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    Cinema

    We Bury the Dead: novo terror com Daisy Ridley provoca racha entre críticos e público

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimjaneiro 3, 2026Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    O primeiro grande lançamento de 2026 chegou aos cinemas com o pé na porta. “We Bury the Dead”, estrelado por Daisy Ridley, vinha cercado de expectativa após boa passagem pelo SXSW em 2025.

    No entanto, a empolgação inicial se transformou em polêmica: enquanto a crítica especializada mantém o longa em alta no Rotten Tomatoes, o público registrou desapontamento. A diferença de avaliação virou assunto entre fãs de terror e analistas de bilheteria.

    A arrancada promissora de “We Bury the Dead”

    Dirigido e roteirizado por Zak Hilditch, o thriller de 95 minutos chegou às salas em 2 de janeiro de 2026. O enredo acompanha Ava, vivida por Ridley, numa busca desesperada pelo marido desaparecido após um experimento militar fracassado. O problema: os cadáveres soterrados começam a voltar à vida.

    A proposta de misturar luto, culpa e mortos-vivos despertou atenção no South by Southwest, em março de 2025, onde o longa colecionou elogios. Naquela ocasião, veículos internacionais exaltaram a atuação contida de Ridley, capaz de alternar fragilidade e ferocidade na mesma cena.

    Recepção da crítica x reação do público

    No agregado do Rotten Tomatoes, “We Bury the Dead” sustenta 84% de aprovação entre 57 análises profissionais. Entre elas, destaca-se a nota 8/10 dada por Grant Hermanns, que comemorou a “abordagem emocionalmente honesta” e a construção de mundo diferenciada dentro do subgênero zumbi.

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    O placar dos espectadores, porém, estacionou em 47% após mais de 50 avaliações verificadas. Reclamações recorrentes apontam ritmo lento, escassez de sustos tradicionais e foco excessivo em drama familiar. Alguns usuários afirmam que o filme “nem parece de zumbi”, frustrando expectativas de ação contínua.

    Comparando notas de Ridley nos últimos anos

    A discrepância marca a pior performance popular de Daisy Ridley desde 2023. Confira o histórico recente:

    • The Marsh King’s Daughter (2023): 40% crítica | 74% público
    • Sometimes I Think About Dying (2024): 82% crítica | 69% público
    • Young Woman and the Sea (2024): 89% crítica | 96% público
    • Magpie (2024): 81% crítica | 77% público
    • Cleaner (2025): 51% crítica | 66% público
    • We Bury the Dead (2026): 84% crítica | 47% público

    Os números reforçam como a nova produção quebrou a sequência “fresh” no Popcornmeter, termômetro voltado para a audiência.

    O que agrada e o que incomoda em “We Bury the Dead”

    Entre os trunfos citados pela imprensa estão a atmosfera opressora, o subtexto de luto e a entrega física de Ridley, que troca o sabre de luz por um machado ensanguentado. A fotografia em tons frios e a trilha minimalista de suspense também receberam menções positivas.

    No outro extremo, espectadores reclamam de passagens consideradas “arrastadas” e da ausência de grandes sequências de perseguição. A familiaridade com clichês do gênero — cercas mal fechadas, zumbis vagarosos e soldados sem munição — foi lembrada como ponto fraco em várias resenhas de usuários.

    We Bury the Dead: novo terror com Daisy Ridley provoca racha entre críticos e público - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Detalhes de bastidor

    A produção conta com Grant Sputore e Ross M. Dinerstein entre os produtores, além de Mark Fasano, Kelvin Munro e Joshua Harris. O elenco de apoio inclui Mark Coles Smith no papel de Riley, figura que auxilia a protagonista na missão de resgate.

    Embora ainda não haja novidades sobre o próximo filme de Rey no universo Star Wars, Ridley retornará às telas em fevereiro com a comédia romântica “The Last Resort”, contracenando com Alden Ehrenreich.

    Impacto para o mercado de terror em 2026

    O contraste de avaliações liga o alerta para futuros lançamentos do gênero neste início de ano. Distribuidoras observam a performance de “We Bury the Dead” para medir o apetite do público por tramas de zumbi menos convencionais. Caso a bilheteria acompanhe a aprovação crítica, a aposta em narrativas dramáticas deve ganhar força.

    Por outro lado, se o boca a boca negativo se intensificar, há chance de novos filmes retornarem ao modelo “ação acima de tudo”. Essa disputa de visões movimenta fóruns de fãs e já rende artigos aqui no 365 Filmes.

    Serviço: onde assistir

    “We Bury the Dead” está em cartaz nos principais cinemas do país, com cópias legendadas e dubladas. A classificação indicativa é 15 anos, devido a cenas de violência gráfica.

    Não há previsão oficial de streaming, mas a janela padrão de 45 dias sugere que o longa pode chegar às plataformas ainda no primeiro semestre.

    Com opiniões tão divididas, a produção se torna um prato cheio para quem gosta de formar a própria conclusão. Se você procura um terror diferente, talvez valha a experimentação; se espera adrenalina nonstop, a escolha pode gerar frustração. A decisão final, claro, fica com cada cinéfilo.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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