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    Cinema

    Filme Hamnet: o recurso mais irritante vira a ideia mais poderosa da nova obra de Chloé Zhao

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimnovembro 28, 2025Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    Chloé Zhao leva para o cinema o premiado romance de Maggie O’Farrell em Hamnet, mas inclui um detalhe inédito: a recitação literal de trechos famosos de Shakespeare.

    À primeira vista, essa escolha parece gratuita e até incômoda. Porém, à medida que a trama avança, o recurso se revela peça-chave para discutir luto, memória e poder do teatro.

    O que é o filme Hamnet?

    O filme Hamnet adapta o best-seller lançado em 2020, centrado em Agnes, esposa de um jovem William Shakespeare. A narrativa mostra o casal lidando com a morte do filho Hamnet e sugere que a tragédia inspirou o dramaturgo a escrever Hamlet poucos anos depois.

    No livro, Shakespeare não é nomeado; aparece apenas como “o marido”. Zhao mantém o foco em Agnes, mas deixa claro quem ele é e, em determinados momentos, coloca frases célebres de Romeu & Julieta e Hamlet na boca do personagem.

    Por que as citações de Shakespeare chamam atenção

    São duas cenas que causam estranhamento. Em uma, após um dia romântico com Agnes, o jovem autor olha pela janela, anota “Que luz se rompe por aquela janela?” e revela que ali nasceu Romeu & Julieta. Em outra, diante do Tâmisa, ele solta “Ser ou não ser?” enquanto pondera pular no rio.

    A escolha lembra o clichê de cinebiografias musicais: o artista ouve uma frase solta, acende a lâmpada da inspiração e compõe o maior hit da carreira. No caso de Hamnet, esse atalho narrativo gera desconforto, mas também planta a semente de um tema maior.

    Ritual, arte e sentimento no coração do roteiro

    A herança de Agnes

    Desde pequena, Agnes aprende com a mãe um cântico para memorizar propriedades medicinais de plantas. Ela repete a reza ao longo da vida, ensinando o irmão e, mais tarde, os filhos. O filme mostra o ritual como ponte simbólica entre vivos e mortos: recitar as palavras invoca a presença de quem partiu.

    O processo do marido

    Já o marido traduz sensações em versos. Quando se lembra do primeiro amor juvenil, surge Romeu & Julieta; ao afundar na dor de pai enlutado, nasce Hamlet. Zhao exibe ensaios do dramaturgo com a companhia: ele exige que os atores “sintam” o texto, não apenas repitam. É a mesma lógica de Agnes, mas aplicada à arte.

    Filme Hamnet: o recurso mais irritante vira a ideia mais poderosa da nova obra de Chloé Zhao - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Final de Hamnet e a força do coletivo

    O clímax ocorre numa apresentação de Hamlet. Agnes percebe que o marido criou a peça para trocar de lugar com o filho: no palco, é o pai quem vira fantasma, enquanto o jovem príncipe ganha voz. O público assiste sem saber dessa camada íntima, mas sente a emoção crua que emana da interpretação.

    No cinema, Zhao amplia o trecho da peça. Quando Hamlet pronuncia suas últimas palavras, Agnes toca a mão do ator, gesto repetido por toda a plateia. A cena evidencia a ideia central do filme Hamnet: arte e ritual podem transformar uma dor privada em experiência coletiva, mesmo para quem nunca conheceu Hamnet.

    Ficha técnica e data de estreia

    Direção: Chloé Zhao

    Roteiro: Chloé Zhao e Maggie O’Farrell

    Elenco principal: Jessie Buckley (Agnes) e Paul Mescal (Will)

    Gêneros: Drama, romance

    Duração: 126 minutos

    Classificação indicativa: PG-13

    Estreia nos EUA: 26 de novembro de 2025

    A produção conta ainda com nomes como Liza Marshall, Pippa Harris, Sam Mendes, Steven Spielberg, Nicolas Gonda e Caroline Reynolds na equipe de produtores executivos.

    Por que vale ficar de olho

    Para quem curte novelas históricas e doramas carregados de emoção, o filme Hamnet oferece uma mistura de romance, luto e metalinguagem teatral. A obra promete cativar tanto leitores do livro de O’Farrell quanto cinéfilos que acompanham a carreira de Zhao.

    O 365 Filmes acompanhará de perto cada novidade sobre o longa. Até lá, resta ao público decidir: o recurso de citar Shakespeare irrita ou intensifica a mensagem? A resposta só chegará quando as luzes da sala escurecerem e o ritual coletivo do cinema começar.

    Filmes
    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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