Francis Ford Coppola, um dos nomes mais lendários de Hollywood, está abrindo mão de objetos que sempre guardou a sete chaves. O cineasta resolveu colocar em leilão sua coleção particular de relógios, uma medida drástica depois do fiasco financeiro de “Megalopolis”.
O longa de ficção científica arrecadou apenas US$ 14 milhões nas bilheterias, valor ínfimo frente ao orçamento que ultrapassou US$ 120 milhões — grande parte, bancada pelo próprio diretor. Agora, para estancar o rombo, Coppola põe à venda sete peças raríssimas.
O rombo deixado por “Megalopolis”
Francis Ford Coppola investiu pesado no projeto, que marcou seu retorno à direção após o terror “Twixt”, de 2011. Segundo o próprio diretor, foram cerca de US$ 100 milhões tirados do próprio bolso, numa aposta para materializar o épico futurista.
A bilheteria, porém, não correspondeu nem de longe às expectativas. Lançado em 27 de setembro de 2024, o filme ficou limitado a US$ 14 milhões globais, valor que o coloca entre os maiores fracassos comerciais da carreira de Coppola. Para quem brilhou com a trilogia “O Poderoso Chefão” e o clássico “Apocalypse Now”, a diferença de desempenho é gritante.
Arrecadação que não cobriu nem a divulgação
Especialistas calculam que só os custos de marketing tenham ultrapassado a receita total obtida nos cinemas. Dessa forma, a perda líquida do produtor-diretor se tornou inevitável, exigindo medidas imediatas para equilibrar as contas.
Relógios de luxo vão a leilão
Entre os bens escolhidos para ir a pregão estão raridades como um protótipo personalizado F.P. Journe FFC, estimado em mais de US$ 1 milhão. Além dele, figuram modelos de marcas suíças de alto prestígio, todos pertencentes ao acervo pessoal do diretor de 86 anos.
A lista completa soma sete peças que, juntas, podem alcançar valores expressivos, mas ainda distantes dos US$ 120 milhões investidos. Mesmo assim, cada lance bem-sucedido ajuda a tapar parte do rombo — um “mal necessário”, definem pessoas próximas.
Imagem: Shawn Lealos
Peças mais cobiçadas
O F.P. Journe FFC atrai maior atenção por ser único, criado em colaboração com Coppola e o relojoeiro François-Paul Journe. Outros modelos vintage de marcas como Patek Philippe e Rolex também devem levantar cifras robustas.
Expectativa de retorno
Apesar do prestígio dos relógios, especialistas em leilões estimam um total de US$ 2 a 3 milhões obtidos na melhor das hipóteses. Ou seja, a venda cobre apenas uma fração dos gastos, mas oferece liquidez imediata ao cineasta.
Consequências para a carreira de Francis Ford Coppola
O revés de “Megalopolis” pode limitar futuros projetos grandiosos do diretor, que não registra um grande sucesso comercial desde “Drácula de Bram Stoker”, em 1992. Aos 86 anos, ele ainda não anunciou se pretende comandar outro filme de alto orçamento.
Para a comunidade cinéfila e para sites como o 365 Filmes, que acompanham cada passo do veterano, fica a dúvida: veremos Coppola em outra superprodução ou ele migrará para projetos menores, típicos do cinema independente?
O que vem pela frente?
Por ora, o foco de Francis Ford Coppola é reorganizar as finanças. Após a liquidação dos relógios, novas medidas podem surgir, mas nada foi confirmado. Enquanto isso, fãs do mundo todo seguem atentos, torcendo para que o mestre do cinema encontre uma saída e, quem sabe, volte a surpreender nas telonas.
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