Lançado discretamente no fim de 2025, The Housemaid virou assunto obrigatório entre cinéfilos nas últimas semanas. O longa de suspense, estrelado por Sydney Sweeney, acaba de ultrapassar a marca de US$ 350 milhões no mundo e já figura entre os maiores sucessos recentes com classificação indicativa para maiores de 18 anos.
Além do feito comercial, o filme reacende o debate sobre o alcance dramático da atriz e a versatilidade do diretor Paul Feig, mais conhecido por comédias. A combinação de fatores faz a produção seguir firme no topo das conversas sobre cinema.
Um suspense de bolso cheio
Segundo a Lionsgate, The Housemaid soma atualmente US$ 354,7 milhões — sendo US$ 123,7 milhões apenas nos Estados Unidos e outros US$ 231 milhões em mercados internacionais. Mesmo o fim de semana do Super Bowl, tradicionalmente morno para salas de exibição, não freou a procura: foram US$ 14,7 milhões extras fora da América do Norte.
No exterior, o longa encontra terreno fértil em Reino Unido, França, Alemanha e Áustria, mas é no Brasil que a reação chama atenção. Por aqui, o suspense lidera a bilheteria pela sexta semana consecutiva e ainda registrou crescimento de 17% no último levantamento, reflexo do boca a boca positivo e da curiosidade em torno de Sweeney.
Atuação de Sydney Sweeney carrega a narrativa
Interpretando a empregada contratada por uma esposa milionária, Sweeney mergulha numa personagem cheia de camadas. A atriz transita da ingenuidade aparente para a determinação sem hesitar, sustentando a tensão que o roteiro propõe. Quem acompanha a carreira da estrela desde séries como Euphoria percebe que ela explora aqui novos registros.
A química com Amanda Seyfried, que vive a patroa Nina Winchester, também surpreende. As duas constroem um jogo psicológico de suspeitas e seduções que lembra a dinâmica de clássicos de Alfred Hitchcock — curiosamente, vale relembrar alguns desses thrillers atemporais na lista Dez filmes de Alfred Hitchcock que mostram por que o diretor ainda é o “Mestre do Suspense”. Essa tensão verbal é o motor que mantém o público atento mesmo em sequências de pouca ação física.
Direção de Paul Feig e roteiro equilibrado
Conhecido por Missão Madrinha de Casamento e Caça-Fantasmas, Paul Feig troca a comédia pelo suspense sem abandonar a cadência rítmica que lhe é característica. O cineasta usa planos fechados e ambientes elegantemente decorados para sugerir claustrofobia, transformando cada corredor da mansão num labirinto moral. O resultado lembra, em tom, o realismo de produções listadas em 10 filmes sobre espaço que impressionam pelo realismo – atuações, direção e roteiro em destaque, ainda que ambientado em cenário doméstico.
Já o texto de Rebecca Sonnenshine e Freida McFadden, adaptado do romance homônimo, evita reviravoltas gratuitas. A dupla prefere conduzir pistas gradualmente, permitindo que o espectador monte o quebra-cabeça antes do clímax. O equilíbrio entre diálogos cortantes e momentos de silêncio ajuda a valorizar a performance do elenco, que conta ainda com Brandon Sklenar e Michele Morrone em papéis coadjuvantes eficientes.

Imagem: Imagem: Divulgação
Recepção crítica e comparação com outros trabalhos
The Housemaid ostenta hoje 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, com índice de 92% entre o público. O contraste com os tropeços comerciais de Sweeney em 2025 — Christy, Americana e Eden — enfatiza a guinada positiva. Eden até ganhou fôlego no streaming, fenômeno que se espera repetir quando o novo thriller chegar às plataformas digitais.
Para a atriz, o principal marco ainda a ser batido é Once Upon a Time in Hollywood, em que teve participação menor e que arrecadou US$ 393 milhões. Mantida a curva atual, analistas apontam que The Housemaid pode fechar perto de US$ 400 milhões, superando o título de Quentin Tarantino. Se isso ocorrer, Sweeney romperá um hiato de sete anos sem novos recordes pessoais.
O sucesso já motivou a encomenda de uma sequência, baseada no livro The Housemaid’s Secret. Feig volta à direção, e Sweeney e Morrone seguem no elenco. Detalhes sobre filmagem e data de estreia ainda não foram divulgados, mas a expectativa é alta.
Vale a pena assistir a The Housemaid no cinema ou em casa?
Para quem busca um thriller contemporâneo com atmosfera clássica, The Housemaid oferece tensão constante, personagens ambíguos e reviravoltas bem dosadas. A atuação de Sydney Sweeney é o grande chamariz, mas a direção contida de Paul Feig sustenta o clima inquietante sem recorrer a sustos fáceis.
O longa também dialoga com amantes de suspense psicológico que apreciam construções mais próximas do teatro, nas quais o conflito se dá em olhares e sutilezas. Caso você seja fã de narrativas densas, do tipo que fizeram de Drácula um ícone gótico revisitado em Drácula: Uma História de Amor, a experiência deve ser ainda mais satisfatória.
Por fim, assistir no cinema potencializa a imersão — as sombras e a escala sonora contribuem para o desconforto necessário. Porém, mesmo na futura exibição sob demanda, a força dramática tende a se manter, como aconteceu com outras produções avaliadas pelo 365 Filmes.
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