Nem sempre grandes expectativas se transformam em boas histórias. A prova veio com o novo ranking da Entertainment Weekly, que reuniu as cinco piores séries do ano. O veredito joga luz sobre produções que tinham tudo para brilhar, mas tropeçaram em roteiro, ritmo ou originalidade.
Ao todo, o levantamento destaca desde um derivado de sucesso até um revival de franquia clássica. A redação do 365 Filmes mergulhou nos apontamentos da revista e resume, ponto a ponto, o que arruinou cada projeto.
Entenda por que essas produções foram consideradas as piores séries do ano
Suits LA não herdou o charme do original
Vendido como sucessor natural de Suits, o spin-off Suits LA alimentou a nostalgia do público ao manter o ambiente de advocacia de alto risco. Porém, a EW avaliou que a nova trama falhou em reproduzir a química entre personagens e a tensão dos tribunais que marcaram a matriz.
Desta vez, o protagonista é o advogado Ted Black, ainda assombrado por um passado nebuloso e por uma tragédia familiar. A proposta de suspense, segundo a revista, não gerou o impacto desejado: faltou urgência, sobraram cenas mornas e nenhum diálogo memorável. Resultado: o derivado lidera a lista das piores séries do ano.
Indomável desperdiça cenário de cartão-postal
Ambientada no Parque Nacional de Yosemite, Indomável parecia a combinação perfeita entre drama policial e paisagens deslumbrantes. O ponto de partida até empolga: a morte misteriosa de uma mulher em El Capitan coloca o agente especial Kyle Turner (Eric Bana) no encalço de um possível assassino.
O problema, destaca a EW, é que o enredo se apoia em reviravoltas previsíveis, transformando o que poderia ser um thriller intenso em uma narrativa protocolar. Num ano lotado de bons suspenses, a série não conseguiu competir e acabou catalogada entre as piores séries do ano.
Segunda temporada de drama teen repete fórmula
A revista também mirou em uma produção jovem cuja primeira temporada — ainda que longe de ser brilhante — divertiu ao apostar em um triângulo amoroso. A sequência, no entanto, ignorou qualquer chance de evolução. Personagens estacionados, conflitos reciclados e a sensação de déjà-vu marcaram os novos episódios.
Para a publicação, a decisão de “resetar” o arco emocional e rodar em círculos comprometeu a experiência. O resultado foi uma temporada considerada cansativa e, consequentemente, presença garantida na lista das piores séries do ano.
Imagem: Netflix
Sátira sobre mulheres poderosas falha na representação
Produzida por Ryan Murphy, a quarta colocada começa com uma frase de efeito e termina soterrada por críticas. A série se vende como retrato ácido do poder feminino, mas foi escrita quase toda por homens e estrelada por Kim Kardashian em papel de destaque. A EW aponta diálogos didáticos, situações caricatas e estereótipos como principais tropeços.
Nem o elenco de peso — Naomi Watts e Glenn Close inclusas — conseguiu salvar a proposta. O roteiro, considerado artificial, escorregou feio ao tentar soar progressista. Surpreendentemente, a emissora renovou a atração para mais uma temporada, mesmo após figurar entre as piores séries do ano.
Revival de Sex and the City decepciona fãs
Encerrando o ranking, o revival de Sex and the City chegou cercado de nostalgia. No entanto, a nova fase transformou Carrie, Miranda e Charlotte em versões exageradas de si mesmas, sem a profundidade que marcou o original. A Entertainment Weekly cita escolhas fora de caráter e um humor constrangedor como principais falhas.
O episódio final concentrou as críticas ao exibir uma cena envolvendo um vaso sanitário entupido, vista como o ápice do mau gosto. Embora alguns momentos emocionem, a despedida das personagens icônicas deixou gosto amargo e fecha a lista das piores séries do ano.
O que o balanço da EW revela sobre a televisão atual
Os cinco títulos deixam claro que nome forte, locação imponente ou fã-base consolidada não garantem qualidade. Para a EW, faltou inovação no texto, atenção aos personagens e, principalmente, coragem para fugir de fórmulas prontas.
Se 2025 seguirá nesta toada ou aprenderá com os tropeços, só os próximos lançamentos dirão. Até lá, o ranking serve como alerta para produtores e como guia — nem que seja de curiosidade mórbida — para os espectadores em busca das piores séries do ano.
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