Prometida como um thriller de assalto eletrizante, a série Steal chegou ao Prime Video em 21 de janeiro de 2026 cercada de expectativas. Em seis episódios, o drama criminal coloca a atriz Sophie Turner no centro de um rombo bilionário em fundos de pensão que termina em paraísos fiscais.
A produção criada pelos executivos Greg Brenman, Rebecca de Souza e Sam Miller tenta equilibrar ação, investigação e dilemas éticos, mas críticas iniciais apontam oscilação de ritmo ao longo dos capítulos. O 365 Filmes analisou os principais aspectos da obra para entender por que, apesar de performances afiadas, Steal não alcança o impacto que sugere.
A trama de Steal e o fio condutor do suspense
Steal acompanha Zara Dunne, funcionária subestimada de um escritório londrino que se torna testemunha-chave de um assalto digital que redireciona bilhões de libras. Quando o dinheiro some, o detetive Rhys Covac, interpretado por Jacob Fortune-Lloyd, assume o caso e busca a autoria do crime.
O episódio de estreia apresenta ganchos convincentes, apresentando rapidamente o assalto, os suspeitos e o aparato investigativo. No entanto, da metade para frente, a narrativa desacelera abruptamente. Em vez de aprofundar o modus operandi dos criminosos, o roteiro prefere manter esses personagens na penumbra, estratégia que, segundo críticos, dilui a tensão prometida.
Atuações: Sophie Turner comanda um elenco dedicado
A grande força da série Steal reside no elenco. Sophie Turner entrega uma protagonista vulnerável e determinada, dando dimensão às crises de consciência de Zara. Seu trabalho de expressões contidas e explosões pontuais sustenta as sequências mais dramáticas.
Jacob Fortune-Lloyd cria um detetive exausto, mas perspicaz, proporcionando duelos verbais visíveis em tela. Já Archie Madekwe, como Luke, colega e confidente de Zara, insere camadas de ambiguidade que acendem suspeitas do público. O trio mantém a atenção mesmo quando o roteiro patina.
Direção, roteiro e ritmo: onde a série perde fôlego
A direção alterna boas tomadas urbanas com momentos expositivos excessivos. Sam Miller, também produtor executivo, mantém a câmera próxima aos rostos para intensificar dilemas morais, mas nem sempre consegue sustentar essa intensidade nos diálogos posteriores.
Imagem: Imagem: Divulgação
No roteiro, a busca por reviravoltas frequentes resulta em episódios com duração enxuta, porém repletos de explicações retroativas. Essa opção sacrifica a fluidez: cenas que deveriam pulsar energia investigativa são interrompidas por longos debates sobre a legalidade dos fundos desviados. Críticos destacam que a série Steal não estabelece um equilíbrio entre mistério e avanço narrativo, o que afeta a coesão geral.
Cenas de ação e tensão moral compensam as falhas?
Quando a ação surge, a série mostra coreografias bem calculadas. Há perseguições de automóvel e invasões a servidores que aproveitam iluminação soturna para criar urgência. Nesses trechos, a edição ágil e a trilha sonora eletrônica elevam o envolvimento do espectador.
Outro ponto positivo é o constante jogo de moralidade. Zara, testemunha ou comparsa? Covac, justiceiro ou oportunista? Essa zona cinzenta evita o maniqueísmo e oferece respiros dramáticos. Contudo, a decisão de adiar respostas para os episódios finais gera a sensação de que algumas peças do quebra-cabeça permanecem soltas quando os créditos finais sobem.
Vale a pena assistir Steal?
Steal reúne atuações sólidas, sequências de ação pontuais e um conflito ético instigante, mas sofre com ritmo irregular e elipses que enfraquecem o suspense. Quem busca uma trama de assalto com desenvolvimento equilibrado pode sentir falta de coesão; já quem valoriza performances, especialmente a de Sophie Turner, encontrará motivos para investir as pouco mais de cinco horas da temporada.
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