Estreou no catálogo do Prime Video o filme “Hurry Up Tomorrow”, suspense psicológico dirigido por Trey Edward Shults que reúne Abel Tesfaye, Barry Keoghan e Jenna Ortega. A produção, marcada por uma narrativa fragmentada, vem causando discussões acaloradas nas redes sociais desde sua chegada ao streaming.
Com lançamento oficial previsto para 2025, mas já disponível na plataforma da Amazon, o longa de 1h50 tenta explorar as angústias de um cantor à beira do colapso. Voz falhando, pressões da fama e figuras enigmáticas compõem o enredo que, segundo muitos assinantes, oscila entre a genialidade e o caos.
Quem é quem no suspense com Barry Keoghan e Jenna Ortega
No centro da história está Abel (interpretado pelo próprio Abel Tesfaye). O músico atravessa palcos, quartos de hotel e corredores mal iluminados enquanto busca entender por que sua voz se deteriora justamente no auge da carreira. Esse fio narrativo, ainda que pareça simples, serve apenas de ponto de partida para uma jornada repleta de saltos temporais e visões desconexas.
Barry Keoghan surge como um amigo de longa data que também gerencia a carreira do protagonista. Sua presença mistura lealdade e cobrança, funcionando como uma consciência insistente que exige de Abel respostas imediatas sobre o futuro. Já Jenna Ortega interpreta uma jovem misteriosa que o cantor conhece após um show; a personagem atravessa cenas e conversas como se não pertencesse completamente ao mesmo plano da realidade.
Elenco como extensão da mente do protagonista
Conforme a trama avança, o público percebe que Ortega não é apenas mais um interesse amoroso ou fã obsessiva. Ela representa um fragmento da psique de Abel, refletindo impulsos que o artista tenta reprimir. O roteiro reforça essa proposta ao incluí-la em passagens em que outras pessoas sequer notam sua presença, ampliando a sensação de delírio.
Keoghan, por sua vez, encarna o peso das expectativas externas. Em festas regadas a excessos, o personagem alimenta o lado mais instável da vida pública do cantor, jogando luz sobre o esgotamento típico de quem vive sob os holofotes.
Visuais hipnóticos e ausência de linearidade
Dirigido por Trey Edward Shults — conhecido por explorar narrativas sensoriais —, o filme aposta em sensações ao invés de explicações. A câmera percorre rostos suados, corredores intermináveis e palcos vazios como se buscasse pistas de um enigma que talvez nunca seja resolvido. Grande parte das sequências mais marcantes acontece em sonhos, onde objetos ganham significados simbólicos e o espectador precisa juntar as peças sem ajuda de diálogos expositivos.
Essa escolha de linguagem rendeu comparações com videoclipes e instalações artísticas. Muitos espectadores do Prime Video elogiam a fotografia e a trilha sonora por criar uma atmosfera imersiva; outros reclamam da falta de clareza, afirmando que saíram da sessão tão perdidos quanto o protagonista. O suspense com Barry Keoghan e Jenna Ortega, portanto, acabou se tornando aquele típico “ame ou odeie” — perfeito para gerar engajamento no 365 Filmes e em outras comunidades cinéfilas.
Avaliação de 7/10 e reação da crítica
Apesar da divisão de opiniões, “Hurry Up Tomorrow” mantém média 7/10 em sites de avaliação. Veículos especializados reconhecem a ousadia do projeto, ainda que apontem tropeços na condução dramática, principalmente quando o roteiro se apoia demais na simbologia e deixa perguntas sem resposta.
Imagem: Imagem: Divulgação
A crítica também destaca o desempenho do trio principal. Tesfaye convence ao transmitir cansaço e frustração, mas é Jenna Ortega quem carrega as cenas de maior tensão, enquanto Barry Keoghan injeta complexidade em um papel que poderia cair na caricatura de “amigo aproveitador”.
Temas: fama, identidade e fantasmas internos
O longa investiga o custo emocional da exposição pública. A figura de Ortega simboliza comportamentos autodestrutivos que Abel prefere negar, enquanto Keoghan lembra as pressões de uma equipe que enxerga o artista como produto. O enredo sugere que fugir desses fantasmas não basta; é preciso reconhecê-los para seguir em frente.
Essa mensagem fica clara na sequência de abertura, quando uma mulher que lembra a personagem de Jenna destrói simbolicamente a antiga casa de Abel. O ato introduz a ideia de romper com o passado para reconstruir a própria identidade, tema recorrente em todo o suspense com Barry Keoghan e Jenna Ortega.
Clímax sem promessa de redenção fácil
No desfecho, o protagonista confronta suas projeções em uma performance caótica. Luzes piscam, microfones falham e o público — dentro e fora da tela — segura o fôlego à espera de uma resposta definitiva. Em vez disso, o filme corta para o silêncio, indicando que as angústias podem ser compreendidas, mas não eliminadas.
Esse encerramento explica por que parte da audiência sai fascinada, enquanto outra parte se sente traída pela falta de explicações. Ainda assim, “Hurry Up Tomorrow” cumpre o papel de provocar debate, algo cada vez mais raro no catálogo de produções originais.
Por que assistir no Prime Video
Além do elenco de peso e da direção estilizada, o filme oferece um retrato cru das pressões da fama. Quem curte tramas que mesclam realidade e fantasia encontra aqui um prato cheio. Já os fãs de narrativas lineares talvez precisem de paciência extra para decifrar cada metáfora.
No fim das contas, o suspense com Barry Keoghan e Jenna Ortega pode não agradar a todos, mas certamente não deixa ninguém indiferente. A produção reafirma a aposta do Prime Video em projetos autorais ousados, ampliando o catálogo para além dos blockbusters convencionais. Se você está disposto a mergulhar em um labirinto de imagens e emoções, aperte o play — e prepare-se para tirar suas próprias conclusões.
