Um romance improvável, doses de humor sombrio e muita nostalgia oitentista compõem o tempero de Lisa Frankenstein, longa que acaba de entrar no catálogo da Netflix. Dirigido por Zelda Williams, o título de 2024 chega com a promessa de encantar quem curte tramas adolescentes recheadas de referências pop, mas sem abrir mão de pitadas de terror.
A produção exibe energia vibrante, figurinos coloridos e uma narrativa que abraça o absurdo com naturalidade. Ambientado em 1989, o filme acompanha a jovem Lisa, vivida por Kathryn Newton, em uma jornada que cruza romance, violência cartunesca e a eterna busca por aceitação.
O que é Lisa Frankenstein
Lisa Frankenstein é classificado como comédia, romance e terror ao mesmo tempo. A trama se passa no fim dos anos 80, quando a adolescente Lisa passa os dias frequentando o cemitério de sua cidade para visitar o túmulo de um desconhecido. Em meio a uma tempestade elétrica, o cadáver interpretado por Cole Sprouse desperta e, sem pronunciar uma única palavra, cria um laço peculiar com a garota.
O roteiro de Diablo Cody — vencedora do Oscar por Juno — explora o contraste entre a inocência da protagonista e o caos provocado por um morto-vivo confuso, mas afetuoso. A narrativa não foge de sequências violentas, incluindo membros decepados e sumiços misteriosos, embora tudo seja mostrado de forma estilizada para manter a classificação indicativa.
Enredo ambientado em 1989
A escolha do ano não é aleatória. Referências visuais a revistas juvenis, trilhas sonoras cheias de sintetizadores e cenários coloridos constroem a atmosfera nostálgica que marca Lisa Frankenstein. Para quem cresceu na década, os detalhes funcionam como uma máquina do tempo; para as gerações atuais, é um convite a conhecer modismos de cabelos volumosos, ombreiras e fitas cassete.
Mistura de gêneros e tom irreverente
Ao transitar entre a doçura do primeiro amor e situações de humor negro, o longa estabelece um equilíbrio incomum. Mesmo quando exibe violência cartunesca, o filme prefere o tom espirituoso a qualquer abordagem puramente grotesca. Essa combinação é o que faz Lisa Frankenstein ganhar fôlego próprio dentro do catálogo da Netflix.
Elenco e personagens centrais
Kathryn Newton domina a tela com uma atuação que mescla fragilidade e traços de crueldade. A atriz, conhecida por seus papéis em Big Little Lies e Freaky, entrega uma Lisa que oscila entre a timidez juvenil e decisões moralmente questionáveis. Cole Sprouse, preso ao mutismo do morto-vivo, compõe um personagem expressivo apenas com gestos e olhares — recurso que acaba gerando situações cômicas e ternas.
Carla Gugino surge como a madrasta de Lisa e protagoniza cenas marcadas por humor ácido. Seu relacionamento tirânico com a enteada adiciona camadas de tensão doméstica, funcionando como contraponto à desventura romântica que move a história principal.
Direção e roteiro: referências dos anos 80
Filha de Robin Williams, Zelda Williams faz sua estreia em longas-metragens com direção que privilegia cores intensas, cortes rápidos e um ritmo que nunca se leva a sério demais. A cineasta assume a estética kitsch sem medo, resultando em um universo que beira o surreal, mas ainda assim familiar para fãs de teen movies da época.
Imagem: Imagem: Divulgação
O texto de Diablo Cody traz diálogos afiados, alívios cômicos e situações que beiram o politicamente incorreto. Ainda que a censura limite alguns exageros, a dupla Williams e Cody encontra espaço para explorar a irreverência que o tema pede.
Visual e figurinos chamativos
Do guarda-roupa de ombreiras aos tons neon espalhados pelos cenários, cada frame serve de homenagem às revistinhas da época. A direção de arte brinca com a evolução física do morto-vivo: a cada parte do corpo recuperada, mudanças sutis no figurino reforçam a sensação de que algo bizarro está em constante transformação.
Recepção e avaliação do público
Mesmo antes de desembarcar na Netflix, Lisa Frankenstein já havia conquistado nota 8/10 em avaliações preliminares de sites especializados. Críticos elogiam a química entre Newton e Sprouse, além da capacidade de a produção dialogar com temas adolescentes sem perder o tom irônico.
Nas redes sociais, comentários destacam o filme como “divertidamente errado” e “perfeito para maratonar com amigos”. O buzz pode impulsionar a visibilidade do título dentro da plataforma, principalmente entre quem procura algo além dos clichês tradicionais de comédia romântica.
Por que assistir Lisa Frankenstein agora
Para quem navega pelo 365 Filmes em busca de novidades, Lisa Frankenstein surge como aposta certeira. O longa oferece uma opção diferente dos romances água-com-açúcar e das produções de terror convencionais, entregando 1h41 de entretenimento estilizado.
Com elenco carismático, humor negro dosado e ambientação nostálgica cuidadosa, o filme se posiciona como escolha rápida para quem quer algo leve, divertido e com personalidade visual. Se a curiosidade é entender como um morto-vivo pode protagonizar um romance fofo — e levemente perturbador —, basta apertar o play na Netflix.
