“How to Make a Killing”, nova aposta da A24, desembarcou para a imprensa com a promessa de misturar suspense, humor ácido e uma vingança nada ortodoxa. Os primeiros relatos indicam que Glen Powell assume o controle da narrativa com carisma sombrio, conduzindo uma trama de assassinatos em família para recuperar a fortuna que lhe foi negada ao nascer.
O título, que chega aos cinemas dos Estados Unidos em 20 de fevereiro de 2026, marca o reencontro do público com Powell após o remake de “The Running Man”. A recepção inicial aponta um caminho mais auspicioso que o projeto anterior, destacando sobretudo a sintonia do elenco e a mão firme do diretor e roteirista John Patton Ford.
Enredo e tom do longa
A história é centrada em Becket Redfellow, interpretado por Glen Powell. Deserdado por uma família bilionária, o protagonista leva uma vida operária até decidir eliminar cada parente que bloqueia seu acesso à herança. Essa premissa transforma a narrativa em comédia negra com doses generosas de thriller, lembrando clássicos de sátira violenta como “American Psycho”.
Com 108 minutos de duração, o longa evita excessos expositivos e se apoia em ritmo acelerado. Críticos apontam que o roteiro de John Patton Ford privilegia diálogos cortantes e situações absurdas para expor a futilidade da elite, estratégia que alguns enxergam como sátira mordaz e outros consideram abordagem simplificada. Ainda assim, há consenso de que a cadência ágil mantém o espectador engajado do primeiro ao último golpe de facão.
Atuações que roubam a cena
Glen Powell, em uma de suas performances mais celebradas, injeta charme retorcido em Becket. Análises descrevem o personagem como magnético, capaz de fazer o público torcer por um assassino em série. Esse equilíbrio entre sedução e psicopatia sustenta grande parte da tensão dramática.
Margaret Qualley surge como Julia Steinway, amiga de infância de Becket. Ela recebe elogios por transmitir energia levemente desequilibrada que complementa o protagonista. Jornalistas classificam a química entre ambos como “elétrica”, resultado de timing cômico preciso e trocas de olhares que sugerem cumplicidade perturbadora.
O elenco de apoio reforça o tom satírico. Jessica Henwick vive Ruth, ligação moral em meio ao caos, enquanto Ed Harris, Bill Camp, Zach Woods e Topher Grace preenchem o quadro familiar com arquétipos de ganância e hipocrisia. Cada participação adiciona cor ao mosaico de alvos que aguardam seu destino final.
Direção e roteiro de John Patton Ford
John Patton Ford, que surpreendeu em 2022 com “Emily the Criminal”, assume aqui dupla função. A imprensa observa evolução no controle de ritmo e no uso de humor corrosivo, embora parte dos críticos cite que a elegância visual pula aspectos mais profundos da crítica social. Ainda assim, o realizador demonstra segurança ao alternar suspense, violência e gargalhadas nervosas sem perder o fio da narrativa.
Imagem: Imagem: Divulgação
Ford constrói atmosfera de luxo decadente ao contrastar cenários opulentos com a brutalidade dos crimes. A direção de arte dialoga com referências de sátira de classe, enquanto a trilha sonora pontua cada assassinato com ironia. A decisão de manter planos largos durante as execuções permite que o público observe o absurdo da situação sem cortes frenéticos, estratégia comentada como inteligente para valorizar o trabalho corporal de Powell.
Recepção inicial e comparações
As primeiras reações são majoritariamente positivas. Rachel Leishman descreve o longa como “perfeito” dentro de sua proposta de comédia sombria, enquanto Tessa Smith afirma ter ficado surpresa ao torcer por Becket. Jairo Jiménez analisa a obra como “satírica, viciante e com química explosiva” entre os protagonistas.
Do lado menos entusiasmado, Adriano Caporusso nota simplicidade estrutural e chama o filme de “bagunça divertida”, reconhecendo que o carisma de Powell eleva material considerado subdesenvolvido. Matt Neglia destaca ritmo confiante, mas enxerga “excesso de polimento” que deixa questões intrigantes na superfície.
A disputa nas bilheterias trará concorrentes de peso, como o suspense “Crime 101” — já bem cotado pela crítica (Crime 101) — e o drama romântico “Wuthering Heights”. Ainda assim, analistas indicam que “How to Make a Killing” pode encontrar público graças à combinação de humor ácido e violência estilizada, características que lembram a influência duradoura de clássicos de longa duração como A Touch of Zen em tornar gêneros híbridos mais acessíveis.
Vale a pena assistir “How to Make a Killing”?
A imprensa especializada ainda não divulgou notas oficiais, mas a convergência de comentários aponta para um espetáculo de atuações marcantes, principalmente de Glen Powell e Margaret Qualley. O roteiro de John Patton Ford é descrito como mordaz e ágil, ainda que alguns desejem exploração temática mais profunda. O público que aprecia sátiras violentas, diálogos afiados e ritmo acelerado pode encontrar aqui um programa envolvente para o fim de semana pós–Dia dos Namorados.
Com distribuição da A24 e duração enxuta, “How to Make a Killing” entrega exatamente o que promete: uma sucessão de assassinatos embalados por humor negro e crítica social leve. Os cinéfilos que acompanham as análises do 365 Filmes já colocam o longa no radar como possível surpresa comercial, mesmo diante de competidores vistosos. O veredito definitivo virá após o lançamento, mas os primeiros sinais indicam que a produção deve agradar fãs de suspense cômico que não se importam em torcer pelo vilão.
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