A DreamWorks Animation coleciona sucessos estrondosos, mas nem toda produção do estúdio encontrou o mesmo destino de Shrek ou Madagascar. Ao longo de quase três décadas, algumas apostas ousadas viraram verdadeiros buracos negros financeiros e reforçaram que até gigantes podem tropeçar.
Nesta lista, o 365 Filmes relembra nove fracassos de bilheteria da DreamWorks. O ranking segue da perda menos dolorosa até o rombo milionário que quase afundou a empresa, ilustrando como o estúdio oscilou entre ideias criativas e contas vermelhas.
Spirit Untamed (2021) — quando economia não basta
Com orçamento enxuto de US$ 30 milhões, Spirit Untamed chegou como o longa mais barato do estúdio. A história da garota que se conecta ao cavalo selvagem, porém, não convenceu quem amava o clássico Spirit: O Corcel Indomável.
Mesmo arrecadando US$ 42 milhões, o filme não superou despesas de marketing e distribuição. Entre os fracassos de bilheteria da DreamWorks, este é o exemplo de que baixo custo não garante lucro se a recepção for fria.
Números que explicam a rejeição
O longa ostenta a menor bilheteria mundial da marca. Além disso, críticas sobre qualidade de animação e roteiro padrão afastaram públicos de todas as idades.
Ruby Gillman, Teenage Kraken (2023) — flop pós-pandemia
A aventura da adolescente kraken parecia receita de sucesso: protagonista carismática, humor leve e mensagem sobre pertencimento. Orçada em US$ 70 milhões, saiu de cartaz com apenas US$ 46 milhões.
A falha surpreendeu, pois o estúdio havia atravessado o período pandêmico sem grandes traumas. Aqui, a história pouco desenvolvida foi apontada como principal vilã, confirmando outro doloroso fracasso de bilheteria da DreamWorks.
Por que não vingou?
Divulgação tímida e competição com outras animações prejudicaram a performance. O resultado foi um prejuízo administrável, mas frustrante.
Turbo (2013) — quase empatou, mas não chegou lá
A saga do caracol que sonha correr na Indy 500 custou US$ 135 milhões (incluindo marketing). Embalou US$ 282 milhões globalmente, mas as divisões de receita deixaram um déficit de cerca de US$ 13 milhões.
Simples e divertida, a produção ficou na linha tênue entre lucro e prejuízo. Ainda assim integra os fracassos de bilheteria da DreamWorks por não cobrir totalmente os gastos.
Fator esquecimento
Sem tema unificador, o filme virou passatempo rápido para crianças e pouco mais que isso. A memória curta do público colaborou para o baixo retorno nas vendas de produtos licenciados.
Os Pinguins de Madagascar (2014) — sucesso lá fora, tombo em casa
Spin-off da famosa franquia, o quarteto de pinguins rendeu US$ 373 milhões mundiais e só US$ 83 milhões nos EUA. Com custo de US$ 132 milhões, a conta não fechou e gerou write-down de US$ 57 milhões.
A dependência do mercado internacional acabou virando armadilha: porcentagens menores de lucro fora dos EUA transformaram um aparente hit em outro fracasso de bilheteria da DreamWorks.
Entretenimento garantido, mas caro
Embora divertido e fiel ao humor original, o longa não teve fôlego para cobrir despesas globais de marketing, particularmente elevadas em animações.
Sr. Peabody & Sherman (2014) — boa crítica, péssimo balanço
Inspirado em personagens da Era de Ouro da TV, o cão superdotado e seu garoto viajante no tempo custaram US$ 145 milhões. A bilheteria de US$ 276 milhões parecia promissora, mas taxas internacionais e gastos extras devoraram o lucro.
O prejuízo coloca o filme entre os notórios fracassos de bilheteria da DreamWorks, apesar de elogios por roteiro complexo e inventivo.
Imagem: Imagem: Divulgação
Risco calculado que saiu do controle
A aposta em nostalgia não converteu pais em compradores de ingressos o bastante, mostrando que reconhecimento de marca nem sempre garante retorno financeiro.
Sinbad: A Lenda dos Sete Mares (2003) — quase fatal
Último longa 2D da empresa, Sinbad arrecadou US$ 80 milhões contra orçamento de US$ 60 milhões. O problema? Custos totais, incluindo altos investimentos em 2D, geraram perda estimada de US$ 125 milhões no ano.
O rombo quase afundou a DreamWorks e esfriou qualquer nova aventura em animação tradicional. Mesmo assim, fãs destacam visuais ambiciosos e o elenco de vozes estelar.
Fim de uma era
O desastre financeiro selou a virada definitiva para o CGI, marcando um antes e depois no estúdio.
Por Água Abaixo (2006) — parceria desfeita
Coprodução com a britânica Aardman, o longa custou US$ 149 milhões e faturou US$ 178 milhões. O saldo negativo estimado em US$ 100 milhões encerrou a colaboração entre os estúdios.
A crítica, porém, considera o filme subestimado, valorizando humor britânico e ritmo acelerado. Ainda assim, figura entre os piores fracassos de bilheteria da DreamWorks quando se fala de custos versus retorno.
CGI em vez de massinha
A troca da estética stop-motion por computação gráfica pode ter afastado fãs de Aardman, reduzindo o apelo do lançamento.
A Origem dos Guardiões (2012) — blockbuster que não pagou a conta
Santa Claus, Coelhinho da Páscoa e companhia reunidos para salvar o mundo renderam US$ 306 milhões. Com orçamento de US$ 145 milhões e marketing robusto, o estúdio amargou perda de US$ 87 milhões.
O longa ganhou status de cult natalino, mas permaneceu na lista negra dos fracassos de bilheteria da DreamWorks por não gerar lucro sequer com vendas de DVD e streaming iniciais.
Animação arrebatadora
Mesmo hoje, o visual impressiona, fator que ajuda o filme a ser redescoberto a cada dezembro.
O Caminho para El Dorado (2000) — pioneiro e problemático
Primeiro grande sinal de risco, a aventura dos vigaristas Tulio e Miguel custou US$ 95 milhões e faturou apenas US$ 76 milhões. A trilha de Elton John e Tim Rice não bastou para atrair público.
Esse prejuízo inaugurou a lista de fracassos de bilheteria da DreamWorks e mostrou que, no início dos anos 2000, o público já virava a página da animação estilo “renascença Disney”.
Clássico cult
Com o tempo, fanáticos por animação resgataram o filme, apontando humor afiado e visual vibrante como qualidades que não foram reconhecidas na estreia.
