Quem vê Sylvester Stallone saltando de penhascos ou trocando socos no cinema dificilmente imagina o nível de risco que existe por trás das câmeras. Em nova entrevista à revista GQ, o ator detalhou as duas acrobacias mais perigosas de toda a sua carreira, ambas registradas em O Demolidor, filme de 1993.
O longa, dirigido por Marco Brambilla e protagonizado por Stallone, Wesley Snipes e Sandra Bullock, misturou ação, ficção científica e humor ácido. Porém, duas sequências quase colocaram a vida do astro em jogo – uma envolvendo uma garra robótica desgovernada e outra dentro de uma cápsula de plexiglass selada.
Stallone revive bastidores de O Demolidor
Sylvester Stallone comentou que, apesar de ter se arriscado inúmeras vezes nos anos 80 e 90, foi no set de O Demolidor que ele realmente “sentiu o perigo na pele”. O longa arrecadou 159 milhões de dólares mundialmente e permanece como um dos projetos mais populares do ator na década.
O Demolidor acompanha o policial John Spartan, interpretado por Stallone, descongelado em um futuro pacífico para capturar o criminoso Simon Phoenix (Wesley Snipes). Dentro dessa trama futurista surgiram desafios técnicos que, segundo o ator, nunca seriam repetidos nos moldes atuais.
O temido braço mecânico
A primeira cena que entrou para a lista das “cenas mais perigosas de Sylvester Stallone” mostra Spartan sendo içado por uma garra industrial gigante. O dispositivo, controlado por sistema hidráulico, deveria erguer o personagem sem problemas. Contudo, de acordo com o ator, havia relatos de falhas no alinhamento das peças, o que amplificava o risco.
Stallone contou que a força do equipamento poderia rasgar sua roupa e até causar fraturas se a pressão aumentasse mais do que o esperado. A equipe, na época, não contava com sistemas de segurança redundantes, algo que hoje é padrão em Hollywood. “Às vezes, o mecanismo ficava desalinhado, e as garras podiam se fechar demais”, resumiu o artista.
Encaixotado em plexiglass sem saída
A segunda sequência alarmante aparece logo no início de O Demolidor, durante o processo de criogenia de John Spartan. O ator precisou entrar em um tubo cilíndrico de plexiglass grosso, fechado por uma tampa aparafusada. A estrutura era preenchida com óleo aquecido para simular o líquido de congelamento.
Segundo Stallone, o intervalo para filmar era de 30 segundos. Passado esse tempo, o fluido alcançaria a linha do nariz, impossibilitando a respiração. Para piorar, não havia uma alavanca interna de emergência; dois assistentes seguravam marretas e machados do lado de fora, prontos para quebrar o tubo caso algo saísse do controle. Quando a cena terminou, ele pediu que tentassem abrir o cilindro: mesmo após diversas marteladas, nada se quebrou.
Imagem: Captive Camera
O legado das filmagens arriscadas
Apesar das dificuldades, O Demolidor recebeu boa bilheteria e avaliações razoáveis, mantendo 66% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para Stallone, que no mesmo ano estrelou Risco Total, a produção consolidou sua imagem como astro versátil em ambientes futuristas.
O público brasileiro, fã de longa data do ator, ainda reverencia essas obras. No site 365 Filmes, por exemplo, O Demolidor segue figurando em listas de clássicos de ação dos anos 90, muito por conta das “cenas mais perigosas de Sylvester Stallone” que marcaram a memória coletiva.
Repercussão de O Demolidor nos anos 90
Além das acrobacias, o filme se destacou por diálogos satíricos, como a famosa piada dos “três conchas”, e pela dinâmica entre Stallone e Snipes. A produção chegou a influenciar o design de outras ficções científicas da época, gerando comparações com Blade Runner e O Quinto Elemento.
Mesmo não alcançando o status de Rocky ou Rambo, o longa se consolidou como obra cult. Fãs apontam que as tomadas com a garra mecânica e o tubo de criogenia contribuem para a atmosfera claustrofóbica, reforçando o impacto das cenas mais perigosas do ator.
Possível continuação e cuidado com a segurança
Em 2020, Stallone revelou que um roteiro para O Demolidor 2 estava em desenvolvimento. Desde então, não houve confirmação de elenco ou cronograma. Caso o projeto avance, a expectativa é de que protocolos de segurança mais rígidos substituam as improvisações vistas nos anos 90.
Somado a isso, Hollywood tem adotado tecnologia de captura de movimento e dublês digitais, reduzindo a exposição de atores a riscos extremos. Ainda assim, as histórias de bastidores contadas por Sylvester Stallone seguem fascinando o público, servindo como lembrança dos tempos em que a linha entre ficção e perigo real era bem mais tênue.
Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.
Não perca as novidades do 365 Filmes no Google News!



