A adaptação cinematográfica de The Housemaid, estrelada por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, quebrou um hiato de sete anos sem grandes sucessos de suspense adulto nos cinemas ao cruzar a marca de US$ 250 milhões em arrecadação global. O longa, dirigido por Paul Feig, estreou em 19 de dezembro de 2025 e segue entre os cinco títulos mais vistos nos Estados Unidos mesmo após cinco semanas.
Com orçamento estimado em US$ 35 milhões, a produção já se pagou múltiplas vezes e transformou-se no maior lançamento da carreira de Sweeney como protagonista, além de ocupar o segundo lugar no ranking de Feig, atrás apenas de Bridesmaids (2011). A façanha confirma a nova aposta de Hollywood em thrillers de classificação indicativa restrita, segmento que não via um desempenho semelhante desde 2018.
Bilheteria histórica coloca “The Housemaid” como fenômeno de 2025
Segundo dados oficiais divulgados pela Lionsgate, o suspense alcançou US$ 253,5 milhões em 21 de janeiro, somente cinco dias depois de ter passado do patamar de US$ 200 milhões. O montante compreende US$ 108,9 milhões no mercado interno e US$ 144,6 milhões no circuito internacional.
No exterior, o filme liderou as bilheterias em 11 territórios, incluindo Reino Unido, França, Brasil e Espanha, reforçando o apelo universal de uma trama de crime e mistério centrada em personagens femininas. A superação da marca coloca o título ao lado de Once Upon a Time in Hollywood (2019), único outro filme com Sweeney no elenco a atingir cifras semelhantes, ainda que ela tenha participado ali em papel secundário.
Atuação de Sydney Sweeney e Amanda Seyfried recebe elogios
Sydney Sweeney interpreta Millie Calloway, jovem desempregada que aceita trabalhar para a abastada e instável Nina Winchester, vivida por Amanda Seyfried. A dinâmica entre as duas sustenta o ritmo do enredo, e críticos de veículos especializados destacam a química em cena e o contraste de registros: Sweeney emprega uma vulnerabilidade contida, enquanto Seyfried transita entre fragilidade e autoritarismo.
Para o público, o ponto alto está nos diálogos carregados de tensão psicológica, que exploram segredos obscuros da família Winchester. Sweeney, que vinha de uma sequência de títulos com bilheteria discreta em 2025, enfim demonstra potencial comercial como protagonista, algo observado por analistas de mercado que acompanham sua trajetória desde as séries televisivas.
Direção de Paul Feig mostra versatilidade além da comédia
Conhecido por sucessos de humor como Missão Madrinha de Casamento e As Caça-Fantasmas (2016), Paul Feig entrega em The Housemaid um trabalho guiado pelo suspense e pela atmosfera claustrofóbica. O cineasta opta por planos fechados e iluminação contrastada para enfatizar a sensação de confinamento, reforçando a narrativa que se passa majoritariamente dentro da mansão Winchester.
Imagem: Imagem: Divulgação
Essa transição de gênero evidencia a versatilidade do diretor. Mesmo trocando o riso fácil pelo clima opressivo, Feig mantém timing preciso, usando pausas dramáticas como recurso de tensão. O resultado, atestado pela bilheteria, legitima sua aposta em uma linha mais sombria e amplia o leque de projetos que ele poderá conduzir nos próximos anos.
Roteiro adapta suspense literário e cria atmosfera inquietante
A roteirista Rebecca Sonnenshine, em colaboração com a autora Freida McFadden, condensa a trama do best-seller homônimo em 131 minutos de tensão crescente. Fiel aos principais pontos do livro, o texto coloca a protagonista em conflito moral constante, explorando temas como poder econômico, violência doméstica velada e desigualdade social.
Além das reviravoltas, o roteiro ganha pontos por não suavizar elementos perturbadores, justificando a classificação indicativa para maiores. A escolha de manter o final ambíguo, conforme a obra original, corrobora o tom perturbador e mantém o público em debate após a sessão — característica que costuma impulsionar comentários nas redes e, consequentemente, a procura por ingressos.
Vale a pena assistir ao thriller The Housemaid?
Para quem aprecia suspenses psicológicos conduzidos por performances intensas, The Housemaid oferece uma narrativa envolvente, direção segura e roteiro fiel ao material de origem. O sucesso representa um novo marco na carreira de Sydney Sweeney e reforça a versatilidade de Paul Feig, argumentos suficientes para justificar conferir o longa nos cinemas enquanto permanece em cartaz. Se depender dos números, a sequência já confirmada tende a chegar com expectativas elevadas, e o 365 Filmes seguirá acompanhando cada passo desse fenômeno.
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