece ao lado de um humor mais presente, incluindo um momento com um gatinho ao lado do protagonista que rendeu reações de ternura entre quem já assistiu aos episódios.
No elenco, Sydelle Noel se destaca como a detetive Tamara Green, personagem que assume o espaço deixado pela ausência de Neagley sem que essa falta pese na trama. Christopher Rodriguez-Marquette, Kevin Weisman e Kevin Corrigan completam um grupo de apoio que segura bem as pontas nos momentos de alívio cômico.

Vale a pena assistir? O início lento cobra paciência antes da ação compensar
A resposta curta é sim, principalmente para quem já acompanha a franquia. O problema está nos primeiros episódios, que escondem motivações e antagonistas por trás de uma névoa de agências obscuras e mercenários sem identidade clara, dificultando o engajamento inicial do espectador.
Esse tropeço de ritmo aparece até nos números de recepção agregada: a temporada chegou a estrear com 100% de aprovação entre a crítica no Rotten Tomatoes, índice que caiu conforme mais resenhas foram publicadas, segundo o CinemaBlend. Ainda assim, quando a trama finalmente revela suas cartas, na segunda metade dos episódios, o ritmo se firma e a ação assume o protagonismo que o público de Reacher espera.
Vale lembrar que a série, produzida com Nick Santora como produtor executivo segundo a Entertainment Weekly, segue adaptando os romances de Lee Child, agora com o livro Gone Tomorrow como base para esta quarta fase.
A Temporada 5 de Reacher já havia sido confirmada antes mesmo da estreia da quarta fase, e um spin-off centrado em Neagley, com Maria Sten, está previsto para ainda em 2026, sem data oficial divulgada até o momento.
Enquanto isso, Alan Ritchson também aparece nos lançamentos de 2026 com os filmes War Machine e Motor City, o que ajuda a explicar por que o ator segue como o rosto mais visível da ação recente do streaming.
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