O primeiro trailer de Supergirl: Woman of Tomorrow, segundo longa-metragem do novo DC Studios, foi divulgado e rapidamente dominou as redes sociais. Em poucos minutos, fãs passaram a destacar visual, trilha sonora e clima de aventura cósmica.
No entanto, a conversa ganhou outro rumo quando internautas notaram paralelos quase imediatos com Guardiões da Galáxia, sucesso da Marvel em 2014. A associação preocupa parte do público que aguarda maior variedade de tons na fase comandada por James Gunn.
Semelhanças apontadas entre Supergirl e o filme da Marvel
Nos fóruns e perfis de críticos, três pontos viraram recorrentes. O primeiro é a estética: Kara Zor-El aparece em cenas que lembram o ambiente industrial de Knowhere, planeta-refúgio dos Guardiões. O design de naves e a paleta de cores reforçam a comparação.
O segundo elemento é o uso da música. Tal qual Peter Quill, a protagonista interpretada por Milly Alcock surge com fones de ouvido laranja, lembrando o icônico walkman de Star-Lord. A escolha de uma faixa pop clássica para embalar o teaser sugere que a trilha terá papel central na narrativa, assim como a compilação Awesome Mix Vol. 1 teve no filme da Marvel.
Por fim, o tom de aventura com humor leve foi destacado. Sequências em que Kara enfrenta caçadores de recompensas, ao lado de figuras excêntricas como Lobo (Jason Momoa), evocam a dinâmica de um grupo de heróis falhos, marca registrada dos Guardiões.
Histórico de inspirações e o papel de James Gunn
Comparar produções não é novidade em Hollywood. Desde 2016, a própria DC buscou replicar o formato bem-humorado de Guardiões ao reajustar Esquadrão Suicida durante refilmagens. Agora, o debate se intensifica porque Supergirl é o primeiro filme do novo universo cinematográfico da editora a não ser roteirizado ou dirigido diretamente por James Gunn, ainda que o executivo aprove cada projeto.
Imagem: Imagem: Divulgação
Gunn, diretor dos três longas dos Guardiões, assumiu a co-presidência da DC Studios em 2022. As três primeiras produções da era Gunn (Creature Commandos, Peacemaker e Superman) já carregam seu estilo peculiar. A expectativa era que Supergirl, escrito por Ana Nogueira e dirigido por Craig Gillespie, representasse uma ruptura.
Consequências para a identidade do novo DCU
O risco apontado por fãs e especialistas é a possível uniformização: se o público perceber em Supergirl traços muito próximos ao trabalho de Gunn na Marvel, a promessa de diversidade criativa pode ficar comprometida. A discussão, portanto, não gira apenas em torno de referências visuais, mas do futuro artístico da franquia.
Internautas lembram que outras produções anunciadas, como Lanterns e Clayface, prometem tons mais sombrios ou investigativos. Caso o longa de Kara Zor-El reforce a vertente de aventura cômica, críticos temem que essa linguagem se torne predominante no DCU, limitando narrativas que poderiam explorar gêneros distintos.
A estreia de Supergirl está marcada para 26 de junho de 2026, com elenco que inclui Matthias Schoenaerts (Krem of the Yellow Hills) e Eve Ridley (Ruthye Mary Knolle). Até lá, o estúdio terá tempo para ajustar expectativas. No site 365 Filmes, o público poderá acompanhar cada novidade sobre essa discussão que envolve criatividade, inspiração e, principalmente, a busca por uma identidade própria dentro do universo cinematográfico da DC.
