Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    365Filmes
    • Criticas
    • Streaming
    • Listas
    • Cinema
    • Curiosidades e Explicações
    365Filmes
    Você está em:Início » Crítica: Oh. What. Fun. aposta em Michelle Pfeiffer, mas entrega Natal morno
    Criticas

    Crítica: Oh. What. Fun. aposta em Michelle Pfeiffer, mas entrega Natal morno

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimdezembro 3, 2025Nenhum comentário4 Minutos de leitura
    Facebook Twitter Telegram WhatsApp Copy Link
    Share
    Facebook Twitter Pinterest WhatsApp Email

    Michelle Pfeiffer retorna às telas como protagonista de uma comédia natalina que prometia virada de jogo para as mães nos filmes de fim de ano. Lançado nos Estados Unidos com classificação PG-13 e previsão de estreia em 2 de dezembro de 2025, Oh. What. Fun. chega com o selo do diretor Michael Showalter e roteiro assinado em parceria com Chandler Baker.

    A produção de 109 minutos tenta questionar, logo de cara, por que a maioria dos longas de Natal gira em torno de pais e maridos. No entanto, ao longo de uma hora e meia, a proposta se perde em subtramas excessivas, embaladas por humor irregular e personagens pouco simpáticos. Será que a obra consegue mesmo entregar o que promete?

    Enredo se divide em muitas frentes e deixa emoção em segundo plano

    O argumento central de Oh. What. Fun. acompanha Claire Clauster (Michelle Pfeiffer) fazendo malabarismos para organizar um Natal perfeito para a família. Paralelamente, a personagem trava uma guerra de fachada com a vizinha Jeanne Wang-Wasserman (Joan Chen), alimenta uma fixação por uma apresentadora de talk show, Zazzy Tims (Eva Longoria), e embarca numa inusitada amizade com a motorista de entregas Morgan (Danielle Brooks).

    Com tantas linhas narrativas, o roteiro esbarra em falta de foco. Quando alguma situação começa a ganhar ritmo, logo é interrompida por outra virada. O resultado é um filme que toca em temas interessantes — pressão materna, rivalidade social, crise de identidade — mas raramente aprofunda qualquer um deles.

    Subtramas familiares vivem de lampejos de humor

    Dentro da casa dos Clauster, o pai Nick (Denis Leary) protagoniza momentos levemente divertidos tentando montar uma “casa dos sonhos” de brinquedo. Já o caçula Sammy (Dominic Sessa) lida com término de namoro de maneira carismática, rendendo algumas piadas certeiras.

    Ads

    Apesar disso, a dinâmica entre a filha do meio, Taylor (Chloë Grace Moretz), e o cunhado Doug (Jason Schwartzman) descamba para a grosseria gratuita, resolvida às pressas com frases motivacionais genéricas. O ponto que deveria ser o coração do longa — a tensão entre Claire e a primogênita Channing (Felicity Jones) — fica engessado em diálogos de “terapia de almanaque”, sem o peso emocional que a relação mãe-filha pede.

    Humor aparece em doses homeopáticas

    Nem tudo é perda total. Há sequências que arrancam risadas, como a dança desajeitada de Claire no programa de Zazzy Tims ou o encontro catártico com um grupo de mães exaustas pela pressão natalina. Nesses momentos, o timing cômico de Michelle Pfeiffer brilha, lembrando o potencial prometido nos trailers.

    Contudo, são respingos de leveza que não sustentam 109 minutos de projeção. A impressão é a de que Oh. What. Fun. deixa para desferir suas melhores piadas quando o público já está cansado do vai-e-vem de conflitos. Para quem busca uma comédia natalina marcante, a experiência soa, no máximo, mediana.

    Crítica: Oh. What. Fun. aposta em Michelle Pfeiffer, mas entrega Natal morno - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Mensagem ultrapassada compromete a proposta

    Em pleno 2025, roteiros que romantizam famílias disfuncionais precisam de abordagem equilibrada. O longa, porém, insiste na máxima “família perdoa sempre, não importa o que aconteça”. Para muitos espectadores, tal discurso pode soar tóxico, principalmente num contexto onde cada vez mais pessoas questionam laços nocivos mantidos por convenção.

    Apesar da tentativa de modernizar o molde clássico do gênero — há inclusive uma filha gay incluída quase como cota — o texto recorre a moral simplista. A contradição fica evidente: enquanto critica a superficialidade dos velhos filmes de Natal, Oh. What. Fun. entrega praticamente a mesma fórmula.

    Ficha técnica e avaliação final

    Dados de bastidores

    Título original: Oh. What. Fun.

    Diretor: Michael Showalter

    Roteiristas: Chandler Baker e Michael Showalter

    Elenco principal: Michelle Pfeiffer, Felicity Jones, Denis Leary, Chloë Grace Moretz, Jason Schwartzman

    Produtores: Jane Rosenthal, Kate Churchill, Jordana Mollick, Michael Showalter, Berry Welsh

    Duração: 109 minutos

    Classificação indicativa: PG-13

    Gênero: Comédia

    Lançamento: 2 de dezembro de 2025

    Nota: 4/10

    Veredito em poucas palavras

    Oh. What. Fun. almeja inverter a lógica dos filmes natalinos tradicionais ao colocar a mãe no centro da confusão, mas se enrola em tramas demais e entrega humor de menos. Resultado: um Natal sem brilho, salvo por momentos pontuais de Michelle Pfeiffer.

    Vale a pena assistir?

    Se você é fã de carteirinha da atriz e não se importa com uma comédia irregular, pode até encontrar diversão nos tropeços de Claire Clauster. Entretanto, quem espera um novo clássico de fim de ano, recheado de afeto e originalidade, talvez saia decepcionado.

    No fim, Oh. What. Fun. pode agradar a um nicho específico de espectadores — possivelmente mães que se identificam com a sobrecarga das festas. Porém, para o público-geral ou para quem acompanha as análises aqui no 365 Filmes, a produção de Michael Showalter fica aquém das expectativas.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

    Não perca as novidades do 365 Filmes no Google News!

    Filmes
    Siga nos no Google News Siga nos no WhatsApp
    Share. Facebook Twitter WhatsApp Copy Link
    Matheus Amorim
    • Website
    • Facebook
    • X (Twitter)
    • Instagram
    • LinkedIn

    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

    Mais artigos

    Misturando terror, humor e ação, Zumbilândia continua sendo um dos filmes mais divertidos do gênero
    8.0

    Crítica de Zumbilândia: o filme de zumbi virou clássico absoluto da comédia chegou agora no HBO Max

    Por Matheus Amorimmaio 24, 2026
    Com Nikolaj Lie Kaas, O Guardião das Causas Perdidas entrega suspense sombrio e investigação envolvente.
    8.5

    Crítica de O Guardião das Causas Perdidas: suspense dinamarquês surpreende quem assiste no Prime Video

    Por Matheus Amorimmaio 24, 2026
    Com Christian Bale e Jessie Buckley, A Noiva! aposta em horror gótico, fantasia e musical em filme ousado

    Crítica de A Noiva!: Maggie Gyllenhaal transforma Frankenstein em caos fascinante

    Por Matheus Amorimmaio 23, 2026
    Futuro Deserto mistura androides, luto e suspense psicológico em nova série de ficção científica

    Final explicado de Futuro Deserto: a série da Netflix transforma androides em reflexão sobre humanidade

    maio 24, 2026
    Spider-Noir chegando no prime video

    Faltam apenas 3 dias para a chegada de Spider-Noir: veja quantos episódios tera a 1ª temporada

    maio 24, 2026
    Misturando terror, humor e ação, Zumbilândia continua sendo um dos filmes mais divertidos do gênero
    8.0

    Crítica de Zumbilândia: o filme de zumbi virou clássico absoluto da comédia chegou agora no HBO Max

    maio 24, 2026
    Com Nikolaj Lie Kaas, O Guardião das Causas Perdidas entrega suspense sombrio e investigação envolvente.
    8.5

    Crítica de O Guardião das Causas Perdidas: suspense dinamarquês surpreende quem assiste no Prime Video

    maio 24, 2026
    • CRITICAS
    • STREAMING
    • CURIOSIDADES e EXPLICAÇÕES
    • CINEMA
    O 365Filmes é um portal editorial especializado em cinema, séries e streaming, com cobertura diária, críticas e análises sobre os principais lançamentos do entretenimento.
    365Filmes – CNPJ: 48.363.896/0001-08 © 2026 – Todos os Direitos reservados

    Nos siga em nossas redes sociais:

    Whatsapp Facebook
    • Sóbre nós
    • Contato
    • Politica de privacidade e Cookies
    • Mapa do Site

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.