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Pluribus: primeiro projeto de Vince Gilligan pós-Breaking Bad chega ao Apple TV+ com recepção morna

Por Matheus Amorim3 Minutos de leitura

Vince Gilligan volta aos holofotes com Pluribus, produção que estreia em 2025 no Apple TV+ e marca seu primeiro trabalho após o encerramento do universo Breaking Bad. A disputa pelo título foi grande entre serviços de streaming e, por isso, as expectativas estavam nas alturas.

A nova atração — estilizada como Plur1bus — mistura comédia sombria, drama psicológico e pitadas de ficção científica. Nos três capítulos liberados para a imprensa, porém, a coleção de boas ideias ainda não se converteu em uma narrativa envolvente.

Premissa ousada esbarra em ritmo lento

Na trama, Carol (Rhea Seehorn) é apresentada como “a pessoa mais infeliz do planeta”. Sua rotina caótica contrasta com um mundo que parece marchar rumo à felicidade compulsória — e, segundo a premissa, ela será peça-chave para impedir esse excesso de positividade.

Os episódios iniciais repetem a fórmula de exibir o desespero da protagonista, reforçar o surrealismo da situação e mergulhar em seu desconforto emocional. O problema é a falta de progressão: a sensação é de assistir à mesma história com mínimas variações, sem um ponto de virada que impulsione o enredo.

Gilligan já transformou pequenos detalhes em explosões dramáticas em Breaking Bad, mas aqui o “pequeno” continua pequeno. A ausência de urgência gera um efeito de estagnação que dificulta o engajamento, mesmo com ideias interessantes sobre a tirania da felicidade.

Rhea Seehorn domina a tela

Após brilhar como Kim Wexler, Seehorn entrega mais um desempenho preciso, transitando entre fragilidade, ironia e desespero. Ainda assim, o roteiro oferece pouco além de um único estado emocional, limitando o espaço para nuances. Karolina Wydra e Miriam Shor também mostram potencial, mas permanecem confinadas a situações que não evoluem.

Parte técnica impecável contrasta com narrativa hesitante

Se a história tropeça, a execução visual é primorosa. A fotografia utiliza contraste marcado entre tons melancólicos e cenas ligeiramente deslocadas da realidade, realçando o clima de estranhamento. A direção mantém firmeza estilística, construindo uma atmosfera que se alinha ao conceito de uma comédia dramática de teor existencial.

O design de produção, aliado à trilha minimalista, cria um universo que parece familiar e, ao mesmo tempo, um passo além do cotidiano. Porém, estética e clima não bastam quando o roteiro demora a mostrar para onde quer levar o espectador.

Nesse sentido, Pluribus lembra os tropeços anteriores de Gilligan — Battle Creek foi cancelada após 13 episódios, The Lone Gunmen não decolou e AMPED nem saiu do piloto. A nova série pode até encontrar o tom mais adiante, mas os capítulos de estreia ficam aquém da expectativa criada pelo histórico do showrunner.

Na avaliação do portal TaNoStreaming, a produção recebeu nota 6,0. É um indicativo de que, embora existam méritos, o conjunto ainda precisa avançar. Para o público do 365 Filmes, vale acompanhar os próximos episódios com cautela: a mistura de gêneros é atraente, o elenco é forte, mas o ritmo terá de acelerar para justificar o hype.

Pluribus — ou Plur1bus, como aparece no material promocional — tem roteiro de Vince Gilligan e direção dividida entre o criador e cineastas convidados pela Apple. Classificada como comédia dramática de ficção científica, a produção é exclusiva do Apple TV+ e chega ao Brasil em 2025.

Ficha técnica resumida: título original Pluribus; gênero comédia, drama, ficção científica; elenco principal Rhea Seehorn, Karolina Wydra e Miriam Shor; país de origem Estados Unidos; plataforma Apple TV+; lançamento 2025.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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