Nem toda sequência nasce fadada ao fracasso. No universo das artes marciais, há exemplos de filmes que voltaram aos cinemas e mostraram ainda mais vigor, coreografias ousadas e histórias de tirar o fôlego.
Para quem curte adrenalina — e até o público de novelas e doramas, que também adora boas tramas de vingança — reunimos as melhores sequências de filmes de artes marciais já produzidas. A lista inclui nomes consagrados, de Jackie Chan a Donnie Yen, e confirma que, às vezes, o capítulo dois (ou três) é onde a mágica acontece.
10. The Raid 2 elevou a violência coreografada a outro nível
Lançado em 2014, o longa indonésio retoma a saga do policial Rama, interpretado por Iko Uwais, poucas horas depois dos eventos do primeiro filme. O enredo continua simples, mas o diretor Gareth Evans investe em sequências de luta mais extensas, cenários variados e duelos que misturam silat com muita criatividade visual.
Mesmo sem superar o impacto do original, The Raid 2 reforça o poder de finais ultraviolentos e consolida a franquia como referência moderna do gênero.
9. Ong Bak 2: The Beginning aposta no período histórico
Tony Jaa retorna em 2008 como um órfão determinado a vingar a morte dos pais. A decisão de ambientar a história na Tailândia do século XV diferencia o filme do contemporâneo Ong Bak: Muay Thai Warrior.
Sem fio de arame e recheado de golpes reais, Jaa se destaca em cenas de combate corpo a corpo, demonstrando por que muitos fãs consideram Ong Bak 2 uma das melhores sequências de filmes de artes marciais dos últimos anos.
8. Kill Bill Vol. 2 fecha a vingança de A Noiva
Quentin Tarantino encerra, em 2004, a odisseia sangrenta de Uma Thurman. O segundo volume aprofunda motivações, presta tributo a clássicos do kung fu e ainda brinda o público com a participação de Gordon Liu como o temido Pai Mei.
Com 84 % de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa combina diálogos afiados e batalhas icônicas, consolidando-se entre as produções ocidentais que melhor homenageiam o cinema asiático.
7. Clan of the White Lotus honra a tradição Shaolin
Também conhecido como Fists of the White Lotus, o filme de 1980 continua o conflito entre monges Shaolin e o pérfido Pai Mei, outra vez interpretado por Lo Lieh. A narrativa gira em torno de um herói que precisa aprender técnicas “femininas” para equilibrar seu estilo agressivo.
Além das cenas de treinamento cheias de humor, a produção da Shaw Brothers entrega coreografias clássicas que encantam novos espectadores até hoje.
6. John Wick: Chapter 2 refina o “gun-fu” de Keanu Reeves
Em 2017, John Wick tenta abandonar a vida de matador, mas acaba traído e jurado de morte. O roteiro simples abre espaço para lutas coreografadas com armas de fogo e corpo a corpo, firmando o chamado gun-fu como marca da franquia.
Confrontos como John Wick versus Cassian (Common) mostram a evolução do personagem e definem um padrão que os capítulos seguintes continuariam a explorar.
5. Ip Man 2 reúne Donnie Yen e Sammo Hung numa mesa de jantar
Dirigida por Wilson Yip em 2010, a sequência coloca o mestre de Wing Chun na Hong Kong sob domínio britânico. Sammo Hung, além de coreógrafo, divide a tela com Donnie Yen em um duelo sobre uma mesa redonda que já se tornou cena obrigatória para fãs do gênero.

Imagem: Yailin Chac
Entre tensões culturais e combates cheios de honra, Ip Man 2 reafirma sua posição entre as melhores sequências de filmes de artes marciais do cinema recente.
4. Once Upon a Time in China 2 apresenta Jet Li contra Donnie Yen
O segundo capítulo da série, lançado em 1992, acompanha Wong Fei-hung defendendo alunos e família de um culto extremista. A direção aposta em wirework elegante, cenários históricos ricos e, claro, o duelo memorável entre Jet Li e Donnie Yen — considerado um dos melhores combates já filmados.
O resultado é um espetáculo visual que amplia o universo criado no longa anterior e aprofunda o legado do lendário herói chinês.
3. Police Story 2 mostra o lado dramático de Jackie Chan
Dois anos depois do sucesso de 1985, Chan volta como o policial Chan Ka-Kui, agora tentando impedir atentados a bomba e salvar a namorada. A mistura de perseguições, humor físico e acrobacias perigosas — todas executadas pelo próprio ator — mantém o ritmo frenético.
O filme de 1988 também revela nuances dramáticas do protagonista, dando mais peso às motivações pessoais sem sacrificar a ação desenfreada.
2. Master of the Flying Guillotine intensifica a lenda do braço só
Jimmy Wang Yu escreve, dirige e estrela a continuação de The One-Armed Boxer, de 1976. Agora, o herói enfrenta o mestre cego que jurou vingança pela morte de seus discípulos. O filme combina torneio marcial, golpes brutais e a arma título — uma guilhotina voadora tão absurda quanto icônica.
O vilão ameaçador e as finalizações dignas de videogame influenciaram gerações, reforçando o status cult da produção.
1. Drunken Master II eleva Jackie Chan ao auge criativo
Lançado em 1994, o longa também conhecido como The Legend of Drunken Master coloca Chan novamente na pele de Wong Fei-hung, desta vez lidando com as consequências de confiar no estilo de boxe bêbado. Sob direção de Lau Kar-leung e com participação de Ti Lung, o filme entrega coreografias impecáveis aliadas a um enredo mais emocional.
Muitos críticos e fãs apontam Drunken Master II como a melhor atuação de Chan e um dos picos do cinema de artes marciais, coroando a lista das melhores sequências de filmes de artes marciais já vistas.
Por que essas continuações merecem destaque?
Em todos os casos, o segredo esteve em apostar em coreografias inovadoras, aumentar a escala da ação e, ao mesmo tempo, manter a essência do primeiro filme. Seja ao inserir novos estilos de luta, aprofundar personagens ou mudar completamente o período histórico, essas produções provaram que voltar ao ringue pode resultar em obras ainda mais empolgantes.
Se você curte cinema asiático, novelas ou doramas repletos de reviravoltas, vale dar uma chance a cada um desses títulos. O catálogo do site 365 Filmes costuma listar boas opções para quem deseja montar uma maratona de pancadaria cinematográfica sem abrir mão de boas histórias.
