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Sophie Turner brilha em Steal, mas série tropeça no ritmo e na coerência

Por Matheus Amorim3 Minutos de leitura

Prometida como um thriller de assalto eletrizante, a série Steal chegou ao Prime Video em 21 de janeiro de 2026 cercada de expectativas. Em seis episódios, o drama criminal coloca a atriz Sophie Turner no centro de um rombo bilionário em fundos de pensão que termina em paraísos fiscais.

A produção criada pelos executivos Greg Brenman, Rebecca de Souza e Sam Miller tenta equilibrar ação, investigação e dilemas éticos, mas críticas iniciais apontam oscilação de ritmo ao longo dos capítulos. O 365 Filmes analisou os principais aspectos da obra para entender por que, apesar de performances afiadas, Steal não alcança o impacto que sugere.

A trama de Steal e o fio condutor do suspense

Steal acompanha Zara Dunne, funcionária subestimada de um escritório londrino que se torna testemunha-chave de um assalto digital que redireciona bilhões de libras. Quando o dinheiro some, o detetive Rhys Covac, interpretado por Jacob Fortune-Lloyd, assume o caso e busca a autoria do crime.

O episódio de estreia apresenta ganchos convincentes, apresentando rapidamente o assalto, os suspeitos e o aparato investigativo. No entanto, da metade para frente, a narrativa desacelera abruptamente. Em vez de aprofundar o modus operandi dos criminosos, o roteiro prefere manter esses personagens na penumbra, estratégia que, segundo críticos, dilui a tensão prometida.

Atuações: Sophie Turner comanda um elenco dedicado

A grande força da série Steal reside no elenco. Sophie Turner entrega uma protagonista vulnerável e determinada, dando dimensão às crises de consciência de Zara. Seu trabalho de expressões contidas e explosões pontuais sustenta as sequências mais dramáticas.

Jacob Fortune-Lloyd cria um detetive exausto, mas perspicaz, proporcionando duelos verbais visíveis em tela. Já Archie Madekwe, como Luke, colega e confidente de Zara, insere camadas de ambiguidade que acendem suspeitas do público. O trio mantém a atenção mesmo quando o roteiro patina.

Direção, roteiro e ritmo: onde a série perde fôlego

A direção alterna boas tomadas urbanas com momentos expositivos excessivos. Sam Miller, também produtor executivo, mantém a câmera próxima aos rostos para intensificar dilemas morais, mas nem sempre consegue sustentar essa intensidade nos diálogos posteriores.

Sophie Turner brilha em Steal, mas série tropeça no ritmo e na coerência - Imagem do artigo original

Imagem: Imagem: Divulgação

No roteiro, a busca por reviravoltas frequentes resulta em episódios com duração enxuta, porém repletos de explicações retroativas. Essa opção sacrifica a fluidez: cenas que deveriam pulsar energia investigativa são interrompidas por longos debates sobre a legalidade dos fundos desviados. Críticos destacam que a série Steal não estabelece um equilíbrio entre mistério e avanço narrativo, o que afeta a coesão geral.

Cenas de ação e tensão moral compensam as falhas?

Quando a ação surge, a série mostra coreografias bem calculadas. Há perseguições de automóvel e invasões a servidores que aproveitam iluminação soturna para criar urgência. Nesses trechos, a edição ágil e a trilha sonora eletrônica elevam o envolvimento do espectador.

Outro ponto positivo é o constante jogo de moralidade. Zara, testemunha ou comparsa? Covac, justiceiro ou oportunista? Essa zona cinzenta evita o maniqueísmo e oferece respiros dramáticos. Contudo, a decisão de adiar respostas para os episódios finais gera a sensação de que algumas peças do quebra-cabeça permanecem soltas quando os créditos finais sobem.

Vale a pena assistir Steal?

Steal reúne atuações sólidas, sequências de ação pontuais e um conflito ético instigante, mas sofre com ritmo irregular e elipses que enfraquecem o suspense. Quem busca uma trama de assalto com desenvolvimento equilibrado pode sentir falta de coesão; já quem valoriza performances, especialmente a de Sophie Turner, encontrará motivos para investir as pouco mais de cinco horas da temporada.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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