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Moana live-action preocupa Disney com pré-vendas fracas e projeções de bilheteria revisadas

Remake estrelado por Dwayne Johnson e Catherine Laga'aia pode ficar abaixo de US$ 60M na abertura doméstica, segundo rastreadores

Por Matheus Amorim4 Minutos de leitura
Dwayne Johnson como Maui em Moana live-action da Disney com visual detalhado
O ator retorna no papel do semideus para a adaptação em live-action. (Reprodução / Disney)

Uma franquia que já acumulou cerca de US$ 1,7 bilhão entre a animação de 2016 e a sequência de 2024 deveria garantir uma estreia tranquila para o seu primeiro live-action. O que os rastreadores de bilheteria estão mostrando, porém, é bem diferente disso: o Moana live-action registra pré-vendas de ingressos nos Estados Unidos abaixo do esperado para um lançamento desta escala, e as projeções de abertura vêm caindo desde que os números começaram a ser monitorados.

O filme chega aos cinemas do Brasil em 9 de julho de 2026 e aos EUA no dia seguinte, com um orçamento de produção de US$ 200 milhões. A Disney+ construiu a aposta em cima de uma base aparentemente sólida: elenco reconhecível, história amada pelo público e direção de Thomas Kail, o mesmo nome por trás de Hamilton. Mesmo assim, os sinais comerciais antes da estreia são preocupantes.

Projeções que não param de cair

Rastreadores como o Box Office Pro apontavam, em um primeiro momento, para uma abertura doméstica na faixa de US$ 65 milhões a US$ 80 milhões. Esse número já seria conservador para um remake Disney de uma propriedade deste tamanho. Agora, segundo dados do Global Box Office circulando em redes sociais especializadas, o filme pode ter dificuldade para superar US$ 60 milhões só no mercado norte-americano.

Nos mercados internacionais, a situação é descrita como ainda pior, com números consideravelmente abaixo das expectativas iniciais. Isso importa porque grande parte do desempenho global de franquias animadas da Disney historicamente vem de fora dos EUA, o que tornava o internacional uma das apostas mais seguras do projeto.

Para ter uma referência: Moana 2, lançada em 2024, abriu com mais de US$ 130 milhões só no fim de semana de estreia nos EUA. Ainda que comparações diretas entre animação e live-action sejam sempre imperfeitas, a diferença de escala chama atenção.

O que pesa contra o live-action de Moana antes da estreia

A produção conta com Catherine Laga’aia no papel de Moana e Dwayne Johnson de volta como o semideus Maui, personagem que ele também interpreta na franquia animada. O roteiro é assinado por Jared Bush e Dana Ledoux Miller. No papel, é uma equipe criativa com credenciais reais.

O problema, segundo observadores do setor, está na campanha de marketing. Especialistas descrevem a divulgação como surpreendentemente discreta para um lançamento desta magnitude, distante do padrão que a Disney costuma adotar em filmes com orçamento acima de US$ 150 milhões. Essa avaliação circula como hipótese entre analistas, não como causa confirmada para o fraco desempenho em pré-vendas.

Há também a questão da recepção antecipada. Previsões sobre a nota no Rotten Tomatoes têm oscilado bastante, com estimativas que variam entre 58% e 66% de aprovação da crítica. Esse tipo de incerteza antes do embargo ser levantado costuma gerar hesitação em quem ainda está decidindo se compra o ingresso com antecedência.

Vale lembrar que projetos com partida modesta em pré-vendas já reverteram expectativas depois de críticas positivas e do boca a boca do público. Mas isso exige que o filme chegue às salas com qualidade suficiente para gerar entusiasmo orgânico nos primeiros dias, algo que os números atuais ainda não permitem prever.

O que está em jogo para a Disney com a estreia de Moana

Com US$ 200 milhões investidos, o live-action de Moana precisa de uma abertura consistente para iniciar bem sua trajetória de bilheteria. Um fim de semana doméstico abaixo de US$ 60 milhões não inviabiliza o projeto automaticamente, mas coloca pressão sobre as semanas seguintes e sobre o desempenho internacional para que o filme encontre seu equilíbrio financeiro.

Para a Disney, que vem apostando em remakes de suas animações clássicas como estratégia recorrente de geração de receita, um tropeço comercial aqui pode influenciar como a empresa calibra os próximos projetos do tipo. A franquia Moana tem potencial confirmado em bilheteria: o problema não é a origem da história, mas se este formato específico está conseguindo comunicar sua proposta ao público com antecedência suficiente.

Os dados finais de abertura só estarão disponíveis após o fim de semana de 9 e 10 de julho de 2026. Até lá, o que existe são projeções em queda e uma campanha que, até agora, não gerou o nível de antecipação esperado para um lançamento desta envergadura.

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Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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