O natal ganhou mais sangue no reboot Silent Night, Deadly Night, já em cartaz e acumulando 77% de aprovação no Rotten Tomatoes.
O longa entrega um desfecho surpreendente para Billy Chapman, vivido por Rohan Campbell, e deixa ganchos para novas matanças festivas.
Fim de Billy provoca passagem de bastão inesperada
No clímax, Billy revela à namorada Pam (Ruby Modine) que a voz em sua cabeça pertence ao assassino de seus pais, Charlie, cuja consciência foi transferida para ele na infância.
Depois de salvar crianças sequestradas, Billy derrota o responsável pelos raptos, mas sofre ferimentos mortais. Antes de exalar o último suspiro, transfere sua mente para Pam, abrindo caminho para que ela assuma o capuz de Papai Noel vingativo.
Elenco aprovou a solução trágica
Campbell contou que não imaginava outro final: “Parecia a maneira mais divertida de passar o bastão”, comentou o ator, já habituado ao terror após Halloween Ends.
Modine revelou que o roteiro inicial trazia outro desfecho, mas convenceu o diretor Mike P. Nelson a manter a troca de consciências. Para ela, filmar a cena no último dia “foi serendipidade pura” e a fez chorar ao ouvir o tradicional “é encerramento”.
Sequência? Diretor e atores querem voltar
Com a bilheteria inicial acima do esperado e críticas positivas, a equipe acredita que Silent Night, Deadly Night 2 é só questão de tempo.
Nelson garante ter ideias “malucas” prontas: “É coisa de deixar todo mundo de queixo caído”. Segundo ele, Modine manda mensagens frequentes pedindo novidades sobre a continuação.
Campbell não descarta retorno
Ainda que seu personagem tenha morrido, o ator brinca com a possibilidade de aparecer de forma “espiritual” ou em flashbacks. “Deixem a gente brincar de novo”, pediu, mantendo o suspense.
Cenas de ação viram atração à parte
Apesar do romance mórbido, o filme investe pesado em violência estilizada. Campbell realizou grande parte dos próprios dublês, inclusive a sequência em que Billy massacra um grupo de neonazistas com um machado.
O ator relembra dois dias inteiros em um celeiro, decorado com corpos cenográficos e litros de sangue cenográfico. “Cheguei a achar que a cena seria cortada, mas estava lá, completinha”, disse.
Produção abraçou a loucura
Nelson afirma que os produtores não precisaram de convencimento para aprovar a matança nazista: “Todos estavam empolgados, o único receio era Pam espancar garotos com um taco de hóquei”, contou entre risos.
O resultado agradou: público e crítica elogiaram justamente o contraste entre momentos ternos e explosões de gore, estratégia que o cineasta considera essencial para manter o interesse.

Imagem: Imagem: Divulgação
Equilíbrio entre terror e humanidade
Para o diretor, Billy é “gente como a gente” lidando com um demônio interno. Por isso, as cenas pausam para desenvolver personagens antes de mergulhar em novo banho de sangue.
Campbell reforça que o roteiro lhe permitiu alternar entre “rom-com natalino” e slasher violento, sensação semelhante à vivida em Halloween Ends.
Kill favorito do protagonista
Entre decapitações e vísceras expostas, o ator escolhe a morte no sofá como a mais marcante: “Partir aquela cabeça com precisão foi um desafio; quando cortaram, a equipe inteira vibrou”.
Silent Night, Deadly Night em números
Lançamento: 12 de dezembro de 2025.
Direção e roteiro: Mike P. Nelson (com Michael Hickey e Paul Caimi).
Elenco: Rohan Campbell, Ruby Modine, Mark Acheson, entre outros.
Avaliação preliminar
Com 77% no Rotten Tomatoes e boa resposta de público, o slasher atualiza a franquia oitentista e promete consolidar novo ciclo de filmes natalinos sombrios.
365 Filmes de olho no futuro da franquia
Para quem acompanha as novidades aqui no 365 Filmes, vale ficar atento: Nelson já confirma conversas iniciais sobre roteiro da sequência.
Se depender de Modine, veremos em breve como é “namorar alguém que vive dentro da sua cabeça” – nas palavras da própria atriz.
Enquanto isso, Silent Night, Deadly Night segue em exibição, oferecendo uma mistura de romance bizarro, humor ácido e muito vermelho sobre o branco natalino.
