Wicked: For Good segue sua jornada nos cinemas e acaba de cravar mais um feito importante. O segundo capítulo da adaptação do musical da Broadway ultrapassou Jurassic World Rebirth nas bilheterias norte-americanas, avançando posições no ranking histórico do estúdio.
Mesmo distante dos números estratosféricos do primeiro Wicked, a produção dirigida por Jon M. Chu mantém ritmo sólido e reforça a confiança da Universal em suas franquias musicais. A façanha chega em meio a críticas mais mornas, mas com apoio consistente do público.
Números que explicam a ultrapassagem
De acordo com dados consolidados do The Numbers, Wicked: For Good acumulou US$ 340,1 milhões nos Estados Unidos até o momento. O montante basta para deixá-lo em 13º lugar entre os maiores lançamentos da Universal no mercado doméstico, pouco acima dos US$ 339,6 milhões conquistados por Jurassic World Rebirth.
No cenário internacional, o musical adiciona US$ 178,8 milhões, totalizando US$ 518,9 milhões globais. Esse desempenho garante retorno expressivo frente ao orçamento estimado em US$ 150 milhões, ainda que longe dos resultados do longa original.
Comparativo com a estreia de 2021
Lançado em 2021, Wicked encerrou sua carreira nos cinemas com US$ 475 milhões apenas nos EUA, ocupando hoje a terceira posição do estúdio no mercado doméstico. Mundialmente, a produção somou US$ 757,9 milhões, marca que For Good não deve alcançar, já que está em cartaz desde 21 de novembro e apresenta ritmo de retenção típico de fim de exibição.
Onde Wicked: For Good ainda pode chegar
Mesmo sem chances de bater o original, há espaço para crescimento nas próximas semanas. Caso mantenha a média diária atual, a sequência musical pode encostar ou ultrapassar outras duas potências internas da Universal: Furious 7 (US$ 353 milhões) e Meu Malvado Favorito 4 (US$ 361 milhões). Para isso, bastaria ampliar a receita doméstica em até US$ 21 milhões.
Entre as estreias recentes, poucas mantêm fôlego semelhante após o segundo mês em cartaz. O apelo popular das canções e a curiosidade em torno da continuação da história de Elphaba e Glinda vêm sustentando uma ocupação de salas satisfatória, fator decisivo para alcançar novas marcas.
Desempenho fora dos Estados Unidos
Se dentro de casa Wicked: For Good supera Jurassic World Rebirth, o mesmo não ocorre no exterior. O longa de dinossauros registrou US$ 529,5 milhões internacionais, fechando com robustos US$ 869,1 milhões mundiais. A diferença expõe a força global que a marca Jurassic World mantém desde 2015, quando o primeiro filme rompeu a barreira de US$ 1 bilhão.
Para o musical, o desafio tem origem em fatores culturais e de linguagem. Histórias baseadas em peças da Broadway costumam encontrar recepção mais limitada em mercados onde o gênero ainda não é dominante. Mesmo assim, o volume acima de US$ 170 milhões fora dos EUA prova que a franquia Wicked possui apelo além das fronteiras norte-americanas.
Reação crítica e do público
O agregado de avaliações no Rotten Tomatoes mostra queda considerável entre um filme e outro. Wicked estreou com 88 % de aprovação da crítica, enquanto Wicked: For Good aparece com 66 %. O público, porém, manteve patamar similar: 95 % para o primeiro filme contra 93 % para a sequência.
A diferença reflete certa fadiga apontada por especialistas, mas não parece afetar o engajamento dos fãs, que seguem avaliando o segundo capítulo de forma positiva. Essa disparidade entre opinião profissional e popularidade costuma se traduzir em bilheterias resilientes, caso presente de Wicked: For Good.
O papel de Jon M. Chu e da equipe criativa
Responsável por sucessos como Podres de Ricos, Jon M. Chu voltou a comandar o elenco liderado por Cynthia Erivo (Elphaba) e Ariana Grande (Glinda). O diretor manteve a colaboração com a roteirista Winnie Holzman, criadora do libreto original, e recebeu reforço de Dana Fox, que ajudou a adaptar trechos inéditos do romance de Gregory Maguire.
Imagem: Imagem: Divulgação
Marc Platt e David Stone, produtores veteranos na franquia, repetiram estratégias de divulgação focadas em grandes eventos de mídia e prévias exibidas durante premiações. A continuidade da equipe colaborou para preservar identidade visual e musical, elemento que fortalece a marca Wicked diante do público.
Atuações comentadas pelos fãs
A química entre Erivo e Grande voltou a ser destaque nas discussões online. Enquanto Erivo aprofunda o drama interno da Bruxa Má do Oeste, Grande potencializa o carisma de Glinda com nuances cômicas que agradam diferentes faixas etárias. Essa dinâmica indica por que a sequência mantém audiência fiel, mesmo com oscilações na recepção crítica.
Franquias da Universal em disputa
No topo do ranking doméstico do estúdio ainda reina Jurassic World (2015), com US$ 653,4 milhões. A presença de Wicked na terceira colocação e de For Good dentro do top 15 ilustra a estratégia de diversificação da Universal, que equilibra blockbusters de ação, animações e, agora, produções musicais de grande orçamento.
O desempenho de Wicked: For Good reforça a importância de franquias que conversam com diferentes nichos. A Universal confirma, assim, a viabilidade comercial de adaptações de palco para a tela, tendência que pode ganhar novos títulos nos próximos anos.
Perspectivas até o encerramento da temporada
Com a temporada de premiações se aproximando, a Universal aposta em categorias técnicas — figurino, design de produção e canção original — para prolongar a permanência do filme em cartaz. Indicações frequentes impulsionam sessões de reprise e mantêm o longa em evidência, fator que pode render alguns milhões extras na bilheteria doméstica.
Além disso, o lançamento digital costuma ocorrer cerca de 90 dias após a estreia nos cinemas. Até lá, a Disney, responsável por muitos títulos de concorrência direta, terá esgotado seus principais lançamentos de fim de ano, abrindo espaço para Wicked: For Good ampliar a receita em salas remanescentes.
Influência na agenda da Universal
Dentro do estúdio, o resultado de Wicked: For Good deve influenciar decisões sobre continuações e spin-offs. Embora não haja confirmação oficial, executivos observam atentamente a performance do musical para dimensionar futuros investimentos em propriedades teatrais.
Conclusão dos números divulgados
Até aqui, Wicked: For Good comprova solidez financeira, mesmo sem repetir o fenômeno de 2021. Ao ultrapassar Jurassic World Rebirth no mercado norte-americano, o musical ganha destaque no catálogo da Universal e demonstra que bilheterias superiores a US$ 500 milhões ainda são possíveis para filmes de gênero fora da ação e animação.
Para o leitor do 365 Filmes, vale acompanhar a trajetória final dessa produção e observar se ela conseguirá, de fato, ultrapassar Furious 7 ou Meu Malvado Favorito 4 antes de se despedir das salas de exibição.
