Nintendo e Disney confirmaram uma mudança que afeta diretamente quem costumava transformar o Nintendo Switch em um “canivete suíço” de entretenimento. O aplicativo do Hulu, um dos poucos serviços de streaming oficialmente disponíveis na plataforma, será descontinuado em todos os modelos do console em 5 de fevereiro de 2026.
A decisão encerra uma parceria que começou em 2017, quando o serviço chegou ao híbrido da Big N oferecendo séries, filmes e esportes ao vivo em qualquer lugar. Agora, o aparelho — e até mesmo o recém-anunciado Switch 2 — passa a ter catálogo de apps ainda mais limitado, algo que preocupa parte da comunidade e chama a atenção do 365 Filmes, que acompanha de perto a relação entre games e audiovisual.
Data de desligamento do Hulu no Nintendo Switch
O cronograma divulgado pela Nintendo define duas fases claras. A primeira já foi concluída: o Hulu foi removido da eShop, impedindo novos downloads. Quem ainda tem o aplicativo instalado poderá usá-lo normalmente até 5 de fevereiro de 2026, data em que o suporte será encerrado de maneira definitiva.
Em termos práticos, isso significa que, após esse dia, todos os usuários verão o app deixar de funcionar, mesmo que permaneça no menu do console. Sem atualizações, correções de segurança ou renovação de certificados, a reprodução de qualquer conteúdo será bloqueada.
Impacto para quem usa o console como centro de entretenimento
O Nintendo Switch sempre foi elogiado pela versatilidade: além dos jogos, virou parceiro de muita gente na hora de maratonar séries no ônibus ou no avião, graças à tela integrada. Com a saída do Hulu, essa faceta fica comprometida. O catálogo restante se resume, basicamente, ao YouTube, que continua listado como “aplicativo não compatível” no Switch 2, e ao Crunchyroll, cujo futuro no modelo original ainda não foi ameaçado pela Nintendo.
A perda é significativa porque o Hulu oferecia produções próprias de peso, como The Handmaid’s Tale e Only Murders in the Building, atraindo tanto fãs de TV quanto cinéfilos interessados em lançamentos exclusivos de streaming. Para parte do público, a conveniência de acessar esse conteúdo no mesmo aparelho usado para jogos como The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom era um diferencial importante, agora ausente.
Ausência de apps no Switch 2 amplia frustração
Se a notícia já é amarga para donos do primeiro modelo, ganha sabor ainda mais azedo com o Switch 2. O sucessor do console aposta em hardware potente, menos consumo de energia e novo display, mas chega às lojas sem suporte confirmado para Hulu, Crunchyroll ou mesmo YouTube em pleno lançamento.
Imagem: Imagem: Divulgação
Com isso, a máquina que poderia rivalizar com tablets na hora de consumir vídeo se apresenta, no máximo, como um reprodutor ocasional via navegador, sujeito a engasgos e sem recursos avançados como downloads offline. Para quem pensava em atualizar o aparelho e manter o hábito de assistir series no deslocamento, o cenário envolve esperar futuras negociações ou recorrer a dispositivos dedicados.
Decisão estratégica da Disney e o futuro do conteúdo
Embora a Nintendo tenha oficializado a retirada do aplicativo, bastidores apontam que a iniciativa partiu da Disney, atual controladora do Hulu. O conglomerado planeja integrar completamente a plataforma ao Disney+, transformando dois catálogos em uma única assinatura. Na prática, isso simplifica a oferta para quem paga pelos serviços, mas gera dores de cabeça para parceiros de hardware que ainda não têm um app unificado.
A movimentação explica por que não há indícios de que o Hulu volte em versão atualizada para o Switch nem de que o Disney+ chegue tão cedo. Licenciamento, ajustes técnicos e negociações comerciais precisam andar em paralelo — processos que, em geral, consomem meses. Até lá, o portátil da Nintendo continuará com opções escassas de streaming oficial, algo que contrasta com a ampla biblioteca de jogos e pode pesar na decisão de compra para novos usuários.
Vale a pena assistir no Nintendo Switch após 2026?
Com a saída do Hulu e a incerteza sobre outros aplicativos, o Switch perde força como dispositivo de streaming, embora ainda brilhe como videogame. Para quem prioriza maratonar séries ou ver filmes no mesmo aparelho em que joga, talvez seja hora de mirar alternativas — sejam tablets, smart TVs ou um outro console com ecossistema de apps mais robusto. Já quem busca portabilidade para games e considera o streaming apenas um bônus deve ponderar se as opções restantes, como YouTube e Crunchyroll, são suficientes para suas maratonas.
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