Avengers: Doomsday chega aos cinemas em 18 de dezembro de 2026 carregando a missão de repetir o impacto de Vingadores: Ultimato. Dirigido novamente pelos irmãos Anthony e Joe Russo, o longa reúne nomes icônicos do Universo Cinematográfico da Marvel, mas um detalhe salta aos olhos: nenhum integrante dos Guardiões da Galáxia aparece na lista oficial de personagens.
A decisão, confirmada após o encerramento das filmagens, gerou surpresa entre fãs que esperavam ver Star-Lord, Rocket ou Groot dividindo a tela com velhos conhecidos como Thor e Loki. Apesar do estranhamento inicial, a escolha faz sentido dentro da proposta de enxugar a narrativa e dar espaço para um elenco extenso, repleto de rostos consagrados e novidades.
Elenco mistura legado e renovação em Avengers: Doomsday
A escalação de Robert Downey Jr. como Doutor Destino domina as manchetes. O ator retorna ao MCU em um papel totalmente novo, depois de marcar época como Tony Stark. A mudança de registro promete ser o grande atrativo de atuação do filme: Downey Jr. terá a tarefa de convencer o público de que pode encarnar um antagonista tão ameaçador quanto carismático.
Chris Evans retoma Steve Rogers, reacendendo a dinâmica do Capitão América original com figuras clássicas da franquia. Ao lado deles, chegam reforços de peso: o Quarteto Fantástico — agora com Vanessa Kirby (Sue Storm), Joseph Quinn (Johnny Storm), Ebon Moss-Bachrach (Ben Grimm) — divide o protagonismo com veteranos como Chris Hemsworth (Thor) e Tom Hiddleston (Loki). A presença de Shang-Chi (Simu Liu) sinaliza a intenção de alinhar personagens da fase mais recente do estúdio ao núcleo histórico.
Direção dos Russo Brothers aposta em ritmo ágil
Anthony e Joe Russo precisam equilibrar dezenas de arcos dramáticos em pouco mais de duas horas e meia. A dupla, conhecida pelo domínio de cenas de ação estratégicas e diálogos enxutos, deverá repetir a fórmula que funcionou em Guerra Infinita: fragmentar a narrativa em núcleos paralelos e interligá-los em um clímax único.
Para isso, os roteiristas Stephen McFeely e Michael Waldron, apoiados no legado de Jack Kirby e Stan Lee, aparentemente optaram por deixar os Guardiões de fora. A justificativa é prática: menos subtramas espaciais significa mais tempo de tela para desenvolver conflitos envolvendo Destino, o Quarteto e os Vingadores remanescentes.
Guardiões ficam de fora, mas escolha pode beneficiar a história
A ausência do time de Star-Lord não diminui a importância que o grupo conquistou ao longo da Saga do Infinito. Ainda assim, o final de Guardiões da Galáxia Vol. 3 já sinalizava rumos próprios para aqueles heróis. Rocket assumiu a liderança de uma nova formação, enquanto Peter Quill retornou à Terra, abrindo espaço para histórias mais intimistas.
Imagem: Imagem: Divulgação
Ao manter essa equipe distante de um evento multiversal, a Marvel evita sobrecarregar a trama principal. O centro das atenções recai no embate contra Doutor Destino e no encontro inédito entre o Quarteto, os mutantes originais e os Vingadores. Esse foco pode resultar em cenas mais coesas e, sobretudo, dar espaço para que cada ator brilhe sem disputas por tempo de tela.
Expectativas sobre o trabalho de Robert Downey Jr. como Doutor Destino
Assumir um vilão depois de viver o herói que iniciou o MCU é um desafio capaz de redefinir a carreira de Downey Jr. O ator terá de abandonar o carisma jovial de Tony Stark e abraçar a frieza estratégica de Victor Von Doom. A produção promete construir um antagonista multifacetado, com motivações que vão além de simples dominação mundial.
O figurino de armadura metálica, aliado à imponência do ator, deve criar uma presença ameaçadora em tela. Espera-se que os Russo aproveitem longos planos de close para destacar expressões faciais sutis, um recurso eficiente para transmitir arrogância e intensidade mesmo por trás da máscara. A performance de Downey Jr. pode ser o ponto alto dramático do longa.
Vale a pena assistir?
Para quem acompanha a saga desde Homem de Ferro, Avengers: Doomsday representa a chance de ver a velha guarda interagindo com a nova geração em um palco grandioso. A ausência dos Guardiões, longe de ser um vacilo, funciona como ajuste de foco narrativo. Se os Russo conseguirem dosar humor, ação e emoção como fizeram em Ultimato, o público do 365 Filmes terá diante de si um espetáculo digno do hype.
