Mark Wahlberg já pilotou carros velozes, enfrentou invernos brutais e dividiu cena com robôs gigantes. Mesmo assim, nunca apareceu voando com capa ou usando máscara de lata nos cinemas.
Em conversa recente, o astro detalhou por que vem mantendo distância dos universos Marvel e DC. O motivo principal surpreende: ele não se sente confortável usando o tradicional collant de herói, ainda que admire as produções do gênero.
Falta de confiança no traje é o principal entrave
Durante entrevista ao Entertainment Tonight, Wahlberg contou que, por enquanto, não possui confiança suficiente para vestir um uniforme colado. O ator, conhecido por papéis físicos em “O Grande Herói” e “Troco em Dobro”, confessou que o figurino colorido funciona bem quando interpretado por outros, mas parece não combinar com seu estilo.
Ele afirmou que nunca foi “o cara do collant” e acredita que precisa sentir segurança total para mergulhar em um projeto tão icônico. Assim, Mark Wahlberg em filmes de super-herói segue fora do radar imediato.
Estúdio nunca bateu à porta
Outro ponto revelado é que a Marvel Studios e a DC Films simplesmente não convidaram o ator formalmente. Wahlberg explicou que jamais recebeu pedido oficial para integrar o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) ou a rival DC.
Como não houve proposta concreta, ele nunca enfrentou o dilema de recusar ou aceitar. O próprio ator reconhece que, caso surja um personagem convincente — seja herói, seja vilão —, a história pode mudar.
Chance futura não está descartada
Mesmo declarando desconforto com o figurino, Wahlberg deixou claro que mantém a porta entreaberta. “Se pintar algo único, podemos conversar”, disse. Em outras palavras, o veterano não quer descartar totalmente a possibilidade, mas exige roteiro, diretor e contexto que façam sentido para sua carreira.
Admirador declarado do MCU
Apesar de não atuar em títulos de super-herói, Wahlberg assiste a vários. O favorito dele é o Homem de Ferro vivido por Robert Downey Jr. — filme que, segundo o ator, consolidou a fórmula de sucesso do MCU.
O elogio reforça que a recusa não nasce de antipatia pelos filmes de quadrinhos; trata-se, sobretudo, de identificação artística e autoconfiança para usar o uniforme diante das câmeras.
Experiência “adjacente” com Transformers
Em 2017, Wahlberg estrelou “Transformers: O Último Cavaleiro”, longa repleto de explosões e robôs alienígenas. Embora tecnicamente não seja um filme de super-herói, a produção compartilha temas de coragem, efeitos visuais em larga escala e batalhas épicas.
Imagem: Imagem: Divulgação
Para muitos fãs, essa participação o coloca na órbita das grandes franquias de ação que dialogam com a cultura nerd, mesmo sem os trajes tradicionais que ele evita. Ainda assim, Mark Wahlberg em filmes de super-herói permanece uma lacuna evidente em sua filmografia.
Preferência por papéis mais “pé no chão”
O ator de Boston construiu carreira em personagens baseados em fatos ou histórias realistas, como em “O Vencedor” e “14 Horas”. Ele próprio admite se sentir mais à vontade em narrativas com raízes no cotidiano, algo que contrasta com a fantasia dos quadrinhos.
Essa escolha artística ajuda a explicar por que, mesmo com o boom dos heróis nas bilheterias, Wahlberg opta por projetos sem capas e poderes especiais.
Atual momento da carreira
Com 52 anos, o astro diz estar feliz no caminho que trilha. Filmes de ação mais “humanos” seguem aparecendo, e ele gosta de equilibrar com comédias como “Ted”. Nada impede, contudo, que uma proposta irresistível vire o jogo nos próximos anos.
O que poderia convencê-lo?
Questionado sobre condições ideais, Wahlberg mencionou três fatores: personagem com profundidade, equipe criativa de primeira linha e abordagem diferente do que já foi visto. Ele também não descarta viver um antagonista, posição que, segundo ele, permitiria brincar com outras camadas de interpretação.
Ou seja, a combinação certa pode enfim colocar Mark Wahlberg em filmes de super-herói, seja no MCU, seja na DC.
Fãs continuam na expectativa
Com Hollywood adaptando quadrinhos sem parar, surgirão novas chances. Para quem acompanha o ator, a curiosidade permanece: quando será que veremos Wahlberg segurando um escudo ou disparando raios pelas mãos?
No momento, ele segue em negociações para projetos mais realistas, mas a enxurrada de superproduções não diminui. E, como o próprio artista admitiu, “nunca diga nunca”. O público de 365 Filmes com certeza ficará de olho nos próximos passos.
