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    Peaky Blinders: O Homem Imortal traz Shelby de volta, mas aposta mais no peso do passado

    Filme retorna ao universo da série com clima mais sombrio, personagens maduros e conflitos mais internos
    Matheus AmorimPor Matheus Amorimmarço 20, 2026Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    Cillian Murphy como Tommy Shelby em cena sombria de Peaky Blinders: O Homem Imortal, na Netflix.
    Imagem: Divulgação
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    Muita calma nessa hora, meu querido leitor. Esse é o tipo de estreia que faz muita gente correr direto para o streaming. Os fãs dos mafiosos de Birmingham dos anos 1920 já estavam esperando por esse momento, e ele finalmente chegou. Peaky Blinders: O Homem Imortal marca o retorno da família Shelby às telas, agora em formato de filme.

    E deixamos claro: não é só mais uma continuação! Existe um peso maior aqui, quase como se a história estivesse voltando para acertar contas com tudo o que construiu ao longo dos anos. E claro, não seria a mesma coisa sem Cillian Murphy.

    Depois de consolidar ainda mais sua carreira e ganhar um Oscar por Oppenheimer, ele retorna ao papel que o transformou em ícone. Ao lado dele, nomes como Barry Keoghan, Rebecca Ferguson e Tim Roth ajudam a dar um novo fôlego para essa fase.

    Dirigido por Tom Harper e escrito por Steven Knight, o filme continua diretamente os eventos da série original. Mas a sensação desde o início é diferente. Não é mais sobre ascensão. É sobre consequência — e isso muda completamente o tom da história.

    Thomas Shelby volta mais pesado, mais silencioso e mais perigoso

    Quatro anos após o fim da série, o retorno de Thomas Shelby não vem com o mesmo brilho de antes. Ele está mais velho, mais cansado e claramente mais perturbado. A aura de controle absoluto ainda existe, mas agora vem acompanhada de desgaste.

    Quando o filme revela que seu filho, Duke, está reconstruindo o império da família por conta própria, fica claro qual é o conflito central. Não é mais uma disputa por poder. É uma disputa por legado.

    Confesso que, nas primeiras cenas de Murphy, a sensação foi imediata: esse não é o mesmo Tommy Shelby que dominava tudo ao seu redor. Existe uma fragilidade ali, mesmo que ele tente esconder. E isso muda completamente a dinâmica.

    O filme acerta ao trabalhar esse lado mais interno. Em vez de apostar apenas em confrontos externos, ele mergulha no psicológico do personagem. O problema é que, em alguns momentos, esse ritmo mais contido pode parecer lento para quem espera ação constante.

    Filme cresce no drama, mas sente falta de impacto maior

    A entrada de Barry Keoghan como Duke traz uma energia diferente para a narrativa. Ele representa uma nova geração, mais impulsiva e menos estratégica, o que cria um contraste interessante com Thomas.

    Mas esse conflito, que poderia ser o coração do filme, nem sempre é explorado com a intensidade que merece. Existem bons momentos, mas falta aprofundamento em algumas decisões importantes.

    Quando assisti e vi uma das primeiras interações mais tensas entre pai e filho, a impressão foi clara: o filme tinha ali um grande confronto nas mãos, mas escolheu segurar. E essa escolha se repete em outros momentos.

    Cillian Murphy como Tommy Shelby em cena sombria de Peaky Blinders: O Homem Imortal.
    Imagem: Divulgação

    Rebecca Ferguson e Tim Roth ajudam a dar mais peso ao universo, mas seus personagens acabam funcionando mais como apoio do que como peças realmente transformadoras da trama. Isso limita o alcance do conflito geral.

    Ainda assim, o filme mantém a identidade da série. A direção segura, a ambientação bem construída e o clima sempre carregado continuam presentes. É impossível não reconhecer que ainda estamos dentro de Peaky Blinders.

    Mas também fica evidente que a proposta mudou. Não é mais sobre dominar o mundo. É sobre lidar com o que restou dele — e isso torna a experiência mais pesada do que explosiva.

    Peaky Blinders: O Homem Imortal funciona como um retorno sólido, mas não definitivo. Ele entrega emoção, trabalha bem o protagonista e respeita o universo que construiu, mas evita arriscar quando poderia ir além.

    Peaky Blinders: O Homem Imortal

    8.0 Ótimo

    A entrada de Barry Keoghan como Duke traz uma energia diferente para a narrativa. Ele representa uma nova geração, mais impulsiva e menos estratégica, o que cria um contraste interessante com Thomas.

    Mas esse conflito, que poderia ser o coração do filme, nem sempre é explorado com a intensidade que merece. Existem bons momentos, mas falta aprofundamento em algumas decisões importantes. Por isso a nota é 8.0

    • NOTA 8
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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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