Uma franquia que já acumulou cerca de US$ 1,7 bilhão entre a animação de 2016 e a sequência de 2024 deveria garantir uma estreia tranquila para o seu primeiro live-action. O que os rastreadores de bilheteria estão mostrando, porém, é bem diferente disso: o Moana live-action registra pré-vendas de ingressos nos Estados Unidos abaixo do esperado para um lançamento desta escala, e as projeções de abertura vêm caindo desde que os números começaram a ser monitorados.
O filme chega aos cinemas do Brasil em 9 de julho de 2026 e aos EUA no dia seguinte, com um orçamento de produção de US$ 200 milhões. A Disney+ construiu a aposta em cima de uma base aparentemente sólida: elenco reconhecível, história amada pelo público e direção de Thomas Kail, o mesmo nome por trás de Hamilton. Mesmo assim, os sinais comerciais antes da estreia são preocupantes.
Projeções que não param de cair
Rastreadores como o Box Office Pro apontavam, em um primeiro momento, para uma abertura doméstica na faixa de US$ 65 milhões a US$ 80 milhões. Esse número já seria conservador para um remake Disney de uma propriedade deste tamanho. Agora, segundo dados do Global Box Office circulando em redes sociais especializadas, o filme pode ter dificuldade para superar US$ 60 milhões só no mercado norte-americano.
Nos mercados internacionais, a situação é descrita como ainda pior, com números consideravelmente abaixo das expectativas iniciais. Isso importa porque grande parte do desempenho global de franquias animadas da Disney historicamente vem de fora dos EUA, o que tornava o internacional uma das apostas mais seguras do projeto.
Para ter uma referência: Moana 2, lançada em 2024, abriu com mais de US$ 130 milhões só no fim de semana de estreia nos EUA. Ainda que comparações diretas entre animação e live-action sejam sempre imperfeitas, a diferença de escala chama atenção.
O que pesa contra o live-action de Moana antes da estreia
A produção conta com Catherine Laga’aia no papel de Moana e Dwayne Johnson de volta como o semideus Maui, personagem que ele também interpreta na franquia animada. O roteiro é assinado por Jared Bush e Dana Ledoux Miller. No papel, é uma equipe criativa com credenciais reais.
O problema, segundo observadores do setor, está na campanha de marketing. Especialistas descrevem a divulgação como surpreendentemente discreta para um lançamento desta magnitude, distante do padrão que a Disney costuma adotar em filmes com orçamento acima de US$ 150 milhões. Essa avaliação circula como hipótese entre analistas, não como causa confirmada para o fraco desempenho em pré-vendas.
Há também a questão da recepção antecipada. Previsões sobre a nota no Rotten Tomatoes têm oscilado bastante, com estimativas que variam entre 58% e 66% de aprovação da crítica. Esse tipo de incerteza antes do embargo ser levantado costuma gerar hesitação em quem ainda está decidindo se compra o ingresso com antecedência.
Vale lembrar que projetos com partida modesta em pré-vendas já reverteram expectativas depois de críticas positivas e do boca a boca do público. Mas isso exige que o filme chegue às salas com qualidade suficiente para gerar entusiasmo orgânico nos primeiros dias, algo que os números atuais ainda não permitem prever.
O que está em jogo para a Disney com a estreia de Moana
Com US$ 200 milhões investidos, o live-action de Moana precisa de uma abertura consistente para iniciar bem sua trajetória de bilheteria. Um fim de semana doméstico abaixo de US$ 60 milhões não inviabiliza o projeto automaticamente, mas coloca pressão sobre as semanas seguintes e sobre o desempenho internacional para que o filme encontre seu equilíbrio financeiro.
Para a Disney, que vem apostando em remakes de suas animações clássicas como estratégia recorrente de geração de receita, um tropeço comercial aqui pode influenciar como a empresa calibra os próximos projetos do tipo. A franquia Moana tem potencial confirmado em bilheteria: o problema não é a origem da história, mas se este formato específico está conseguindo comunicar sua proposta ao público com antecedência suficiente.
Os dados finais de abertura só estarão disponíveis após o fim de semana de 9 e 10 de julho de 2026. Até lá, o que existe são projeções em queda e uma campanha que, até agora, não gerou o nível de antecipação esperado para um lançamento desta envergadura.
Leia também:
- Final explicado de Minha Querida Senhorita: o que acontece com Adela no remake da Netflix?
- Crítica de Minha Querida Senhorita: remake da Netflix acerta no tema, mas tropeça na execução
- Homem-Aranha: Um Novo Dia já arrecadou 40 milhões antes da estreia, mas a verdadeira disputa é outra
Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.
Não perca as novidades do 365 Filmes no Google News!



