Elizabeth Olsen retorna às telonas em Eternity, uma comédia romântica que leva o clássico triângulo amoroso a um cenário nada convencional: o pós-vida. Dirigido por David Freyne, o longa aposta na química do elenco para equilibrar humor e emoção enquanto questiona a ideia de um amor que dure para sempre.
Lançado pela primeira vez no Festival de Toronto de 2025, o filme de 112 minutos coloca a protagonista diante de uma escolha inusitada: passar a eternidade com o marido de 65 anos ou com o soldado que perdeu na juventude. A seguir, o 365 Filmes reúne tudo que você precisa saber sobre Eternity, sem spoilers além dos já divulgados.
Sinopse e premissa de Eternity
O filme acompanha Joan (Elizabeth Olsen) e Larry (Miles Teller), casal que compartilhou 65 anos de casamento até morrer com apenas uma semana de diferença. Larry chega primeiro ao além-vida e logo é recebido por Anna (Da’Vine Joy Randolph), funcionária de um inusitado “centro de turismo celestial” que apresenta várias opções de eternidade.
Convencido de que ele e Joan permanecerão juntos para sempre, Larry escolhe um dos destinos oferecidos. O plano, porém, começa a ruir quando Joan chega ao mesmo local e reencontra Luke (Callum Turner), seu primeiro marido, morto em combate logo no início da relação. Agora, a protagonista precisa decidir com qual dos dois dividirá a eternidade — decisão que, segundo as regras do lugar, é irreversível.
Elenco e personagens: o grande trunfo do filme Eternity
Boa parte da força de Eternity está no elenco. Elizabeth Olsen transita com leveza entre a comédia e o drama, mostrando química convincente com Miles Teller e Callum Turner. Teller, por sua vez, rouba a cena com timing cômico afiado, principalmente nas interações com Da’Vine Joy Randolph, cujo carisma transforma cada aparição em um destaque.
John Early também marca presença com participações pontuais, mas divertidíssimas. Já Turner investe na aura romântica para tornar crível a lembrança quase idealizada que Joan guarda de Luke. Esse contraste — Larry prático e bem-humorado versus Luke intenso e apaixonado — sustenta o conflito central do longa.
Humor versus romance: equilíbrio nem sempre alcançado
Eternity é, antes de tudo, uma comédia. O roteiro assinado por Freyne e Pat Cunnane prioriza piadas rápidas e situações absurdas no “saguão celestial”, cenário que funciona como convenção de vendas de pacotes turísticos. O ritmo acelerado garante que não haja monotonia e mantém o espectador engajado do início ao fim.
Entretanto, o foco constante no riso faz com que os momentos mais românticos apareçam em doses menores. Quando surgem, esses trechos se destacam, mas parte do potencial dramático se perde. Ainda assim, o contraste mantém o filme leve e acessível, qualidade que pode agradar a quem busca entretenimento descomplicado.

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Pontos que não funcionam tão bem no filme Eternity
Um dos principais deslizes está no desenvolvimento desigual dos personagens masculinos. Luke, morto na juventude, não teve tempo de amadurecer e acaba menos explorado do que Larry. O resultado: o espectador entende o encanto inicial, mas sente falta de camadas extras para sustentar a disputa até o final.
Outro aspecto que divide opiniões é a repetição do dilema “escolha entre dois amores”. O roteiro flerta com diferentes desfechos, chegando a apresentar três finais possíveis antes de efetivamente decidir qual caminho seguir. Essa indecisão pode cansar, sobretudo quando o filme já havia estabelecido regras claras para o pós-vida.
Equilíbrio de tom e ritmo
Freyne pisa no acelerador do humor sempre que o drama ameaça se aprofundar, decisão que mantém a leveza, mas reduz o impacto emocional. Há passagens em que se percebe a chance de explorar questões existenciais — afinal, quem não questionaria as regras da própria eternidade? —, mas o roteiro rapidamente retoma piadas e situações cômicas.
Informações de lançamento e ficha técnica
Eternity recebeu classificação indicativa PG-13 nos Estados Unidos e tem 112 minutos de duração. Depois da première mundial em 8 de setembro de 2025, durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, o longa chegará aos cinemas norte-americanos em 26 de novembro de 2025. Não há, por enquanto, data oficial confirmada para o Brasil.
O filme tem produção de Elizabeth Olsen, Michael Williams, Miles Teller e Tim White. A direção é de David Freyne, que divide o roteiro com Pat Cunnane. A obra mistura gêneros de romance e comédia e, segundo a avaliação divulgada após o festival, recebeu nota 6/10 da crítica especializada.
