Os anos 2000 foram pródigos em bilheteria, mas nem todo longa que encheu salas permaneceu no imaginário popular. Enquanto franquias como Harry Potter e a nascente Marvel dominavam manchetes, vários títulos “solo” também geraram fortunas silenciosamente.
Reunimos aqui dez sucessos de bilheteria dos anos 2000 que pouca gente cita hoje. Todos arrecadaram cifras impressionantes, embora tenham perdido espaço na lembrança cinéfila ao longo da última década.
O resgate de The Perfect Storm (2000)
Estrelado por George Clooney e Mark Wahlberg, o drama de desastre narra a história real do pesqueiro Andrea Gail, preso em uma tempestade colosal em 1991. Mesmo com críticas medianas, o elenco atraiu público pesado.
Resultado: mais de US$ 320 milhões no mundo todo e quarto lugar no ranking norte-americano daquele ano, ultrapassando até X-Men. Ainda assim, o filme envelheceu mal e raramente é lembrado quando se fala em sucessos de bilheteria dos anos 2000.
Hannibal (2001) e o retorno do canibal
Dez anos após O Silêncio dos Inocentes, Anthony Hopkins vestiu novamente a pele de Hannibal Lecter. Mesmo sem Jodie Foster — substituída por Julianne Moore — e com avaliações negativas, a continuação cravou US$ 350 milhões.
O valor garantiu vaga no top 10 anual e provou a força das sequelas naquele período. No entanto, o longa é considerado um dos piores da franquia e costuma ser ignorado nas listas de clássicos.
Romance turbinado em Sweet Home Alabama (2002)
Reese Witherspoon vive uma estilista de Nova York que retorna ao interior para oficializar o divórcio. A trama simples custou US$ 30 milhões e rendeu US$ 180 milhões, terminando em 20º lugar na bilheteria doméstica de 2002.
O filme virou queridinho nostálgico, mas seu desempenho financeiro costuma passar batido quando se analisam os grandes sucessos de bilheteria dos anos 2000.
Anger Management (2003): Sandler + Nicholson = montanha de dólares
Adam Sandler interpreta um sujeito pacato obrigado a frequentar terapia de controle de raiva, comandada pelo excêntrico Jack Nicholson. A dupla garantiu quase US$ 200 milhões, a maior parte nos Estados Unidos.
Embora seja visto como produção menor na filmografia de ambos, o longa quase entrou no top 10 anual e consolidou o nome de Sandler como ímã de público.
Documentário gigante: Fahrenheit 9/11 (2004)
Michael Moore lançou sua crítica ao governo Bush em pleno ano eleitoral. Com orçamento de apenas US$ 6 milhões, o filme faturou US$ 222 milhões, tornando-se o documentário tradicional mais lucrativo da história.
Além das críticas positivas, o timing político colaborou para encher salas — façanha raríssima para o gênero.
Ação bem-humorada em Mr. & Mrs. Smith (2005)
Brad Pitt e Angelina Jolie interpretam um casal de assassinos que desconhece a verdadeira profissão do outro. Sem grande profundidade, mas com química de sobra, o longa atingiu US$ 500 milhões globais.

Imagem: Imagem: Divulgação
Internacionalmente, a produção salvou o orçamento de US$ 110 milhões e figurou nos dez mais vistos do ano. Mesmo assim, poucos lembram desse hit ao falar dos grandes sucessos de bilheteria dos anos 2000.
Dramas também vendem: The Pursuit of Happyness (2006)
Will Smith divide a tela com o filho Jaden para contar a trajetória real de Christopher Gardner, sem-teto que luta para criar o filho nos anos 1980. Sensível e cru, o filme custou US$ 55 milhões e rendeu mais de US$ 300 milhões.
O resultado colocou a obra entre as 15 maiores arrecadações mundiais de 2006, mostrando que dramas inspiradores ainda tinham espaço no circuito.
Indie sensação: Juno (2007)
Elliot Page vive uma adolescente grávida que encontra nos futuros pais adotivos apoio e amizade. A mistura de humor afiado e afeto rendeu críticas positivas e bilheteria surpreendente: US$ 230 milhões, majoritariamente no mercado interno.
Diferente de outros indies que lucram no home video, Juno levou público ao cinema e garantiu um raro hit teatral para a Focus Features.
Super-herói fora do padrão: Hancock (2008)
Antes do domínio total da Marvel, Will Smith encarnou um herói bêbado e sem tato social. Mesmo com tom irregular, a proposta agradou: US$ 600 milhões no caixa, quarto lugar mundial no ano.
Curiosamente, o longa superou Homem de Ferro em arrecadação global, apesar de hoje ser bem menos citado nas rodas de conversa sobre a era dos super-heróis.
Drama esportivo de peso: The Blind Side (2009)
Sandra Bullock interpreta Leigh Anne Tuohy, mulher que acolhe o adolescente Michael Oher e o ajuda a virar astro da NFL. A produção tocou corações e somou US$ 309 milhões, décima maior bilheteria doméstica daquele ano.
Mesmo competindo com franquias como Velozes & Furiosos, o filme se manteve firme nas salas. Porém, caiu no esquecimento rapidamente e enfrenta críticas atuais sobre envelhecimento temático.
Por que esses números sumiram da memória?
Boa parte desses sucessos de bilheteria dos anos 2000 não virou franquia ou meme cultural, fatores que costumam manter filmes em evidência. Quando a nostalgia bate, tendemos a lembrar dos blockbusters óbvios, deixando de lado obras que, ainda que menos celebradas, lotaram sessões.
Para quem curte garimpar pérolas adormecidas, vale revisitar cada título — muitos estão em catálogo de streaming ou em mídias físicas. Aqui no 365 Filmes, seguimos de olho em outras bilheterias esquecidas que merecem ser ressuscitadas.
