Aos 43 anos, Kirsten Dunst acumula títulos que vão de Jumanji a Homem-Aranha. Mesmo com uma filmografia extensa, a atriz surpreendeu ao apontar um longa menos lembrado como seu trabalho mais prazeroso.
Durante participação no podcast SmartLess, Dunst explicou que “filmes não são divertidos de fazer”, mas abriu exceção para “Melancholia”, drama sci-fi de 2011 dirigido por Lars von Trier. O relato jogou luz sobre os bastidores simples e isolados da produção.
Por que “Melancholia” marcou Kirsten Dunst
Questionada sobre a “melhor experiência” de sua carreira, Kirsten Dunst não hesitou em citar “Melancholia”. O projeto foi rodado em um pequeno vilarejo da Suécia, onde elenco e equipe dividiram o mesmo hotel durante o verão europeu.
Segundo a atriz, a atmosfera lembrava “um teatro intimista”. Nada de grandes estúdios ou cronogramas caóticos: “Era aconchegante e calmo, parecia que aquilo mostrava como filmagens poderiam ser”, contou no programa.
Set reduzido e clima de peça de teatro
Para Dunst, o fato de gravar em um único local, com poucos atores e cenários contidos, foi essencial para criar laços e diminuir a pressão habitual de Hollywood. Além dela, o elenco incluía Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Alexander Skarsgård, Brady Corbet e Stellan Skarsgård.
Entenda o enredo do drama sci-fi
“Melancholia” acompanha as irmãs Justine (Dunst) e Claire (Gainsbourg) durante um casamento que se transforma em tensão quando um planeta se aproxima da Terra. A trama é dividida em duas partes: a festa, marcada por conflitos familiares, e o período subsequente, em que os personagens lidam com a possível colisão cósmica.
Com roteiro e direção de Lars von Trier, o longa tem duração de 130 minutos e mistura ficção científica com drama psicológico. A produção estreou em 11 de novembro de 2011, classificada para maiores de 18 anos.
Números de bilheteria e recepção da crítica
Mesmo aclamado pelos especialistas, o filme arrecadou apenas 21 milhões de dólares mundialmente, pouco acima do orçamento estimado em 9 milhões. No Rotten Tomatoes, porém, mantém 79% de aprovação, índice que demonstra reconhecimento crescente ao longo dos anos.
Kirsten Dunst Melancholia: trajetória até aqui
Antes de voltar aos holofotes com “Civil War” em 2024, a última aparição da atriz no cinema havia sido em “Ataque dos Cães” (2021), indicado ao Oscar de Melhor Filme. No início de 2024, ela dividiu cena com Channing Tatum na comédia sombria “Roofman”.
Imagem: Imagem: Divulgação
A carreira de Dunst começou cedo, ainda nos anos 90, com títulos como “Entrevista com o Vampiro” e “Adoráveis Mulheres”. Na juventude, ela se tornou parceira frequente da diretora Sofia Coppola, estrelando “As Virgens Suicidas” e “Maria Antonieta”.
Retorno à parceria com Sofia Coppola
Dunst confirmou que voltará a trabalhar com Coppola em um quinto longa, ainda sem título ou data divulgada. A dupla não colabora desde 2017, quando lançou “O Estranho que Nós Amamos”.
O impacto de “Melancholia” na filmografia da atriz
Aos olhos de Kirsten Dunst, “Melancholia” mostrou que uma produção pode ser ao mesmo tempo artística e acolhedora. A vivência contribuiu para reforçar a versatilidade da atriz, que transita com naturalidade entre blockbusters e projetos autorais.
Para quem acompanha 365 Filmes, a revelação destaca a importância de revisitar obras menos badaladas do catálogo da estrela. Além da atuação premiada, o longa registra um momento particular de imersão criativa para todo o elenco.
Curiosidades que você talvez não saiba
- Durante as filmagens, o diretor Lars von Trier evitou roteiros impressos extensos, incentivando improvisos controlados.
- A casa usada como locação pertence a um antigo campo de golfe na zona rural sueca, adaptado para receber o elenco.
- Dunst recebeu o prêmio de Melhor Atriz em Cannes 2011 pelo papel de Justine.
Próximos passos de Kirsten Dunst
A atriz não anunciou novos projetos além da futura parceria com Coppola, mas segue requisitada para papéis híbridos entre drama e suspense político, linha na qual “Civil War” foi bem recebido pela crítica.
Enquanto isso, “Melancholia” permanece disponível em plataformas de streaming, convidando o público a conferir o trabalho que, segundo Dunst, oferece um vislumbre raro de um set “calmo e acolhedor”.
