O primeiro grande lançamento de 2026 chegou aos cinemas com o pé na porta. “We Bury the Dead”, estrelado por Daisy Ridley, vinha cercado de expectativa após boa passagem pelo SXSW em 2025.
No entanto, a empolgação inicial se transformou em polêmica: enquanto a crítica especializada mantém o longa em alta no Rotten Tomatoes, o público registrou desapontamento. A diferença de avaliação virou assunto entre fãs de terror e analistas de bilheteria.
A arrancada promissora de “We Bury the Dead”
Dirigido e roteirizado por Zak Hilditch, o thriller de 95 minutos chegou às salas em 2 de janeiro de 2026. O enredo acompanha Ava, vivida por Ridley, numa busca desesperada pelo marido desaparecido após um experimento militar fracassado. O problema: os cadáveres soterrados começam a voltar à vida.
A proposta de misturar luto, culpa e mortos-vivos despertou atenção no South by Southwest, em março de 2025, onde o longa colecionou elogios. Naquela ocasião, veículos internacionais exaltaram a atuação contida de Ridley, capaz de alternar fragilidade e ferocidade na mesma cena.
Recepção da crítica x reação do público
No agregado do Rotten Tomatoes, “We Bury the Dead” sustenta 84% de aprovação entre 57 análises profissionais. Entre elas, destaca-se a nota 8/10 dada por Grant Hermanns, que comemorou a “abordagem emocionalmente honesta” e a construção de mundo diferenciada dentro do subgênero zumbi.
O placar dos espectadores, porém, estacionou em 47% após mais de 50 avaliações verificadas. Reclamações recorrentes apontam ritmo lento, escassez de sustos tradicionais e foco excessivo em drama familiar. Alguns usuários afirmam que o filme “nem parece de zumbi”, frustrando expectativas de ação contínua.
Comparando notas de Ridley nos últimos anos
A discrepância marca a pior performance popular de Daisy Ridley desde 2023. Confira o histórico recente:
- The Marsh King’s Daughter (2023): 40% crítica | 74% público
- Sometimes I Think About Dying (2024): 82% crítica | 69% público
- Young Woman and the Sea (2024): 89% crítica | 96% público
- Magpie (2024): 81% crítica | 77% público
- Cleaner (2025): 51% crítica | 66% público
- We Bury the Dead (2026): 84% crítica | 47% público
Os números reforçam como a nova produção quebrou a sequência “fresh” no Popcornmeter, termômetro voltado para a audiência.
O que agrada e o que incomoda em “We Bury the Dead”
Entre os trunfos citados pela imprensa estão a atmosfera opressora, o subtexto de luto e a entrega física de Ridley, que troca o sabre de luz por um machado ensanguentado. A fotografia em tons frios e a trilha minimalista de suspense também receberam menções positivas.
No outro extremo, espectadores reclamam de passagens consideradas “arrastadas” e da ausência de grandes sequências de perseguição. A familiaridade com clichês do gênero — cercas mal fechadas, zumbis vagarosos e soldados sem munição — foi lembrada como ponto fraco em várias resenhas de usuários.
Imagem: Imagem: Divulgação
Detalhes de bastidor
A produção conta com Grant Sputore e Ross M. Dinerstein entre os produtores, além de Mark Fasano, Kelvin Munro e Joshua Harris. O elenco de apoio inclui Mark Coles Smith no papel de Riley, figura que auxilia a protagonista na missão de resgate.
Embora ainda não haja novidades sobre o próximo filme de Rey no universo Star Wars, Ridley retornará às telas em fevereiro com a comédia romântica “The Last Resort”, contracenando com Alden Ehrenreich.
Impacto para o mercado de terror em 2026
O contraste de avaliações liga o alerta para futuros lançamentos do gênero neste início de ano. Distribuidoras observam a performance de “We Bury the Dead” para medir o apetite do público por tramas de zumbi menos convencionais. Caso a bilheteria acompanhe a aprovação crítica, a aposta em narrativas dramáticas deve ganhar força.
Por outro lado, se o boca a boca negativo se intensificar, há chance de novos filmes retornarem ao modelo “ação acima de tudo”. Essa disputa de visões movimenta fóruns de fãs e já rende artigos aqui no 365 Filmes.
Serviço: onde assistir
“We Bury the Dead” está em cartaz nos principais cinemas do país, com cópias legendadas e dubladas. A classificação indicativa é 15 anos, devido a cenas de violência gráfica.
Não há previsão oficial de streaming, mas a janela padrão de 45 dias sugere que o longa pode chegar às plataformas ainda no primeiro semestre.
Com opiniões tão divididas, a produção se torna um prato cheio para quem gosta de formar a própria conclusão. Se você procura um terror diferente, talvez valha a experimentação; se espera adrenalina nonstop, a escolha pode gerar frustração. A decisão final, claro, fica com cada cinéfilo.
