Sean Connery estreou como 007 em 1962 e, logo de cara, transformou o agente secreto britânico em fenômeno global. Se os livros de Ian Fleming já faziam sucesso, foi nos cinemas que o personagem virou sinônimo de aventura e luxo.
Entre idas e vindas, o ator escocês gravou sete longas. A simples comparação dos números de bilheteria — corrigidos pelo índice oficial de inflação norte-americano — revela por que a marca James Bond continua forte até hoje.
A força de Sean Connery James Bond nas bilheterias
Ao longo da década de 1960 e início dos anos 1980, cada lançamento estrelado por Connery atraiu multidões. Embora a qualidade dos roteiros tenha oscilado, o apelo do ator manteve a série no topo das preferências do público.
Em ordem crescente de arrecadação, veja como cada produção se saiu financeiramente, dos “modestos” US$59 milhões de Dr. No até o estrondoso US$141 milhões de Thunderball. Os valores entre parênteses já estão atualizados para a economia de hoje.
Never Say Never Again (1983) — US$160 milhões (US$530 milhões)
Lançado fora do cânone oficial da Eon, o filme colocou Connery novamente no papel-chave e disputou público com Octopussy no mesmo ano. Mesmo assim, ficou atrás da concorrência e terminou como a menor bilheteria da carreira do ator como 007 quando ajustada pela inflação.
Dr. No (1962) — US$59 milhões (US$637 milhões)
Primeiro título da franquia, tinha a missão de provar que a combinação espionagem + charme britânico funcionaria. Conseguiu: mais de meio bilhão em valores atuais e a largada para uma marca que ainda rende frutos ao cinema e ao streaming, como lembra o portal 365 Filmes.
From Russia With Love (1963) — US$78 milhões (US$831 milhões)
A sequência elevou a escala de ação, apresentou novos gadgets e consolidou Connery como o rosto definitivo de James Bond. O salto de quase US$20 milhões em relação ao filme anterior demonstra o boca a boca positivo que ganhou força na época.
Diamonds Are Forever (1971) — US$116 milhões (US$944 milhões)
Após um hiato e uma troca de ator em On Her Majesty’s Secret Service, Connery voltou para uma despedida “oficial”. Apesar da recepção morna da crítica, o longa quase bateu a marca de US$1 bilhão corrigidos, sinal de que o público ainda queria ver o astro em ação.

Imagem: Imagem: Divulgação
You Only Live Twice (1967) — US$111 milhões (US$1,09 bilhão)
Conhecido pelo tom mais leve — vulcões secretos e naves espaciais incluídos — este episódio mostrou que, mesmo com enredos ousados, Sean Connery James Bond mantinha seu poder de atração. Foi o terceiro filme consecutivo a ultrapassar US$100 milhões sem correção.
Goldfinger (1964) — US$125 milhões (US$1,3 bilhão)
Considerado por muitos o ápice criativo da série, introduziu o vilão icônico, a trilha inesquecível e o carro cheio de engenhocas. A combinação perfeita de roteiro ágil, humor britânico e cenas de ação fez a produção alcançar o segundo maior faturamento da fase Connery.
Thunderball (1965) — US$141 milhões (US$1,4 bilhão)
Com apostas mais altas e sequências subaquáticas inovadoras, o quarto filme bateu recorde atrás de recorde. Em valores atuais, ainda figura entre as maiores arrecadações da saga inteira, provando que o auge de Sean Connery James Bond aconteceu em grande estilo.
Por que os números continuam impressionantes?
Mesmo depois de seis décadas, os valores — principalmente os bilionários após correção — evidenciam o impacto cultural deixado por Connery. O carisma inquestionável do ator ajudou a solidificar os elementos que definem 007: ação elegante, vilões marcantes e alta tecnologia.
Além disso, o sucesso comercial dos primeiros filmes pavimentou o caminho para que outros intérpretes, de Roger Moore a Daniel Craig, mantivessem viva a franquia. Sem a base criada na era Connery, é pouco provável que 24 longas oficiais e uma geração inteira de fãs existissem hoje.
