The Fantastic Four: First Steps chegou ao Disney+ e reacendeu o debate sobre a estreia do Quarteto Fantástico na Saga do Multiverso. A nova conferida ao longa, dirigido por Matt Shakman e previsto nos cinemas para 25 de julho de 2025, evidencia acertos estéticos e questiona escolhas de roteiro.
Enquanto a fidelidade visual de Galactus empolga, seu potencial como ameaça universal parece subaproveitado. A análise a seguir reúne os principais pontos observados nessa revisita e mostra por que o Devorador de Mundos ainda pode surpreender em futuras produções.
Visuais fiéis aos quadrinhos empolgam fãs
A versão de Galactus vivida por Ralph Ineson chamou atenção logo nas primeiras cenas a bordo da imensa nave. A escala do personagem, o elmo inconfundível e os olhos brilhantes transportam para a telona a figura criada por Jack Kirby e Stan Lee, corrigindo a representação nebulosa vista no cinema dos anos 2000.
Essa abordagem fiel trouxe alívio para quem aguardava há anos ver o vilão em forma humanoide. Cena após cena, The Fantastic Four: First Steps reforça o cuidado artístico da Marvel Studios, incluindo figurinos que mantêm o espírito clássico e um design de produção que situa Reed Richards (Pedro Pascal) e equipe em um ambiente de ficção científica vibrante.
Confronto final deixa sensação de ameaça contida
Apesar do impacto visual, o clímax mostra Galactus sendo derrotado sem exibir todo seu poder. Na batalha em Nova York, Sue Storm (Vanessa Kirby) usa campos de força para empurrar o gigante por vários quarteirões. Na sequência, o Surfista Prateado de Julia Garner finaliza o trabalho, lançando o vilão por um portal até o outro lado do universo.
Em tela, o antagonista limita-se à imponência física, sem demonstrar domínio pleno da tão mencionada Energia Cósmica. Para muitos espectadores, inclusive a equipe do site 365 Filmes, a luta soa breve demais para um ser conhecido como Devastador de Mundos.
Sobrevida do vilão mantém portas abertas na franquia
Diferente de outros inimigos do MCU, Galactus não morre. A decisão narrativa garante retorno futuro, seja em uma continuação direta do Quarteto Fantástico ou em outro ponto da cronologia cinematográfica da Marvel.
Quando voltar, o personagem deve buscar vingança, o que permitiria explorar habilidades como manipulação de matéria, absorção de energia planetária e transmissões telepáticas. Tais poderes foram apenas citados durante a conversa em que Galactus comenta a capacidade de Franklin Richards, filho de Reed e Sue, e seu vínculo com o Poder Cósmico.
Detalhes de produção reforçam expectativa
O roteiro reúne nomes como Jeff Kaplan, Josh Friedman, Ian Springer, Eric Pearson e Kat Wood. Com duração de 115 minutos e classificação indicativa PG-13, The Fantastic Four: First Steps assume tons de aventura, ação e ficção científica, alinhando-se ao estilo cada vez mais multiversal da franquia.
Imagem: Imagem: Divulgação
Kevin Feige produz o longa que marca a estreia oficial do Quarteto Fantástico dentro da linha principal do MCU. O elenco ainda conta com Joseph Quinn como Johnny Storm e Ebon Moss-Bachrach na pele de Ben Grimm, o Coisa, ambos presentes nas sequências de ação que culminam no confronto com Galactus.
Possível arco de redenção do Surfista Prateado
A participação de Julia Garner como Surfista Prateado cria oportunidades dramáticas para os próximos filmes. Nos quadrinhos, o personagem frequentemente oscila entre a lealdade a Galactus e o senso de justiça próprio. Caso o vilão retorne, a relação entre ambos pode ganhar camadas extras e movimentar a narrativa.
Franklin Richards: peça-chave para conflitos adiante
A menção a Franklin Richards, ainda bebê no longa, não é casual. No universo impresso da Marvel, o garoto se revela um dos seres mais poderosos da existência. A conexão direta com o Poder Cósmico indica que futuras tramas podem envolver disputas entre Galactus e a família Richards pelo destino do menino.
Rewatch aponta caminho para evolução do MCU
O segundo olhar sobre The Fantastic Four: First Steps destaca a eficiência no visual de Galactus, mas cobra uma ameaça à altura do hype criado. Para muitos fãs de quadrinhos, ver o personagem simplesmente empurrado por Manhattan pareceu simplório.
Ao mesmo tempo, a escolha de mantê-lo vivo amplia o leque narrativo. Afinal, uma revanche pode funcionar como vitrine definitiva de todo o poder destrutivo do Devastador de Mundos, equilibrando a recepção tibia da primeira batalha e elevando o nível de perigo enfrentado pela equipe de Reed Richards.
Com estreia nos cinemas brasileiros marcada para 25 de julho de 2025, The Fantastic Four: First Steps continua alimentando discussões sobre como o MCU lidará com ameaças cósmicas. O rewatch, agora disponível no streaming, reforça que o futuro da franquia tem espaço para corrigir o que foi considerado tropeço, sem perder de vista a fidelidade aos quadrinhos que tanto agradou nesta estreia.
