Durante décadas, produções de kung fu e ação foram dominadas por astros masculinos. Ainda assim, a história do cinema guarda pérolas em que heroínas roubaram a cena a golpes, chutes e espadas.
De pioneiras dos anos 60 a blockbusters dos anos 2000, esses filmes de artes marciais protagonizados por mulheres mostram talento, carisma e coreografias que marcaram época. Confira a seleção do 365 Filmes e prepare-se para maratonar.
O poder feminino nos filmes de artes marciais
Ao longo dos anos, diversas atrizes treinaram intensamente ou contaram com dublês de primeira para convencer o público de que dominavam cada movimento. O resultado são obras que mesclam narrativa envolvente e lutas de tirar o fôlego.
Da Tailândia ao Japão, passando por Hong Kong e Hollywood, essas produções provam que a figura da guerreira é universal. A seguir, veja dez títulos indispensáveis para qualquer fã de filmes de artes marciais protagonizados por mulheres.
Chocolate (2008)
No longa tailandês, Yanin Vismitananda interpreta Zen, jovem autista criada entre kickboxers. Quando a família enfrenta dificuldades, ela parte para cobrar dívidas de antigos rivais da máfia, desencadeando confrontos brutais. A atriz, faixa preta na vida real, entrega cenas de ação comparáveis à intensidade vista em “John Wick”.
Yes, Madam (1985)
Um ano depois de “Police Story”, Michelle Yeoh assumiu o posto de protagonista nesta produção de Hong Kong. Como a inspetora Ng, ela investiga um microfilme valioso enquanto distribui golpes precisos em bandos inteiros de criminosos. O sucesso foi tão grande que originou uma franquia com mais seis filmes.
The Fate of Lee Khan (1973)
Dirigido por King Hu, o épico wuxia gira em torno da busca por um mapa estratégico durante a dinastia Yuan. Embora o elenco seja variado, são as personagens femininas que comandam as lutas coreografadas por Sammo Hung. O filme exibe raros 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, honra pouco comum no gênero.
Wing Chun (1994)
Ambientado na China antiga, o enredo mostra Michelle Yeoh como uma mestre que se veste como homem para evitar assédios. A estratégia gera confusão romântica quando um amor do passado, vivido por Donnie Yen, retorna. Mistura de comédia, romance e kung fu garante frescor à narrativa.

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The Bride With White Hair (1993)
Brigitte Lin encarna uma espadachim pertencente a um culto sinistro que se apaixona por um guerreiro rival. O longa aposta em ambientação fantástica, com clãs e poderes sobrenaturais, além de cenários exuberantes inspirados na obra de Liang Yusheng.
The Lady Hermit (1971)
Produção da Shaw Brothers, o filme reúne Cheng Pei-pei como a lendária “Ermitã” e Shih Szu como sua discípula. Juntas, elas enfrentam vilões em coreografias cheias de espadas, consolidando Cheng como referência feminina do kung fu nos anos 70.
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
Dirigido por Quentin Tarantino, o título homenageia clássicos orientais. Uma vez acordada do coma, a Noiva (Uma Thurman) persegue antigos colegas de clã em busca de vingança. Destaque para o duelo contra O-Ren Ishii (Lucy Liu), embalado por violência estilizada e trilha marcante.
Lady Snowblood (1973)
Ambientado no Japão feudal, o filme traz Meiko Kaji como jovem moldada desde o nascimento para vingar a mãe, estuprada e assassinada. A trama, pontuada por cenários nevados e estética teatral, influenciou diretamente “Kill Bill” décadas depois.
Come Drink With Me (1966)
Sete anos antes de “The Fate of Lee Khan”, King Hu apresentou ao mundo a icônica Golden Swallow, interpretada por Cheng Pei-pei. Na busca pelo irmão raptado, a heroína revela habilidades letais em cenas longas e silenciosas que culminam em duelos memoráveis — destaque para o famoso confronto na estalagem.
Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000)
O wuxia de Ang Lee revitalizou o gênero ao combinar wirework elegante com drama romântico. Michelle Yeoh e Zhang Ziyi formam o centro da narrativa: uma guerreira experiente em busca de paz e uma jovem nobre seduzida pelo poder da espada Green Destiny. O longa ganhou o mundo, arrecadando prêmios e inspirando novos projetos.
