Ryan Coogler sacudiu o universo do horror ao anunciar que seu sangrento Sinners, classificado para maiores de 18 anos, bebeu em fontes bem menos sombrias do que se imaginava.
O diretor contou que a figura do vampiro irlandês Remmick nasceu depois de assistir a The Luck of the Irish, telefilme de 2001 do Disney Channel, favorito da infância dele em Oakland.
A revelação veio durante o painel de Sinners no evento Deadline’s Contenders Film, onde Coogler detalhou conexões culturais que observou entre a Irlanda e a comunidade negra da Baía de São Francisco.
Segundo ele, a música folclórica irlandesa, presente no filme da Disney, foi a primeira ponte para o personagem que hoje domina as telas do terror.
Inspiração inesperada: Disney Channel dentro de um terror para maiores
Mesmo ostentando classificação indicativa R, Sinners carrega no DNA referências a um clássico voltado ao público infantojuvenil.
Coogler explicou que The Luck of the Irish apresentou a ele “semelhanças surpreendentes” entre melodias celtas e ritmos afro-americanos, despertando curiosidade sobre pontos de encontro entre as duas culturas.
Em The Luck of the Irish, o protagonista Kyle tenta recuperar uma moeda de ouro roubada por um duende maléfico.
A trama mistura basquete, folclore e dança típica irlandesa. Esses elementos ecoaram no desenvolvimento de Remmick: no longa de Coogler, o vampiro é um ex-imigrante que leva sua herança musical e coreográfica para dentro da narrativa.
Como The Luck of the Irish influenciou Remmick
Música e dança na construção do personagem
O cineasta revelou que usou canções tradicionais irlandesas para compor a trilha que acompanha Remmick em cena.
Em vez de cítaras suaves, no entanto, o filme incorpora batidas modernas, criando um contraste que reforça a dualidade do personagem.
Memórias de família na atuação
Jack O’Connell, intérprete do vampiro, foi elogiado pelo diretor por trazer “a memória do pai” ao set, processo que ecoou a própria experiência de Coogler, inspirado por lembranças de um tio.
A troca teria sido, segundo ele, “profunda” e decisiva para dar autenticidade ao papel.
Outros pilares criativos por trás de Sinners
Além do telefilme jovem, Coogler citou Bram Stoker como influência fundamental.
O autor de Drácula, também irlandês, forneceu o arcabouço literário para o conceito de vampiro explorado no cinema contemporâneo.
O diretor destacou ainda a importância de retratar Remmick como “um irlandês pré-colonial”, carregando séculos de história antes mesmo de se tornar imortal.
Essa ancestralidade, segundo Coogler, permitiu “descascá-lo como uma cebola” ao longo das duas horas e 18 minutos de filme.
Sucesso de crítica e bilheteria
Lançado em 18 de abril de 2025, Sinners acumula 97% de aprovação da crítica e 96% do público no Rotten Tomatoes.
Com faturamento global de US$ 367 milhões, tornou-se um dos títulos de horror mais rentáveis de todos os tempos.
Imagem: Imagem: Divulgação
Especialistas apontam que a performance de O’Connell pode render indicação a Melhor Ator Coadjuvante no Oscar.
Caso aconteça, a curiosa ligação com The Luck of the Irish tende a ganhar ainda mais manchetes, fortalecendo o buzz em torno da produção.
Elenco, equipe e detalhes do lançamento
Ficha essencial
Diretor e roteirista: Ryan Coogler
Produtores: Sev Ohanian, Zinzi Coogler
Elenco principal: Michael B. Jordan (Smoke/Stack), Hailee Steinfeld (Mary), Jack O’Connell (Remmick)
Gêneros: Terror, Thriller, Ação
Duração: 138 minutos
Números em perspectiva
O montante arrecadado coloca Sinners no topo dos filmes de horror que superaram a marca de US$ 300 milhões, ao lado de sucessos como It: A Coisa e O Exorcista.
Em apenas algumas semanas de cartaz, o longa demonstrou fôlego nas bilheterias internacionais, sustentado por críticas entusiasmadas sobre a direção de Coogler.
Sinners e o diálogo cultural Irlanda-EUA
Para Coogler, a fusão de elementos celtas com vivências afro-americanas reforça a universalidade de histórias de migração e resistência.
No set, essa mistura ganhou forma em coreografias que transitam entre danças irlandesas e passos de hip-hop, além de arranjos que alternam violinos e beats contemporâneos.
O resultado, observado de perto pela equipe do site 365 Filmes, prova que referências aparentemente improváveis podem se traduzir em cinema de alta octanagem, atraindo tanto fãs de novelas e doramas em busca de narrativas fortes quanto aficionados por terror sanguinolento.
Próximos passos
Com a repercussão positiva, executivos já especulam uma sequência ou mesmo um universo expandido centrado em Remmick.
Enquanto rumores circulam, Ryan Coogler segue empenhado em promover o atual filme nas premiações que se aproximam.
Se a inspiração vinda de The Luck of the Irish surpreendeu, o êxito de Sinners comprova que boas ideias podem surgir nos lugares mais inusitados — e render, literalmente, milhões nas bilheterias.
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