O novo thriller criminal da A24, “How to Make a Killing”, está gerando opiniões divergentes entre críticos e espectadores. Estrelado por Glen Powell, o longa acompanha a história de Becket Redfellow, um personagem excluído da poderosa família Redfellow que busca eliminar seus parentes para garantir sua participação na herança.
Embora tenha sido lançado recentemente nos cinemas, o filme apresenta uma interessante divisão entre avaliações especializadas e a receptividade do público, fator que levanta debates sobre a performance dos atores, direção e roteiro. A análise da A24 mostra nuances que foram destacadas por críticos e fãs do gênero.
Performance de Glen Powell e Elenco de Apoio
Glen Powell assume o papel principal com uma atuação que captura um ar carismático, lembrando por momentos a intensidade do personagem Patrick Bateman. Sua interpretação de Becket é um dos pontos mais elogiados do filme, conseguindo transmitir tanto charme quanto frieza necessárias para um anti-herói envolvido em crimes familiares.
O elenco conta ainda com Margaret Qualley, Jessica Henwick, Bill Camp, Zach Woods, Topher Grace e Ed Harris, que oferecem suporte sólido ao protagonista. Cada um contribui para o clima tenso e o sarcasmo presente no roteiro, ainda que nem sempre consigam elevar momentos onde o ritmo do filme se mostra irregular. Essa dinâmica complexa entre os personagens ajuda a dar vida à trama, mesmo com as falhas apontadas na narrativa.
Direção e Roteiro: O Trabalho de John Patton Ford
John Patton Ford dirige e assina o roteiro de “How to Make a Killing”, trazendo uma releitura que se inspira no clássico britânico de 1949 “Kind Hearts and Coronets”. A proposta visual é um dos traços mais destacados em resenhas, com uma estética estilizada que realça o tom sombrio e irônico da história.
No entanto, a direção enfrenta desafios na manutenção do ritmo, evidenciando uma evolução irregular no roteiro. A falta de humor em certos momentos compromete o tom de comédia negra pretendido, além do tratamento óbvio e até previsível do tema “comer os ricos”. Ainda assim, a precisão em retratar os assassinatos e o clima de suspense estilizado demonstram a intenção autoral do diretor de criar uma experiência visual marcante.
Reação dos Críticos e do Público
A recepção crítica a “How to Make a Killing” foi bastante dividida, refletida na nota de 47% no Rotten Tomatoes. Os principais pontos negativos citados são o ritmo inconsistente e a abordagem excessivamente simplista do mote central. Por outro lado, o público trouxe avaliações favoráveis, elevando a pontuação para 75%, indicando que o filme funciona como entretenimento de sessão da tarde.
Essa disparidade entre críticas especializadas e espectadores marca uma das maiores diferenças no histórico de Glen Powell, ultrapassando até o filme “Anyone But You”, que em 2023 teve uma diferença de 28 pontos entre público e crítica. Apesar da boa aceitação entre os espectadores, o desempenho financeiro do filme foi abaixo do esperado.
Imagem: Ilze Kitshoff
Desempenho Comercial e Expectativas Futuras
No mercado doméstico dos Estados Unidos, “How to Make a Killing” arrecadou cerca de US$ 3,3 milhões em seu fim de semana de estreia, posicionando-se em sexto lugar nas bilheterias, atrás de produções como “Wuthering Heights” e “GOAT”. Com um orçamento estimado em US$ 40 milhões, o longa corre o risco de ser considerado um fracasso comercial para a A24.
Powell, que teve um desempenho modesto também em “The Running Man”, remake de Stephen King, ainda pode buscar uma recuperação na carreira com novos lançamentos. Entre eles, “The Great Beyond”, de J.J. Abrams, que estreia em novembro de 2026, promete reunir nomes como Jenna Ortega e Samuel L. Jackson, apontando para uma nova fase do ator.
Vale a pena assistir “How to Make a Killing”?
Para os fãs do gênero thriller com pitadas de comédia negra e fãs de Glen Powell, o filme oferece um entretenimento envolvente, principalmente pela performance do ator principal e a estética visual alinhada ao tom mordaz da narrativa. A direção de John Patton Ford, apesar dos tropeços no roteiro e ritmo, entrega uma experiência que pode agradar ao público que busca um filme dinâmico e estilizado.
Entretanto, aqueles que buscam profundidade temática e humor sofisticado podem se sentir insatisfeitos com o tratamento simplista da história. A disparidade nas avaliações indica que “How to Make a Killing” funciona melhor entre o público geral do que na crítica especializada. Para quem acompanha lançamentos e análises como as feitas no 365 Filmes, é uma obra que merece atenção pela performance e estética, mesmo com seus altos e baixos.
O filme permanece em cartaz, aberto a avaliações que podem mudar conforme sua circulação e entrada em plataformas digitais, onde a A24 já mostra potencial para seu catálogo alcançar novos públicos.
Para quem se interessa por análises detalhadas da direção e desempenho de atores, filmes como “Psycho Killer: Análise da Performance dos Atores e Direção no Novo Filme de Terror” e o estudo sobre “Análise do Filme “Homem de Ferro” (2008): A Performance Marcante e a Direção que Consolida o MCU” também apresentam ótimos exemplos de trajetórias distintas no cinema contemporâneo.
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