Nem todo retorno às telonas garante sucesso. A década atual chegou com grandes expectativas, mas algumas continuações acabaram ficando aquém do que os fãs esperavam. Mesmo com casos de bilheteria robusta, a recepção crítica e do público evidenciou problemas difíceis de ignorar.
Nesta lista, 365 Filmes relembra 10 sequências de filmes da década de 2020 que decepcionaram quando comparadas aos longas que lhes deram origem. Entre super-heróis, animações e terror, todas tinham ingredientes para repetir o êxito do passado, mas esbarraram em roteiros fracos, decisões criativas discutíveis ou simplesmente repetiram fórmulas sem o mesmo impacto.
Wonder Woman 1984 (2020)
Quando Mulher-Maravilha estreou em 2017, o Universo Estendido da DC ganhou fôlego com uma narrativa inspiradora. A continuação, dirigida novamente por Patty Jenkins, chegou repleta de hype, mas tropeçou ao repetir elementos do original, como o retorno de Steve Trevor em enredo confuso.
Além disso, os vilões Maxwell Lord (Pedro Pascal) e Mulher-Leopardo (Kristen Wiig) não aproveitaram o carisma dos intérpretes, o que, somado a cenas de ação pouco inventivas, transformou o longa em uma das sequências de filmes da década de 2020 mais criticadas.
Space Jam: Um Novo Legado (2021)
A primeira aventura de Michael Jordan com os Looney Tunes se tornou ícone para os millennials, ainda que a crítica nunca aclamasse o original. Duas décadas depois, LeBron James assumiu a quadra, mas a produção exagerou em efeitos digitais e em participações de outras franquias da Warner.
O resultado foi um festival de cameos que se sobrepôs à trama central, praticamente repetindo a história de 1996 sem o frescor ou o carisma necessários para conquistar uma nova geração.
Um Príncipe em Nova York 2 (2021)
A missão de dar sequência a um clássico da comédia oitentista colocou Eddie Murphy de volta ao trono de Zamunda. No entanto, a premissa de Akeem descobrir um filho perdido em Nova York alterou retroativamente fatos do filme original, irritando parte do público.
Com poucas piadas marcantes e dependente de nostalgia, a obra não manteve o nível de humor que consagrou o primeiro e entrou rápido no grupo das sequências de filmes da década de 2020 que desapontaram.
O Homem nas Trevas 2 (2021)
No terror de 2016, Stephen Lang interpretou um antagonista assustador e sem redenção. A continuação decidiu inverter a perspectiva, tentando transformar o mesmo personagem em figura simpática. Essa virada não convenceu e ainda afastou Fede Álvarez da direção, responsável pela tensão do título anterior.
Diálogos artificiais e atuações inferiores completaram o cenário, evidenciando que a narrativa original era autossuficiente e não precisava de expansão.
Hotel Transilvânia: Transformonstrão! (2022)
Até o terceiro filme, a franquia de animação da Sony mantinha diversão consistente. No quarto capítulo, lançado quase direto no streaming, Adam Sandler deixou o papel de Drácula por conflito de agenda, e a troca de voz tirou parte do charme do personagem.
Com história pouco envolvente e escala reduzida, a produção recebeu avaliação morna da crítica e um índice de aprovação do público inferior ao do primeiro longa, confirmando a fadiga da fórmula.
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Halloween Ends (2022)
A trilogia iniciada em 2018 reacendeu o interesse pelo embate entre Laurie Strode e Michael Myers. Contudo, o capítulo final desviou o foco para um novo personagem, Corey, cuja transformação em assassino ocupou espaço que muitos esperavam reservado ao confronto derradeiro entre protagonistas históricos.
Embora o conceito de “mal que se propaga” fosse intrigante, a execução deixou Michael em segundo plano, gerando críticas e notas baixas, distante do que a estreia da trilogia alcançou.
Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023)
Paul Rudd manteve o carisma como Scott Lang, e Kathryn Newton estreou bem como Cassie. O problema surgiu com a ambientação quase integral no Reino Quântico, recheado de CGI que não impressionou.
A caracterização de M.O.D.O.K. virou piada, e a derrota de Kang logo em sua primeira grande aparição diminuiu o impacto do vilão. O longa não correspondeu à expectativa e teve desempenho fraco nas bilheterias do MCU.
O Poço 2 (2024)
El Hoyo surpreendeu a Netflix em 2019 ao abordar desigualdade e sobrevivência num cenário claustrofóbico. A “continuação” optou por voltar no tempo, funcionando como prelúdio que repetiu metáforas já exploradas.
Com desenvolvimento raso de personagens e notas no Rotten Tomatoes bem inferiores às do original, o filme tornou-se exemplo de como sequências de filmes da década de 2020 podem desperdiçar boas ideias.
Coringa: Folie à Deux (2024)
Após o sucesso bilionário de 2019, Joaquin Phoenix retornou ao papel-título ao lado de Lady Gaga como Harley Quinn. A aposta em formato de musical, porém, não encontrou canções memoráveis e entregou tom mais deprimente que provocativo.
Apesar do elenco premiado, a recepção foi fria e a bilheteria não se aproximou da anterior, reforçando que certos filmes funcionam melhor como experiências únicas.
Rua do Medo: A Rainha do Baile (2025)
A trilogia Rua do Medo conquistou público em 2021 ao misturar terror, representatividade LGBTQ+ e ambientações distintas. O retorno em história solo prometia homenagem aos slashers oitentistas, mas o roteiro carregado de clichês e explicações excessivas frustrou expectativas.
Sem sustos marcantes nem diálogos naturais, o longa conclui esta lista de sequências de filmes da década de 2020 que ficaram muito atrás da qualidade de seus predecessores.
