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    Cinema

    Wicked: For Good pode quebrar seu primeiro recorde de bilheteria já no fim de semana de estreia

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimnovembro 19, 2025Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    Wicked: For Good ainda nem estreou, mas a nova adaptação do famoso musical da Broadway já balança as previsões de bilheteria em Hollywood. Projeções preliminares apontam para números bastante robustos, capazes de colocá-la no topo do ranking doméstico de 2025 logo nos primeiros três dias.

    Se alcançar o teto estimado, a produção protagonizada por Cynthia Erivo e Ariana Grande deve deixar para trás grandes apostas como A Minecraft Movie e o live-action de Lilo & Stitch. Ou seja: tudo indica mais um hit que pode, em poucos passos, repetir o sucesso do longa anterior e até conquistar a cobiçada marca de US$ 1 bilhão.

    Estreia de respeito: até US$ 180 milhões em jogo

    Segundo as consultorias de mercado consultadas pelos estúdios, Wicked: For Good deve faturar entre US$ 150 milhões e US$ 180 milhões no mercado norte-americano entre 21 e 23 de novembro. Caso chegue perto do valor máximo, o longa se transformará na maior abertura doméstica de 2025, deixando para trás os US$ 162 milhões projetados para A Minecraft Movie e os US$ 146 milhões do remake de Lilo & Stitch.

    Mesmo no cenário mais conservador, a continuação superaria com folga o desempenho de Wicked em 2024, quando o primeiro filme estreou com US$ 112,5 milhões e fechou a carreira com US$ 758,8 milhões globalmente. A projeção atual crava que a sequência já cobriria, no primeiro fim de semana, todo o orçamento declarado de US$ 150 milhões, colocando a obra a caminho do ponto de equilíbrio estimado em torno de US$ 375 milhões.

    Rota para o clube do bilhão

    Especialistas em bilheteria apontam que, se Wicked: For Good repetir a trajetória percentual do filme original, a nova aventura situada no universo de Oz terminaria sua corrida mundial entre US$ 1,012 bilhão e US$ 1,214 bilhão. Nesse cenário, ficaria atrás apenas de Lilo & Stitch e do fenômeno chinês Ne Zha 2, ambos já no seleto grupo dos bilhões em 2025.

    A conquista não seria apenas financeira. O prestígio de um faturamento desse porte costuma alimentar indicações a prêmios, mantendo a obra em evidência nos meses seguintes à estreia. Para o estúdio, trata-se de um ciclo virtuoso: sucesso de bilheteria gera buzz, que por sua vez impulsiona ainda mais ingressos.

    Críticas mornas podem atrapalhar?

    Nem tudo, porém, é tapete verde-esmeralda. Até o momento, Wicked: For Good registra 71 % de aprovação no Rotten Tomatoes, nota considerada “Fresh”, mas distante dos 88 % rotulados como “Certified Fresh” pelo longa anterior. Avaliações mais comedidas costumam frear o ritmo após o primeiro fim de semana, por isso a performance nas semanas seguintes será crucial.

    A direção de David Michôd aposta em dois novos números musicais inéditos, o que pode abrir caminho para múltiplas indicações ao Oscar de Melhor Canção Original. O primeiro Wicked não concorreu na categoria, e prêmios ou mesmo nomeações costumam prolongar a vida de um filme nos cinemas e nas plataformas de streaming, aumentando sua receita final.

    Detalhes de produção e elenco

    A sequência foca no segundo ato do musical da Broadway, explorando a amizade conturbada entre Elphaba, a Bruxa Má do Oeste (Cynthia Erivo), e Glinda, a Bruxa Boa (Ariana Grande). O roteiro assinado por Mirrah Foulkes e David Michôd mantém a atmosfera de aventura, romance e conflitos políticos em Oz, ao mesmo tempo que aprofunda os arcos das protagonistas.

    No time de produtores estão Brent Stiefel, Kerry Kohansky-Roberts, Sydney Sweeney, Teddy Schwarzman, entre outros. A duração prevista é de 135 minutos, mesma metragem do primeiro longa, permitindo uma imersão completa sem perder o dinamismo característico da obra original.

    Wicked: For Good pode quebrar seu primeiro recorde de bilheteria já no fim de semana de estreia - Imagem do artigo

    Imagem:  Giles Keyte

    Por que o orçamento não assusta o estúdio

    O investimento de US$ 150 milhões, embora alto, segue a lógica de grandes musicais recentes. Cenários gigantes, figurinos luxuosos e efeitos visuais para dar vida a Oz explicam parte dos custos. Como a projeção mínima de estreia já cobre essa quantia, o estúdio respira aliviado e direciona esforços ao marketing internacional, pilar essencial para alcançar o objetivo de US$ 1 bilhão.

    Impacto nos lançamentos de 2025

    Uma eventual liderança nas bilheterias domésticas logo em novembro deve redefinir a estratégia de outras distribuidoras. Com um concorrente de peso ocupando as salas premium e as telas IMAX, lançamentos menores tendem a migrar datas para escapar da disputa direta, criando um efeito dominó no calendário de 2025.

    Para o público brasileiro, a expectativa é alta. Cinemas de todo o país já abriram pré-venda, e alguns complexos relatam sessões esgotadas nos primeiros dias. Os fãs de novelas e doramas, público-alvo do site 365 Filmes, costumam consumir produções românticas e cheias de música, o que explica o hype em torno de Wicked: For Good.

    Marketing conversa com fã-base fiel

    A campanha aposta pesado em redes sociais, vídeos de bastidores e desafios musicais no TikTok. Ariana Grande, com mais de 377 milhões de seguidores no Instagram, funciona como canal direto com uma audiência que cresce ouvindo playlists do musical. Esse engajamento orgânico pode ser decisivo para converter curiosidade em ingressos, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

    O que esperar do pós-lançamento

    Passada a estreia, os analistas vão monitorar três indicadores: taxa de retenção nas semanas subsequentes, performance em mercados internacionais e possíveis reforços vindos de prêmios. Um Globo de Ouro de Melhor Filme Musical ou indicações ao Oscar podem representar salto de até 20 % na receita global, a julgar por estatísticas de anos anteriores.

    Enquanto isso, o estúdio mantém os planos de expandir o universo com produtos derivados. Rumores dão conta de um especial de bastidores para streaming e itens colecionáveis de edição limitada. Embora nada tenha sido oficializado, a movimentação indica confiança absoluta na força da marca Wicked.

    Faltando poucos meses para o lançamento, Wicked: For Good já demonstra potencial para balançar o cenário cinematográfico de 2025. Se as previsões se confirmarem, o musical não só cravará seu lugar entre os maiores do ano como também provará que há espaço de sobra para histórias cantadas e dançadas conquistarem plateias ao redor do mundo.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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