O primeiro trailer solo da Supergirl de Milly Alcock finalmente trouxe um olhar detalhado sobre o novo uniforme da heroína no DCU. Embora a personagem já tivesse dado as caras ao lado do Superman de James Gunn, o figurino ficara parcialmente escondido por um casaco longo e pouco revelador.
Agora, com as imagens completas em circulação, tornou-se inevitável comparar o traje de Alcock com o da Supergirl vivida por Melissa Benoist na série do Arrowverse. Detalhes de textura, acabamento e até cintura deixam claro que estamos diante de duas interpretações bem distintas da última filha de Krypton.
Supergirl de Milly Alcock aposta em visual mais blindado e tom alienígena
No trailer, a câmera destaca cada centímetro do novo uniforme: ombreiras rígidas, tecido com aparência metálica e um cinto de linhas curvas inspirado diretamente na HQ Woman of Tomorrow. A saia vermelha continua lá – elemento clássico da personagem –, mas o material lembra placas de kevlar, transmitindo sensação de armadura pronta para batalha.
Essas escolhas fazem sentido considerando o histórico mais sombrio da Supergirl de Milly Alcock. Segundo a base dos quadrinhos usados pela produção, Kara Zor-El testemunhou milhares de kryptonianos agonizarem em um fragmento de seu planeta natal. Essa experiência explica por que o traje, além de funcional, carrega design futurista que dialoga com a proposta de aventura cósmica do filme.
Outro ponto que salta aos olhos é o tom de azul, mais escuro e com leve iridescência. Esse aspecto reforça o contraste entre Alcock e heroínas anteriores, aproximando o visual de armaduras kryptonianas vistas em produções recentes do estúdio.
Melissa Benoist priorizou tecido e leveza em seu primeiro uniforme
Na estreia da série Supergirl, em 2015, a produção liderada por Melissa Benoist apresentou um visual clássico, construído predominantemente em tecido. A saia fluía como parte do tecido principal, e a blusa trazia costuras sutis que realçavam o escudo vermelho e amarelo no peito. Era um traje pensado para um enredo urbano focado em heroísmo inspirador, com doses moderadas de ficção científica.
A ausência de placas rígidas ou detalhes galácticos atendia perfeitamente à atmosfera do Arrowverse, onde a maioria dos heróis usava figurinos mais “pé no chão”. Além disso, a leveza do conjunto favorecia a fotografia de voos em alta velocidade, recurso visual recorrente na série.
Principais diferenças entre os dois uniformes
Alguns elementos são comuns: ambas as Supergirls abandonam a calça usada por Sasha Calle em The Flash e mantêm a saia, símbolo icônico da personagem. Entretanto, a versão de Alcock investe em:

Imagem: Imagem: Divulgação
- Textura metálica no tecido, sugerindo proteção extra.
- Cinto alienígena com formas assimétricas, alinhado à estética espacial.
- Tonalidade azul mais profunda, quase aço, que reforça a seriedade da narrativa.
Já o figurino de Benoist se destaca por:
- Tecido 100% flexível, ideal para acrobacias televisivas.
- Cores primárias mais vivas, remetendo aos quadrinhos clássicos.
- Cut-out tradicional no tronco, usado como referência direta à Era de Ouro.
Essas diferenças, embora sutis aos olhos menos atentos, sinalizam visões de mundo distintas para cada encarnação da heroína. A Supergirl de Milly Alcock precisa estar pronta para confrontos espaciais de larga escala, enquanto a de Benoist surgiu para inspirar esperança em um contexto mais terrestre.
Detalhes da produção também reforçam essa disparidade. O longa, previsto para 26 de junho de 2026, conta com direção de Craig Gillespie e roteiro assinado por Ana Nogueira a partir de material criado por Otto Binder, Tom King e Al Plastino. No elenco, além de Alcock, surgem Matthias Schoenaerts como Krem of the Yellow Hills, Eve Ridley como Ruthye Mary Knolle e Jason Momoa interpretando o caçador de recompensas Lobo.
Para fãs de cultura pop que acompanham o 365 Filmes, vale observar que a DC optou por manter a tradição do emblema “S” exibido sobrepondo as novas texturas. Portanto, mesmo com um toque mais robusto, a identidade visual permanece inconfundível, garantindo continuidade entre as diferentes versões já vistas no cinema e na TV.
Com as gravações programadas para avançar ainda este ano, o estúdio deve liberar novos materiais promocionais nos próximos meses. Até lá, o debate sobre qual traje se sai melhor — o tático de Alcock ou o clássico de Benoist — segue alimentando comparações apaixonadas entre dois públicos igualmente dedicados à Guardiã de National City.
