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    Netflix cogitou comprar Disney antes de ofertar US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. Discovery

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimdezembro 10, 2025Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    A guerra de aquisições em Hollywood ganhou um capítulo inesperado. Antes de balançar o mercado com a proposta de US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. Discovery, a Netflix chegou a avaliar seriamente a compra da Disney, segundo fontes próximas à diretoria.

    O movimento, revelado por reportagem da Bloomberg, mostra que a gigante do streaming analisou vários alvos — de estúdios a empresas de games — mas recuou diante do risco de desagradar investidores. A informação explica a cautela que a companhia adota enquanto disputa ativos estratégicos com concorrentes como a Paramount.

    Netflix compra Warner Bros. Discovery: como a oferta foi construída

    A proposta de US$ 82,7 bilhões tornou-se pública poucas semanas antes do encerramento de 2025 e colocou a Netflix no centro das atenções. O valor cobre a dívida da Warner Bros. Discovery e promete entregar ao streaming franquias de peso, como DC, Harry Potter e Looney Tunes, além de um vasto catálogo televisivo.

    Segundo fontes internas, Ted Sarandos e Greg Peters trabalharam em sigilo por meses para alinhar a oferta. Ambos sabiam que uma contraproposta era provável, mas confiavam na atratividade do pacote fechado com o conselho da Warner. “Temos um acordo pronto e estamos muito felizes com ele”, declarou Sarandos após o anúncio.

    Paramount reage com lance hostil de US$ 108,4 bilhões

    A resposta não demorou. A Paramount, em parceria com a Skydance, apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões, considerada hostil por tentar dificultar a aprovação do negócio com a Netflix. O movimento reacendeu debates sobre a consolidação de estúdios tradicionais em torno das plataformas de streaming.

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    Em comunicado, o conselho da Warner Bros. Discovery prometeu analisar a oferta da Paramount “de acordo com seus deveres fiduciários” e emitir recomendação a acionistas em até dez dias úteis. Nos bastidores, porém, fontes apontam que a preferência inicial ainda recai sobre a proposta da Netflix pela menor complexidade regulatória.

    Por que a Disney entrou no radar — e saiu dele

    Antes de mirar a Warner, a cúpula da Netflix realizou simulações de aquisição envolvendo diversos ativos. Entre eles estavam a Electronic Arts, a Fox e, surpreendentemente, a Disney. A discussão interna, entretanto, travou em dois pontos: o tamanho da transação e o impacto potencial sobre o preço das ações da própria Netflix.

    Executivos temiam que um acordo dessa magnitude exigisse emitir tantas novas ações que o múltiplo da empresa despencaria. Além disso, havia receio de sinalizar ao mercado que o crescimento orgânico do streaming estaria perto do limite. Por essas razões, o plano de comprar a Disney foi arquivado antes mesmo de avançar para negociações preliminares.

    Compromisso com o cinema tradicional

    Um dos temores em Hollywood é que a Netflix, famosa por privilegiar lançamentos diretos na plataforma, reduza estreias nos cinemas caso conclua a compra da Warner Bros. Discovery. Sarandos rechaçou a hipótese. “Não compramos a empresa para destruir valor. Pretendemos lançar os filmes exatamente como eles saem hoje”, afirmou.

    O co-CEO citou títulos como Minecraft, Superman e Weapons para argumentar que todos continuariam recebendo janelas robustas nas salas de exibição. Na visão dele, manter o modelo híbrido é essencial para preservar empregos e receitas de toda a cadeia do entretenimento.

    Netflix cogitou comprar Disney antes de ofertar US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. Discovery - Imagem do artigo

    Imagem: Grae Guttmann

    Repercussão no mercado e obstáculos regulatórios

    Analistas enxergam o negócio como o maior teste antitruste dos últimos anos. A junção poderia criar um conglomerado com poder significativo de negociação com talentos, exibidores e anunciantes. Apesar disso, especialistas lembram que o Departamento de Justiça dos EUA tem sinalizado maior flexibilidade desde a aprovação da união entre Discovery e Warner em 2022.

    No curto prazo, o principal entrave é a oferta superior da Paramount. Caso a Netflix deseje igualar ou aumentar a proposta, precisará demonstrar que o prêmio adicional não comprometerá sua saúde financeira — um equilíbrio delicado após sucessivas altas de juros globais.

    O que está em jogo para assinantes e acionistas

    Para os 270 milhões de assinantes da Netflix, a aquisição significaria acesso a um catálogo ainda mais amplo. Séries históricas da HBO e blockbusters da Warner poderiam chegar ao streaming sem custos extras, fortalecendo a retenção de usuários em tempos de concorrência acirrada.

    Já os acionistas aguardam esclarecimentos sobre sinergias. A projeção interna indica que a fusão geraria economias anuais substanciais em marketing e tecnologia, mas o valor exato não foi divulgado. A integridade das marcas, especialmente o selo HBO, também é tema sensível.

    Perspectivas e próximos passos

    O conselho da Warner Bros. Discovery deve se pronunciar sobre a oferta rival da Paramount nas próximas duas semanas. Se mantiver a preferência pela Netflix, o acordo entrará em análise por reguladores nos EUA e em mercados internacionais importantes, como União Europeia e Brasil.

    Enquanto isso, a disputa coloca pressão em outros estúdios independentes. Analistas ouvidos pelo 365 Filmes apontam que empresas como Lionsgate e AMC Networks podem virar alvo de consolidação caso a tendência de megafusões se confirme.

    Resumo rápido

    • Netflix ofertou US$ 82,7 bi pela Warner Bros. Discovery.
    • Paramount respondeu com proposta de US$ 108,4 bi.
    • Antes disso, Netflix discutiu internamente a compra da Disney, mas desistiu pelo risco à ação.
    • Conselho da Warner analisará a oferta da Paramount em até 10 dias úteis.
    • Sarandos garante que manterá lançamentos de cinema caso a aquisição seja concluída.

    Com o desenrolar desse embate corporativo, o mercado de streaming se prepara para mudanças profundas que podem redefinir a experiência do público nos próximos anos.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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