John Wayne passou cinco décadas diante das câmeras, quase sempre empunhando revólveres, rifles ou, vez por outra, acelerando carros em alta velocidade. Entre faroestes, dramas de guerra e até thrillers policiais, o ator dominou as telas com sequências cheias de tensão e movimento.
Para quem gosta de rever as melhores cenas de ação de John Wayne, listamos dez momentos que se tornaram referência, inclusive para produções modernas que chegam até o catálogo de novelas ou doramas que comentamos aqui no 365 Filmes.
McQ (1974) – Perseguição e tiroteio na praia
No policial McQ, Wayne interpreta o detetive Lon McHugh, que descobre um esquema de corrupção dentro da própria corporação. A culminância se dá em uma praia de Seattle, onde o protagonista encara traficantes e comparsas em uma perseguição de carros filmada com planos abertos que destacam a geografia do local. O desfecho inclui um confronto direto, com o personagem esvaziando rajadas de uma MAC-10 contra os criminosos.
Escrito originalmente para Clint Eastwood, o roteiro acabou ganhando novo fôlego com Wayne, que mostra vigor em meio à areia, fumaça e balas zunindo – um prato cheio para quem busca cenas de ação de John Wayne fora do Velho Oeste.
Big Jake (1971) – Ataque ao rancho na abertura
Wayne nunca gostou da escalada de violência em Hollywood, mas Big Jake começa exatamente com um massacre. Na sequência inicial, um bando invade um rancho familiar e mata homens, mulheres e crianças. O segmento usa sangue cenográfico, cortes rápidos e closes desesperados, destoando do tom clássico dos faroestes anteriores do ator.
A brutalidade prepara o terreno para a trama de resgate que move o filme, consolidando Big Jake como a produção mais gráfica da carreira de Wayne.
El Dorado (1967) – Fogo cruzado na igreja
No “segundo capítulo” da chamada trilogia Rio Bravo, Wayne vive o pistoleiro Cole Thornton, que ajuda o xerife Harrah (Robert Mitchum) contra pistoleiros contratados por um poderoso fazendeiro. A melhor passagem ocorre quando Thornton, Harrah e o jovem Mississippi (James Caan) cercam três inimigos dentro de uma igreja.
Entre piadas rápidas e táticas de aproximação, o trio avança sob tiros cerrados até invadir o templo. Lá dentro, Wayne e Mitchum resolvem o impasse em poucos segundos, mostrando eficiência que exemplifica as cenas de ação de John Wayne mais marcantes dos anos 1960.
The Spoilers (1942) – Briga de quatro minutos no bar
Ambientado no Alasca da corrida do ouro, The Spoilers encerra-se com Roy Glennister (Wayne) trocando socos com o comissário corrupto Alexander McNamara (Randolph Scott). São quatro minutos de pancadaria, mesas quebradas e vidros estilhaçados. Embora dublês e filmagens aceleradas sejam perceptíveis hoje, a luta permanece como exemplo da resistência física exigida dos atores na época.
A longa duração da briga cimentou a reputação de Wayne como alguém disposto a “jogar sujo” para vencer, algo incomum entre heróis do início da era de ouro de Hollywood.
Rio Bravo (1959) – Resgate de Dude
Produção concebida como resposta a High Noon, Rio Bravo traz o xerife John T. Chance (Wayne) negociando a troca do prisioneiro Joe Burdette por seu adjunto, Dude (Dean Martin). Quando o plano azeda, começam disparos coordenados que ocupam ruas e vielas da pequena cidade.
A montagem rápida, revezando perspectivas de Winchester, revólver e dinamite, confere modernidade à cena, que ainda hoje inspira diretores em busca de ritmo nos enfrentamentos urbanos.
Imagem: Imagem: Divulgação
The Cowboys (1972) – Confronto com Asa Watts
Perto do fim da carreira, Wayne estrelou The Cowboys como o rancheiro Wil Andersen. A cena-chave mostra Wil desafiando Asa Watts (Bruce Dern) para um combate corpo a corpo. Por quase cinco minutos, ambos trocam golpes no chão poeirento. Mesmo vitorioso, Wil é alvejado pelas costas, morte chocante que imprime peso emocional raro nos faroestes estrelados pelo ator.
Da surra até o disparo fatal, é impossível não associar o impacto dramático às inesquecíveis cenas de ação de John Wayne.
Stagecoach (1939) – Ataque apache ao veículo
Primeiro grande sucesso do ator, Stagecoach coloca o foragido Ringo Kid em meio a um ataque indígena ao veículo do título. Filmada em Monument Valley, a sequência combina dublês saltando entre cavalos, tiros de curto alcance e perseguição em alta velocidade para a época.
Mais de oito décadas depois, rear projection e cortes abruptos podem entregar a idade da obra, mas o uso de cenários naturais e coreografias arrojadas ainda impressiona cinéfilos em busca de história do cinema de ação.
The Quiet Man (1952) – Luta interminável pelas ruas
Nesta comédia dramática ambientada na Irlanda, o ex-boxeador Sean Thornton (Wayne) finalmente enfrenta o cunhado Will Danaher (Victor McLaglen) em uma batalha que atravessa campos, becos e até o interior de uma taberna. Aproximando-se de dez minutos, a porradaria vira quase um “tour” pela vila.
Apesar do tom mais leve, o vigor da dupla garante à cena um lugar de destaque entre as cenas de ação de John Wayne que fogem ao estereótipo faroeste.
The Shootist (1976) – Última troca de tiros no bar
Último filme do astro, The Shootist mostra o pistoleiro J. B. Books buscando uma morte “à altura” após descobrir um câncer terminal. Ele arma um confronto final em um saloon, enfrentando três rivais antigos. O diretor Don Siegel conduz o duelo com enquadramentos fechados, valorizando sombras e silenciosos segundos de tensão.
Quando Books vence todos os oponentes, um simples descuido lhe custa a vida, encerrando simultaneamente a narrativa e a carreira cinematográfica de Wayne.
True Grit (1969) – “Fill your hands, you son of a bitch!”
A cena que rendeu a John Wayne seu único Oscar ocorre quando o xerife Rooster Cogburn desafia o fora da lei Ned Pepper (Robert Duvall) e seu bando. Montado, empunhando um revólver em uma mão e um rifle na outra, Cogburn avança contra quatro inimigos em campo aberto.
O ato de carregar duas armas, combinado ao grito de guerra, tornou-se imagem icônica. O momento cristaliza as cenas de ação de John Wayne preferidas pelo público e fecha com maestria esta lista de grandes sequências.
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