A segunda temporada de Peacemaker não só ampliou a violência cômica que tornou a série popular, como também introduziu um elemento crucial para o futuro do novo Universo DC. Ao anunciar o mundo-prisão batizado de Salvation, a produção abriu espaço para que velhos conhecidos retornem à cena.
O planeta isolado, encontrado graças à tecnologia de Chris Smith, surge como resposta do governo dos EUA à ineficácia de Belle Reve e Arkham. Nas entrelinhas, porém, a iniciativa sinaliza que James Gunn já planta as sementes para novos — e turbulentos — encontros de equipe.
Salvation surge em Peacemaker e muda as regras
No episódio final, o diretor da ARGUS, Rick Flag Sr., alia-se à LuthorCorp e ativa a Câmara de Desdobramento Quântico roubada do próprio Peacemaker. A ferramenta localiza um mundo aparentemente desabitado, pronto para receber meta-humanos reincidentes. Batizado de Salvation, o local é apresentado ao governo como solução definitiva para conter super-vilões.
Flag vai além: sequestra Chris Smith e o transforma no primeiro “detento” do novo complexo extraterrestre. O gesto, motivado pela morte de Rick Flag Jr. em The Suicide Squad (2021), deixa claro que a ideia do planeta-prisão não é apenas institucional.
Conexão direta com a saga Salvation Run
A iniciativa reproduz a trama dos quadrinhos publicada em 2007. Na HQ, Amanda Waller e Rick Flag exilam criminosos em um planeta supostamente vazio, ignorando que se trata, na verdade, de um campo de testes para as tropas de Apokolips. Esse pano de fundo de “senhor das moscas” alimenta disputas internas e cria alianças improváveis entre vilões.
A adaptação televisiva já acena a esse cenário: o rugido de criaturas na mata indica que Salvation não é tão pacífico quanto se imaginava. Com isso, o DCU ganha um terreno isolado onde qualquer coisa — de conflitos de facção a monstros alienígenas — pode acontecer longe dos holofotes da Terra.
O caminho aberto para o retorno do Esquadrão Suicida
Nos quadrinhos de Salvation Run, o próprio Task Force X acaba exilado após capturar foragidos. A lógica oferece base forte para reativar o Esquadrão Suicida no cinema, desta vez em chave de sobrevivência em terra hostil, sem o respaldo do governo.
Imagem: Kevin Erdmann
Uma eventual fuga coletiva permitiria reunir nomes de peso do filme de 2021. A expectativa de ver de novo Harley Quinn (Margot Robbie), Bloodsport (Idris Elba) e King Shark (voz de Sylvester Stallone) ao lado de Peacemaker (John Cena) alimenta o apelo comercial e dá coesão ao universo em construção. Para os leitores do 365 Filmes, a chance desse reencontro ganha sabor extra quando lembramos que Gunn classificou a primeira fase do DCU como “Gods and Monsters”.
Reencontros esperados
- Conflito direto entre Peacemaker e Bloodsport, retomando a rivalidade deixada em Corto Maltese.
- Harley Quinn navegando entre facções, tal como faz nos quadrinhos.
- King Shark como peça chave em um ambiente onde predadores podem não ser terrestres.
Creature Commandos pode entrar no jogo
Outro grupo que pode aterrissar em Salvation é o Task Force M, apresentado na série animada Creature Commandos. Frank Grillo interpreta Rick Flag Sr. nas duas produções, funcionando como ponte entre animação e live-action. Se o diretor da ARGUS decidir descartar todos os meta-humanos sob sua tutela, nada impede que G.I. Robot, Frankenstein (David Harbour) e companhia recebam passagem só de ida para o planeta-prisão.
A movimentação encaixaria duas equipes marginais no mesmo tabuleiro, potencializando um crossover antes mesmo de qualquer formação de Liga da Justiça no cinema. Para o público, seria a chance de conferir personagens até então restritos à animação interagindo com velhos conhecidos das telonas.
Primeira chance de versões live-action
O isolamento de Salvation proporciona liberdade total para transitar entre tons, do humor sangrento de Peacemaker ao horror pulp dos monstros da Task Force M. E mais: introduz figuras como Doctor Phosphorus (Alan Tudyk) ou Bride (Indira Varma) sem conflitar com a cronologia terrestre, já que tudo ocorre fora do planeta.
Com mais de 600 palavras, a notícia reafirma que Salvation se torna peça central da fase inicial do DCU. Enquanto detalhes oficiais sobre novos filmes ou séries não aparecem, o final de Peacemaker deixa claro: a próxima reunião do Esquadrão Suicida — e talvez a estreia live-action dos Creature Commandos — pode acontecer bem longe de casa, em um planeta onde apenas os mais perigosos sobrevivem.
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