Ben Affleck e Matt Damon voltam a contracenar em The Rip, produção da Netflix que já estreia com 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, baseado em 26 críticas iniciais.
O longa marca o reencontro dos amigos premiados por Gênio Indomável e amplia a sequência de acertos recentes da dupla, que inclui Air (93%) e O Último Duelo (85%).
Química dos protagonistas é o motor narrativo de The Rip
No filme ambientado em Miami, Affleck interpreta o tenente Dane Dumars enquanto Damon vive o sargento JD Byrne. Desde a primeira cena, a troca entre eles estabelece o ritmo da trama sobre dois policiais que descobrem milhões de dólares durante uma operação. A partir desse achado, nasce a desconfiança dentro da própria equipe.
Críticos destacam a energia quase elétrica que circula entre os protagonistas. Affleck aposta em gestos contidos para transmitir a tensão de um líder que precisa manter a autoridade. Já Damon constrói um detetive inquieto, sempre desconfiado de tudo ao redor. Essa combinação garante cenas de interrogatório e perseguição com forte carga dramática, mesmo quando o roteiro derrapa.
Joe Carnahan entrega ação intensa, mas irregular
Assumindo direção e roteiro, Joe Carnahan volta ao território dos thrillers policiais que já havia explorado em Narc e A Última Cartada. Em The Rip ele mantém a marca registrada de cenas de ação cruas, filmadas em locações reais que reforçam o clima de urgência.
Entretanto, alguns especialistas apontam falta de pulso na condução do segundo ato, quando subtramas se acumulam sem o mesmo vigor das sequências iniciais. Mesmo assim, a montagem enxuta – o longa tem 133 minutos, mas raramente desacelera – compensa as oscilações de ritmo.
Roteiro explosivo e elenco de apoio ampliam a tensão
O texto assinado por Carnahan e Michael McGrale constrói diálogos rápidos e insere reviravoltas que, embora não tão inovadoras, mantêm o espectador atento. A crítica ressalta que a simplicidade da premissa funciona como pano de fundo para explorar moralidade e ambição dentro da corporação.
Imagem: Imagem: Divulgação
Para além da dupla central, o elenco reúne Steven Yeun, Teyana Taylor, Sasha Calle, Kyle Chandler e Scott Adkins. Yeun, por exemplo, surge como peça-chave no conflito de lealdades, enquanto Chandler traz gravidade ao papel de superior hierárquico que prefere resultados a métodos. Esse conjunto fortalece o impacto dramático quando a confiança entre os personagens começa a ruir.
Mais um ponto alto na trajetória de Affleck e Damon
The Rip consolida a estratégia dos atores de alternar papéis de frente das câmeras com funções de bastidores: ambos assinam a produção executiva. A boa recepção inicial coincide com o próximo projeto em conjunto, Animals, que terá Affleck na direção e participação de Yeun. Damon, ocupado com a superprodução épica The Odyssey, permanece como produtor.
Para a Netflix, o lançamento simboliza um início robusto para o calendário de 2026, depois do desempenho positivo de People We Meet on Vacation. A plataforma, que discute a compra de outro grande estúdio de Hollywood, reforça assim seu catálogo de longas originais de prestígio.
Vale a pena assistir?
Se a curiosidade gira em torno de performances marcantes e ação constante, The Rip entrega exatamente isso. A trama pode não reinventar o gênero, mas a sintonia entre Ben Affleck e Matt Damon sustenta o suspense até o final, criando um thriller policial da Netflix que mantém a tradição de altos índices de aprovação e promete boa visibilidade no catálogo. Para quem acompanha notícias no 365 Filmes, essa combinação de estrelas, direção experiente e ritmo acelerado coloca o título no radar dos lançamentos mais comentados do ano.
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