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Sete estrelas que cairiam como luva em futuros episódios de The Muppet Show

Por Thaís Amorim6 Minutos de leitura

Fãs de Kermit e companhia voltaram a sonhar alto desde que a Disney lançou, em 4 de fevereiro de 2026, o novo especial de The Muppet Show com Sabrina Carpenter. A produção, dirigida por Alex Timbers e escrita por Albertina Rizzo, Kelly Younger e pelo próprio Jim Henson, alcançou 100 % de aprovação no Rotten Tomatoes e reaqueceu o debate: quem deve dividir o palco com a trupe de feltro nos próximos episódios?

Enquanto o estúdio avalia o futuro da franquia, a redação do 365 Filmes revisitou o histórico de participações icônicas — de Tim Curry a Steve Martin — e listou sete artistas que nunca contracenaram com os Muppets, mas reúnem bagagem para garantir esquetes memoráveis.

O retorno triunfal dos Muppets e o impacto do especial de 2026

O capítulo estrelado por Sabrina Carpenter apostou em números musicais coreografados por Sonya Tayeh, valorizando o alcance vocal da cantora e a precisão cômica dos bonecos. Timbers mostrou mão firme ao preservar a anarquia clássica do programa, sem abrir mão de referências pop contemporâneas, recurso que manteve o ritmo ágil ao longo dos 27 minutos.

Nos bastidores, Alex Timbers contou com Matt Vogel, Seth Rogen e Evan Goldberg na produção executiva. Esse time afinou o roteiro a ponto de transformar cada gag em oportunidade de performance para Carpenter, que duelou com Miss Piggy em figurinos cintilantes. O êxito crítico sinaliza que há espaço para mais convidados de peso e reforça a importância de selecionar elencos versáteis, capazes de cantar, improvisar e interagir com personagens que existem, literalmente, fora do eixo humano.

Sete nomes que podem elevar o humor e a música do programa

Colman Domingo surge como a escolha natural para um episódio de temática teatral. Com passagem premiada por Chicago na Broadway, o ator demonstra extensão vocal, timing cômico e presença de palco que o colocariam em sintonia imediata com Rowlf. Sua recente aparição no videoclipe “Tears”, ao lado de Sabrina Carpenter, evidencia domínio sobre o exagero “camp” que define o DNA Muppet.

Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por Everything Everywhere All At Once, provaria que artes marciais e humor nonsense podem coexistir. A atriz já contracenou com um guaxinim fantoche no cinema, experiência que facilitaria esquetes ao lado de Gonzo. Além disso, Yeoh navega por múltiplas franquias — Star Trek, Star Wars e MCU — e agrega valor internacional à marca Disney.

Sam Rockwell tem longa história atuando com criaturas digitais, de Teenage Mutant Ninja Turtles a Galaxy Quest. O carisma levemente trapaceiro do ator combina com a energia caótica de Rizzo, enquanto sua habilidade de dançar, vista em Confessions of a Dangerous Mind, poderia render um sapateado competitivo com Kermit.

Jennifer Coolidge carrega a voz inconfundível e o humor debochado que a transformaram em ícone em The White Lotus. O crossover com Miss Piggy é praticamente roteiro pronto: duas divas disputando o foco de luz. Coolidge domina o “timing” de improviso, crucial quando as falas precisam responder ao imprevisível movimento de fantoches.

Ayo Edebiri despontou em Bottoms com um humor descrito como “gonzo” pela crítica, trocadilho que não passa despercebido. A comediante já declarou querer interpretar Gonzo em The Great Muppet Caper. Sua versatilidade em The Bear, onde alterna tensão dramática e ironia, garante química com qualquer personagem, do sueco Beaker ao rabugento Waldorf.

Matthew Mercer, voz celebrada em Dragon Age e Tomb Raider, seria aposta certeira para um episódio inspirado em jogos de tabuleiro. Como mestre de Dungeons & Dragons, Mercer sabe conduzir narrativa colaborativa e dialogaria naturalmente com Kermit, que vive o dilema de liderar um elenco imprevisível. Vale lembrar que adaptações de games estão em alta — basta conferir produções como Arcane, citada neste especial sobre séries gamer.

Sete estrelas que cairiam como luva em futuros episódios de The Muppet Show - Imagem do artigo original

Imagem: Imagem: Divulgação

Vic Michaelis completa a lista pelo histórico como apresentador cômico em Very Important People. Acostumado a entrevistar celebridades enquanto mantém a cena viva, Michaelis teria estofo para enfrentar Statler e Waldorf sem perder o rebolado — aliás, experiência valiosa quando críticas literalmente vêm do camarote.

O que cada convidado acrescenta ao legado de Jim Henson

Jim Henson construiu The Muppet Show na interseção entre música, sátira e experimentação visual. Trazer Domingo fortaleceria a veia musical, enquanto Yeoh ampliaria o repertório físico com sequências de kung fu coreografadas especialmente para bonecos. Rockwell, com seu humor físico, resgataria a tradição de mestres como Steve Martin.

Candidatos como Coolidge e Edebiri garantem o teor de improviso que Henson valorizava nos anos 70, pois ambos trabalham bem com pausa, olhar cômico e frases soltas que viram meme. Mercer, por sua vez, traria a cultura nerd contemporânea, aproximando o programa de comunidades de jogos de tabuleiro e RPG, território fértil para piadas que misturam fantasia e nonsense. Já Michaelis uniria entrevista e esquete, recriando o formato original em que o convidado conduzia, também, parte do show.

Como a escolha do elenco dialoga com as tendências atuais do streaming

O streaming transformou especiais em laboratório de formatos. Produções curtas, de alto engajamento, como The Muppet Show, agregam valor à Disney+ ao misturar nostalgia e viralização. A propósito, o serviço também reforçou a franquia Predador, conforme noticiado em Predador: Terras Selvagens. A presença de Yeoh ou Rockwell poderia atrair audiências de nichos já fidelizados por outras sagas disponíveis na plataforma.

Outro fator chave é a versatilidade de gênero. Enquanto Carpenter entregou pop açucarado, Domingo e Coolidge trariam musical teatral e comédia adulta respectivamente, seguindo a lógica de variedade que faz o público retornar semana após semana. Essa diversidade de tons aproxima The Muppet Show de produções com cada episódio tratado como evento, formato analisado em minisséries que viram fenômeno.

Vale a pena torcer por novos episódios?

O especial de 2026 provou que The Muppet Show continua relevante, desde que conte com direção inventiva e roteiristas dispostos a explorar as múltiplas habilidades dos convidados. A recepção calorosa, medida pelo 100 % de aprovação, indica apetite do público por mais.

Considerando o histórico diverso dos sete nomes citados, cada um agregaria valor distinto: da autoridade teatral de Colman Domingo à ironia elegante de Jennifer Coolidge. Todos já demonstraram capacidade de “quebrar a quarta parede” e improvisar, habilidades indispensáveis quando se interage com um sapo falante ou um comediante azul que se atira de canhões.

Se a Disney mantiver o padrão de escrita de Albertina Rizzo e companhia, o retorno poderá consolidar The Muppet Show como vitrine para artistas que buscam se reinventar diante de um público multigeracional. Resta aguardar se o estúdio transformará esses desejos em contratos — e se veremos, em breve, pig squeals e sapateado dividindo o mesmo palco.

Thaís Amorim

Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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