Agente Zeta acaba de ficar disponível no Prime Video Brasil e chega com uma premissa que parece feita para fisgar quem gosta de conspiração e bastidores de Estado. A trama começa com um evento difícil de tratar como coincidência: quatro ex-oficiais da inteligência espanhola são assassinados quase ao mesmo tempo, em diferentes embaixadas ao redor do mundo, detonando uma corrida interna para entender quem está limpando rastros — e por quê.
Dirigido por Dani de la Torre, com roteiro de Oriol Paulo e Jordi Vallejo, o longa tem 2h13 e sustenta o ritmo na base de perseguição e informação incompleta. No termômetro do público, aparece com nota 5,8 no IMDb, e a impressão geral é a de um suspense que segura bem a tensão mesmo quando o caminho fica mais previsível depois da metade.
Operação Ciénaga: o passado colombiano que volta como ameaça global
Quando as autoridades conectam as mortes, surge a peça central do quebra-cabeça: os quatro mortos participaram da Operação Ciénaga, na Colômbia. A descoberta não resolve o caso — ela amplia. Isso porque havia um quinto integrante, e ele escapou. O Centro Nacional de Inteligência (CNI) entende rapidamente o risco: se existe um sobrevivente, existe um arquivo vivo capaz de expor decisões que nunca deveriam ser públicas.
Para encontrar esse ex-oficial foragido, o CNI convoca Zeta (interpretado por Mario Casas), descrito como o melhor agente disponível para uma missão que exige discrição e velocidade. A caçada, porém, é montada em terreno instável: o filme deixa no ar que nem toda ordem vem por “justiça” e nem toda urgência é apenas proteção nacional. Em thrillers assim, a pergunta não é só “onde ele está?”, mas “o que ele sabe?” — e “quem quer que ele desapareça primeiro?”.
Zeta contra Alfa: a rivalidade que transforma a missão em disputa entre países
O jogo complica quando a Colômbia decide entrar na história com interesses próprios. Em vez de apenas assistir de longe, o Estado colombiano designa seu maior nome para capturar Zeta. Surge então Alfa (Mariela Garriga), rival direta que dá ao filme sua tensão mais constante: ela não parece caçar apenas um agente estrangeiro, e sim uma verdade que a Espanha tenta controlar.

Esse detalhe é o que dá personalidade a Agente Zeta. Alfa parece ter acesso a camadas da Operação Ciénaga que nem o próprio CNI domina totalmente, e isso vira combustível para um suspense de desconfiança: Zeta corre atrás do fugitivo, mas também precisa ler o tabuleiro para não virar bode expiatório de um caso que envolve reputação, sigilo e memória institucional.
O elenco ainda conta com Luis Zahera, ajudando a sustentar o lado mais “pé no chão” do thriller: hierarquias, pressão e bastidores de decisão. A partir da segunda metade, quando certas respostas começam a aparecer, o filme fica mais fácil de prever — mas não perde o andamento. A construção segue firme, com tensão suficiente para levar até o final, especialmente para quem gosta de disputas entre agentes e países onde ninguém entrega tudo de forma limpa.
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