Um barão atrapalhado, um assassinato misterioso e piadas a cada segundo: esse é o cenário de Fackham Hall, nova comédia britânica que promete tirar sarro dos dramas de época. Com roteiro assinado por Jimmy Carr, Patrick Carr e o trio Dawson Bros., o filme coloca Tom Felton, Damian Lewis e Katherine Waterston em situações típicas de Downton Abbey – só que recheadas de humor ao estilo Monty Python.
Previsto para estrear em 5 de dezembro de 2025, o longa já conquistou 83% de aprovação no Rotten Tomatoes entre os críticos que assistiram às prévias. A equipe conversou sobre os desafios de filmar “duas histórias ao mesmo tempo”: um suspense digno de Agatha Christie e, ao mesmo tempo, uma piada incessante. O 365 Filmes reuniu os destaques dessa conversa, mostrando como Fackham Hall quer reinventar a comédia de época.
Por que Fackham Hall nasce como uma grande sátira de época
O diretor Jim O’Hanlon, que já adaptou Emma de Jane Austen para a TV, conta que recebeu o convite após colaborar em uma comédia romântica natalina. Quando soube que o roteiro era uma paródia de dramas britânicos, ele topou na hora. “Li o título e já comecei a rir”, diz. O cineasta garante que o tom é respeitoso, mas recheado de piadas “espertas, bobas, sofisticadas e completamente toscas”.
O’Hanlon destaca que usar toda a pompa de um figurino impecável para contar uma história “realmente boba” é parte da graça. Para manter a autenticidade, ele trouxe a figurinista Rosalind Ebbutt, indicada ao Emmy por Emma. “Mesmo na loucura, não podíamos ignorar que a aristocracia trocava de roupa entre bebidas e jantar”, brinca. Esse cuidado reforça o contraste, essencial para a sátira funcionar.
Tom Felton troca varinhas por rifles desacertados
Conhecido por viver Draco Malfoy, Tom Felton interpreta Archibald, barão disposto a casar com a própria prima Rose (Thomasin McKenzie) para manter a fortuna em família. O ator revela que se apaixonou pelo roteiro “em cinco páginas”. Para ele, Fackham Hall une a paixão da mãe por dramas como Downton Abbey com o amor do pai por humor britânico clássico.
Felton conta que, já no primeiro dia, perguntou se devia “piscar para a câmera”. A resposta foi direta: nada de quebrar a quarta parede. A pedido de O’Hanlon, ele manteve a postura séria, mesmo quando tinha que disparar – acidentalmente – contra Lord Davenport. “Jogar sério no meio do caos deixa tudo mais engraçado”, afirma.
Archibald: um aristocrata tão mimado quanto divertido
No enredo, o personagem é um “primo inconveniente” que ninguém quer na família. Apesar de arrogante, Felton insiste que há momentos de vulnerabilidade. “Ele só quer ser bom com a arma, mas acaba acertando quem não deve”, ri. Esse equilíbrio faz com que o público torça contra e, ao mesmo tempo, se divirta com as trapalhadas do barão.
Damian Lewis sobrevive a tudo – literalmente
Interpretando Lord Davenport, Damian Lewis descreve o papel como “o homem que não morre”. A cada cena, o patriarca sofre acidentes dignos de desenho animado, mas segue firme. Para o vencedor do Emmy, a chance de fazer comédia física foi um presente. “Todos têm seu momento de palhaço, mas poucos apanham tanto quanto Davenport”, diverte-se.
Amigo de futebol de fim de semana de O’Hanlon, Lewis recebeu o convite por mensagem. O diretor acreditava que, em um “Downton Abbey sério”, o ator seria escolha natural. Mas, aqui, a missão era explorar o timing cômico. A estratégia funcionou: enquanto os personagens discutem o destino da mansão, Davenport se engasga, tenta o Heimlich em si mesmo e atravessa a cena como se nada estivesse acontecendo.
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A disciplina de rir (ou não) em cena
Katherine Waterston, que vive Lady Davenport, revela o desespero para manter a compostura. “Thomasin McKenzie conseguia segurar, mas eu chorava de rir quando cortavam”, confessa. As filmagens exigiram que o elenco ignorasse absurdos, como mordomos sem camisa passando ao fundo ou personagens caindo em alçapões, enquanto mantinham o drama de fachada.
Roteiro lotado de piadas e referências
Segundo um dos produtores executivos, Fackham Hall contém 278 piadas. Há trocadilhos, humor visual, citações a clássicos como Monty Python e até menções ao Teste de Bechdel. O’Hanlon afirma que a diversidade de estilos foi o que mais o atraiu: “Em cinco minutos, você encontra gags inteligentes e besteirol puro”.
Essa avalanche humorística é equilibrada por uma trama de assassinato que mantém os personagens em jogo. O mordomo novato Eric Noone (Ben Radcliffe), na verdade um batedor de carteiras, vira suspeito quando um membro da família é morto. A partir daí, todos na mansão entram na lista de suspeitos, enquanto o público tenta acompanhar piadas e pistas ao mesmo tempo.
Elenco afiado em um verdadeiro “game” de humor
Para Katherine Waterston, o roteiro se destacou pela escrita impecável, algo mais comum em dramas do que em comédias. “Eu gargalhava alto e, ao mesmo tempo, admirava a construção das cenas”, conta. Já Felton diz ter assistido ao filme seis vezes e ainda descobrir piadas escondidas.
A química entre o elenco faz diferença. Lewis elogia o clima no set, onde todos se ajudavam a manter a seriedade até o diretor gritar “corta”. Depois disso, era impossível conter as risadas. “Trabalhar com um conjunto tão hilariante é um privilégio. Quando termina a tomada, todo mundo despenca da cadeira”, diz Waterston.
O que esperar de Fackham Hall
Com estreia confirmada para 5 de dezembro de 2025, Fackham Hall quer atrair fãs de comédias nonsense e de dramas de época. A união inusitada, somada ao elenco de peso, já rendeu críticas elogiosas e promessas de boas bilheterias. Tom Felton aposta que o público ficará surpreso. “As pessoas vão pensar: ‘Nunca imaginei ver isso num salão vitoriano’”, afirma.
Se você gosta de humor britânico, mistério e cenários luxuosos, vale ficar de olho nessa produção. Entre tiros acidentais, lordes incansáveis e reviravoltas, Fackham Hall pode se tornar o filme de comédia de época mais comentado dos próximos anos.
