O primeiro trailer de Avengers: Doomsday deixou fãs empolgados com o retorno dos X-Men, mas um detalhe chama atenção: o mutante mais popular da franquia não faz parte da festa. A aparente morte de Wolverine, sugerida de maneira sutil pela Marvel Studios, transforma o longa em terreno fértil para especulações – e para uma análise mais aprofundada sobre decisões de elenco, direção e roteiro.
Previsto para 18 de dezembro de 2026, o quinto filme dos Vingadores abre a Fase 6 do MCU e reúne nomes de peso, como Chris Hemsworth, Robert Downey Jr. e Vanessa Kirby. Entretanto, é justamente a lacuna deixada por Logan que permite observar como Anthony e Joe Russo pretendem trabalhar os mutantes em tela grande, dando espaço inédito a figuras tradicionalmente ofuscadas pelo carcaju canadense.
Elenco de peso, mas sem Wolverine
James Marsden, Patrick Stewart, Ian McKellen, Rebecca Romijn, Kelsey Grammer, Alan Cumming e Channing Tatum compõem o time mutante que desembarca em Avengers: Doomsday. A formação oferece a chance de ver Ciclope, Professor X, Magneto e companhia interagindo com heróis consagrados do MCU sem a sombra do adamantium.
Na prática, a ausência de Hugh Jackman serve para valorizar atuações antes relegadas ao segundo plano. Marsden, por exemplo, nunca teve oportunidade de explorar plenamente o lado estratégico de Scott Summers. Já McKellen deve entregar um Magneto à altura de seu carisma, agora em rota de colisão direta com Victor von Doom. O espaço conquistado por esses intérpretes sugere que a Marvel aposta num equilíbrio de protagonismo, em vez de repetir a fórmula “Wolverine + coadjuvantes”.
Vale notar que outros mutantes famosos, como Tempestade, Vampira ou Colossus, também não aparecem no material promocional. Esse vazio levanta a hipótese de um massacre prévio ou de baixas iniciais que obrigariam os sobreviventes a buscar reforço com os Vingadores e o Quarteto Fantástico – gancho dramático ideal para ampliar o peso emocional da narrativa.
Direção dos irmãos Russo eleva expectativa
Responsáveis por Guerra Infinita e Ultimato, os irmãos Russo voltam a comandar um crossover gigante. Se a dupla já provou habilidade em administrar dezenas de personagens, Avengers: Doomsday deve colocar a gestão de tempo de tela em um novo patamar, agora com a adição de X-Men e do Quarteto.
A parceria com o diretor de fotografia Trent Opaloch deve assegurar cenas de ação fluidas, algo indispensável num filme que promete confronto direto contra Doutor Destino. Ao mesmo tempo, a dupla costuma reservar momentos intimistas para destacar o lado humano de heróis superpoderosos – recurso que pode ser essencial quando se lida com a perda de um personagem tão popular quanto Wolverine.
Outro ponto alto das produções anteriores dos Russo é a construção de vilões tridimensionais. Se Thanos ganhou profundidade, a expectativa é que Robert Downey Jr. traga complexidade semelhante a Victor von Doom, garantindo motivação convincente para a possível carnificina que vitimaria Logan e outros mutantes.
Roteiro promete confronto épico contra Doutor Destino
Stephen McFeely e Michael Waldron assinam o roteiro ao lado dos criadores Jack Kirby e Stan Lee (creditados por conceberem os personagens). A dupla de roteiristas, acostumada a equilibrar humor e drama, deve explorar a tensão entre esperança e tragédia que define os X-Men nos quadrinhos.
Imagem: Imagem: Divulgação
A morte de Wolverine, ainda que apenas sugerida, funciona como sinal imediato de que Destino não terá escrúpulos. Essa escolha dramática confere peso ao enredo e diferencia Avengers: Doomsday de Ultimato, que manteve Logan fora de cena. Agora, a ausência explícita do mutante reforça o perigo representado por Doom, já que matar um Wolverine – ainda que variante – nunca é trivial dentro da mitologia Marvel.
Outra aposta do roteiro é mergulhar em consequências multiversais. Com Deadpool & Wolverine estabelecendo que o Logan de Earth-10005 perdeu seus companheiros, Doomsday pode mostrar uma realidade inversa: um grupo de X-Men sem seu membro mais famoso. Esse contraste abriria caminho para o reencontro de Jackman com a equipe em Avengers: Secret Wars, mantendo a coesão narrativa do MCU.
Implicações da ausência de Wolverine para o futuro do MCU
Ao retirar Wolverine do tabuleiro, a Marvel cria suspense suficiente para sustentar duas produções consecutivas. Doomsday foca no trauma dos X-Men e na ascensão de Doom, enquanto Secret Wars pode entregar o fan service definitivo ao reunir Logan e mutantes órfãos em batalha multiversal.
Essa estratégia dialoga com a lógica de eventos em quadrinhos, onde personagens desaparecem apenas para reaparecer em arcos seguintes com papel decisivo. No cinema, a abordagem garante renovação de interesse e a chance de Hugh Jackman encerrar sua jornada num clímax coletivo.
Para o público, o impacto imediato é perceber como a Marvel valoriza riscos narrativos. A morte (ou suposta morte) de Wolverine antes mesmo de aparecer em Avengers: Doomsday demonstra que ninguém está a salvo, algo que pode resgatar o sentimento de urgência perdido após Ultimato.
Vale a pena ficar de olho em Avengers: Doomsday?
Com direção experiente, elenco estelar e um roteiro que ousa ao remover Wolverine de cena, Avengers: Doomsday surge como um passo ambicioso do Marvel Studios. Para leitores do 365 Filmes, o longa promete redefinir dinâmicas entre Vingadores, X-Men e Quarteto Fantástico, além de prenunciar conflitos ainda maiores em Secret Wars. Mesmo sem Logan, a reunião de heróis e vilões clássicos torna Doomsday um dos lançamentos mais aguardados desta fase do MCU.
Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.
Não perca as novidades do 365 Filmes no Google News!



