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Bridgerton 4ª temporada: Parte 1 empolga a crítica, divide o público e coloca Benedict sob os holofotes

Por Thaís Amorim4 Minutos de leitura

A estreia da 4ª temporada de Bridgerton, dividida pela Netflix em duas metades, chega com números que saltam aos olhos: 80 % de aprovação da imprensa especializada contra 43 % do público no Rotten Tomatoes. A discrepância reacende o debate sobre os rumos criativos da série produzida pela Shondaland.

Nesta Parte 1, o foco recai sobre Benedict Bridgerton, interpretado por Luke Thompson, e seu envolvimento com a enigmática Lady in Silver, identidade secreta de Sophie Baek (Yerin Ha). A nova rodada de episódios adapta An Offer From a Gentleman, terceiro livro de Julia Quinn, e aposta em estética de conto de fadas para refrescar a fórmula romântica que fez a franquia explodir em 2020.

Recepção crítica: tom de baile de máscaras e espírito de Cinderela

Logo após a liberação dos episódios, veículos internacionais elogiaram a atmosfera lúdica adotada pelo showrunner Chris Van Dusen e sua sala de roteiristas. Críticos apontam que o arco de Benedict resgata elementos clássicos da literatura de fantasia, sem abandonar o glamour vitoriano que caracteriza a marca Bridgerton 4ª temporada.

A comparação com a jornada de Cinderela é recorrente: Sophie Baek surge disfarçada em uma festa regada a máscaras, deixando Benedict preso à figura misteriosa que desaparece ao fim do baile. Para muitos analistas, o recurso narrativo reforça o caráter escapista da série — um ponto que agrada quem busca entretenimento leve em meio ao calendário saturado de dramas policiais e thrillers de ritmo implacável, como o visto em Vanished.

Luke Thompson e Yerin Ha: química em evidência

Se a imprensa se mostra benevolente, muito se deve ao trabalho do elenco. Luke Thompson, até então coadjuvante de luxo, assume o protagonismo com facilidade. Críticos destacam a maneira como ele alterna vulnerabilidade e confiança, traçando um Benedict mais complexo do que o galanteador espontâneo apresentado nas temporadas anteriores.

Yerin Ha, recém-chegada ao universo Bridgerton 4ª temporada, precisa equilibrar duas personas: Sophie, criada bastarda que enfrenta preconceitos, e a radiante Lady in Silver, ícone da noite londrina. A atriz navega entre sotaques e posturas, sustentando a dinâmica que impulsiona a trama. A química entre os dois, descrita por alguns veículos como “a derradeira história de Cinderela”, mantém o espectador ligado mesmo quando o texto recorre a diálogos expositivos.

Direção e roteiro: assinatura de Shondaland permanece intacta

Por trás das câmeras, Bridgerton 4ª temporada repete o rodízio de diretores. Tom Verica, Tricia Brock, Alex Pillai, Alrick Riley, Bille Woodruff, Cheryl Dunye, Sheree Folkson e Julie Anne Robinson dividem a responsabilidade pelos quatro episódios iniciais. A estratégia garante pluralidade visual, sem abrir mão da paleta colorida e dos movimentos de câmera fluídos que viraram padrão da franquia.

Já a equipe de roteiristas — Abby McDonald, Sarah L. Thompson, Daniel Robinson e outros cinco nomes — entrega diálogos afiados e insere notas de comentário social sobre privilégios e mobilidade de classe. Da mesma forma que em análises preliminares, a condução narrativa prefere o romance ao drama pesado, mantendo o DNA escapista que Shonda Rhimes consolidou em projetos anteriores.

Avaliação da audiência: força da marca versus fadiga de fórmula

A série vem registrando oscilação nas notas desde 2020. A primeira temporada estreou com 87 % da crítica, caiu para 78 % na segunda, voltou a 87 % na terceira e agora estaciona em 80 %. O ponto fora da curva é o engajamento popular: os 43 % atuais marcam a menor aceitação do público em toda a história da produção.

Entre as explicações sugeridas por analistas, aparece o cansaço com a fórmula de romance de época, além da expectativa por narrativas menos idílicas. Parte dos assinantes exige a mesma complexidade vista em dramas contemporâneos, como o intimista See You When I See You, enquanto outra parcela permanece fiel ao escapismo pastel de Bridgerton 4ª temporada.

Vale a pena assistir à Parte 1 da 4ª temporada?

Para quem acompanha a saga desde 2020, a nova fase oferece desenvolvimento inédito de Benedict e amplia o universo sem trair a estética exuberante que virou sinônimo de Bridgerton 4ª temporada. Já o público em busca de viradas ousadas pode estranhar o ritmo menos surpreendente e o foco maior no encanto visual.

Com quatro episódios disponíveis e mais quatro previstos para a segunda metade, a temporada promete concluir o arco de Sophie e esclarecer o impacto do segredo da Lady in Silver. Resta saber se a audiência retomará o entusiasmo inicial ou se a discrepância de notas vai se manter até o último baile.

A Netflix ainda não divulgou a data da Parte 2. Enquanto isso, 365 Filmes segue de olho na recepção dos próximos capítulos.

Thaís Amorim

Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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