Oona Chaplin está prestes a ganhar os holofotes de Pandora ao interpretar Varang, a líder do clã Ash People em Avatar: Fire and Ash. Porém, antes de se tornar peça-chave no terceiro filme da franquia de James Cameron, a atriz precisou aprender a lidar com o peso de carregar o mesmo sobrenome do avô, o ícone do cinema mudo Charlie Chaplin.
Em entrevista recente à revista Vanity Fair, Chaplin contou que, no início da carreira, a fama herdada gerou culpa, medo de nepotismo e até sabotagem de oportunidades. Hoje, aos 38 anos, ela afirma ter transformado essa carga em orgulho e motivação para trabalhar ainda mais.
Sobrenome de peso trouxe pressão e culpa
Formada em artes dramáticas em Londres, Oona Chaplin lembra que, logo nos primeiros testes, as portas se abriam facilmente por causa do nome. A situação, em vez de conforto, trouxe a sensação de não merecimento. “Eu me perguntava se era justa a vantagem de ser uma Chaplin”, revelou à publicação.
O temor de parecer favorecida resultou em autossabotagem: ofertas recusadas, insegurança e crises de identidade. A atriz chegou a cogitar abandonar os palcos para construir uma trajetória longe do legado familiar.
Momento de virada nos vinte e poucos anos
A mudança ocorreu no meio da década de 2010, quando Chaplin percebeu que desperdiçava energia lutando contra algo que não podia controlar. A partir daí, decidiu usar o sobrenome como impulso, adotando a filosofia de “entrar pela porta que se abre e trabalhar duro”.
Ao aceitar a herança, ela desenvolveu um método simples: dedicação máxima a cada personagem e gentileza nos bastidores. “Se o nome traz vantagem, a responsabilidade é equilibrar com esforço e respeito”, disse.
Varang: maior papel da carreira em Avatar: Fire and Ash
Depois de participações em Game of Thrones, onde viveu Talisa Maegyr, e na minissérie Treason, Oona Chaplin assume agora sua função mais complexa. Em Avatar: Fire and Ash, com estreia mundial marcada para 19 de dezembro de 2025, ela interpreta a antagonista Varang, comandante feroz dos Ash People.
O novo clã Na’vi surge em meio ao luto da família Sully após os eventos de Avatar: The Way of Water (2022). Ao lado da RDA, os Ash People representam ameaça direta aos habitantes de Pandora. A produção, dirigida por James Cameron e escrita em parceria com Amanda Silver, Rick Jaffa, Josh Friedman e Shane Salerno, terá 197 minutos de duração.
Desempenho elogiado e recepção crítica
Fire and Ash recebeu avaliações mais mornas que os capítulos anteriores, mas a performance de Chaplin foi apontada como destaque quase unânime entre críticos internacionais. Varang, descrita como complexa e carismática, ganhou menções positivas por escapar do estereótipo de vilão unidimensional.
Imagem: Fagency
Para a revista Variety, a presença da atriz confere “profundidade emocional” às cenas de ação. Já o jornal britânico The Guardian ressaltou que o longa encontra fôlego sempre que Varang entra em cena, sinalizando que o legado Chaplin continua vivo, agora em outro gênero cinematográfico.
Legado da família Chaplin
Charlie Chaplin, nascido em 1889 e falecido em 1977, construiu carreira lendária no cinema mudo com obras como The Kid (1921), City Lights (1931), Modern Times (1936) e The Great Dictator (1940). Além de atuar, escrevia e dirigia, imortalizando o personagem The Tramp, reconhecido pelo chapéu-coco e bigode curto.
Oona Chaplin, batizada em homenagem à avó Oona O’Neill, cresceu cercada por essa história, mas garante que o avô é mais inspiração que sombra. “Ele provou que se pode criar, dirigir e protagonizar grandes histórias. Tento levar essa versatilidade para cada projeto”, declarou.
Próximos passos na franquia Avatar
O futuro de Varang ainda é incerto. James Cameron concluiu os roteiros do quarto e quinto filmes, mas reforçou que só avançará se Fire and Ash apresentar bilheteria robusta. Como o longa recém-chegou aos cinemas, projeções de desempenho permanecem cautelosas.
Sem novos trabalhos anunciados fora do universo de Pandora, Chaplin concentra-se na agenda de divulgação e nas expectativas do público. Caso a sequência seja confirmada, a atriz sinaliza que está pronta para revisitar Varang e expandir a cultura dos Ash People.
Enquanto isso, quem quiser conferir a atuação da neta de Charlie Chaplin pode procurar Avatar: Fire and Ash nos cinemas de todo o país. Aqui no 365 Filmes, seguimos acompanhando cada detalhe da jornada de Oona Chaplin e o impacto do sobrenome que continua marcando a história do entretenimento.
