Em pouco mais de 24 horas disponíveis na Paramount+, o remake de The Running Man (2025) saltou diretamente para o primeiro lugar entre os filmes mais vistos nos Estados Unidos. O longa de ação e ficção científica, baseado no livro homônimo de Stephen King, chega como segunda adaptação da obra, quase quatro décadas após o clássico estrelado por Arnold Schwarzenegger.
A produção dirigida por Edgar Wright, com roteiro do próprio cineasta ao lado de Michael Bacall, repete o feito de atrair olhares, mas desta vez nos catálogos digitais. Segundo o ranking interno da plataforma, divulgado em 13 de janeiro, a nova versão superou títulos populares como Roofman e Regretting You, enquanto a película original de 1987 aparece em quarto lugar.
Escalada de audiência na Paramount+ coloca remake de The Running Man no topo
A lista da Paramount+ para o dia 13 de janeiro mostra The Running Man (2025) na primeira posição, seguido por Roofman e Regretting You. No mesmo top 10 surgem ainda Fighting, Mission: Impossible – The Final Reckoning e duas animações da franquia PAW Patrol. O curioso é que o próprio filme de 1987 figura em quarto lugar, revelando interesse simultâneo pelo passado e pelo presente da história.
Embora tenha arrecadado apenas 68,6 milhões de dólares mundialmente contra um orçamento estimado em 110 milhões, o longa volta a chamar atenção ao conquistar o público do streaming. A movimentação no catálogo sugere que a produção encontra, agora, um público disposto a conferir a releitura longe das salas de cinema. Para o serviço, trata-se de um ganho imediato de engajamento; para a Paramount, um fôlego a mais diante de receitas medianas nas bilheterias.
Direção de Edgar Wright busca nova roupagem para o material de Stephen King
Conhecido por obras cheias de ritmo, como Em Ritmo de Fuga e a trilogia Cornetto, Edgar Wright troca a veia cômica por um tom mais sombrio, ainda que mantenha a estética acelerada. Ao lado de Michael Bacall, o cineasta moderniza elementos da narrativa distópica concebida por Stephen King em 1982. O foco permanece no jogo mortal televisionado, onde candidatos precisam sobreviver 30 dias sendo caçados por assassinos profissionais em troca de recompensas diárias.
A fotografia aposta em cores saturadas, luzes de neon e uso constante de drones para reforçar a vigilância do programa dentro do enredo. Já a trilha sonora alterna faixas eletrônicas com batidas analógicas, numa clara intenção de contrastar futuro próximo e nostalgia oitentista. Mesmo que parte da crítica considere o resultado “menos inventivo” em comparação a trabalhos anteriores de Wright, a montagem dinâmica ajuda a sustentar os 133 minutos de duração.
Elenco liderado por Glen Powell sustenta ritmo acelerado
No papel de Ben Richards, Glen Powell assume o protagonismo e carrega a narrativa com carisma. O ator abraça a condição de homem comum, dispensando a figura musculosa que eternizou Schwarzenegger na década de 1980. Essa escolha aproxima o personagem do público, reforçando o drama familiar que motiva sua entrada no programa: obter dinheiro para tratar a filha doente.
Imagem: Imagem: Divulgação
Josh Brolin interpreta Dan Killian, apresentador do game show, equilibrando sarcasmo e frieza. Colman Domingo, Lee Pace e Michael Cera surgem como caçadores de destaque, cada qual com uma persona própria que adiciona camadas de entretenimento às perseguições. O elenco de apoio – Emilia Jones, William H. Macy, Daniel Ezra, Jayme Lawson, entre outros – oferece contrapontos dramáticos que evitam a monotonia, mesmo quando a trama se concentra em explosões e combates.
Recepção crítica e contraste com desempenho nas bilheterias
No Rotten Tomatoes, o remake registra 63 % de aprovação entre críticos. O consenso aponta falhas na profundidade temática, mas reconhece estilo e ritmo. Entre o público, a nota sobe para 78 %, indicando maior tolerância a eventuais simplificações. Para muitos espectadores, a presença magnética de Glen Powell e a energia típica de Wright bastam para a diversão.
A discrepância entre críticas mornas e a forte estreia no streaming ressalta uma tendência atual: filmes que enfrentam dificuldades nas bilheterias podem encontrar vida longa nas plataformas digitais. No caso de The Running Man, a curiosidade por uma nova abordagem somou-se à conveniência do lançamento doméstico, ampliando o alcance do título.
Vale a pena assistir ao remake de The Running Man?
Se a proposta é observar como Edgar Wright transforma um clássico de ação em um espetáculo audiovisual contemporâneo, a resposta tende a ser positiva. O filme oferece cenas de perseguição elaboradas, atuações sólidas e um protagonista carismático, ainda que sacrifique parte das reflexões sociais mais pesadas do livro. Para quem acompanha as novidades aqui no 365 Filmes, a produção surge como opção de entretenimento de ritmo ágil e visual chamativo, agora facilmente acessível na Paramount+.
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