Jason Momoa finalmente tirou da gaveta uma ideia que o acompanhava havia 20 anos: rodar um “buddy movie” em território havaiano. O resultado atende pelo nome de The Wrecking Crew e chega ao Prime Video em 28 de janeiro de 2026.
A produção reúne o astro de Aquaman a Dave Bautista, seu parceiro de cena em See, e promete ação cômica no embalo de clássicos dos anos 80 e 90. O texto a seguir detalha como elenco, roteiro e direção se alinham para ressuscitar – ainda que de forma não oficial – o DNA de Máquina Mortífera.
Química de meio-irmãos guia a narrativa
No centro da trama estão os meio-irmãos Kimo (Momoa), policial local, e James (Bautista), operador das forças especiais da Marinha. Eles se detestam, mas precisam investigar a morte do pai, ponto de partida para discussões familiares que se desenrolam entre perseguições, explosões e piadas auto-depreciativas.
Segundo o próprio Momoa, a aposta era transportar a dinâmica de Riggs e Murtaugh para paisagens ensolaradas e íntimas de sua juventude no Havaí. A familiaridade com o arquipélago, aliás, deve se refletir em coreografias que misturam lutas em praias, becos de Honolulu e estradas costeiras.
Roteiro e influências declaradas
Jonathan Tropper, showrunner de See, assumiu o texto depois de vencer uma corrida de pitches. Ele contou com consultas permanentes dos protagonistas para moldar cada linha de diálogo ao estilo desbocado da dupla. “É literalmente Máquina Mortífera no Havaí”, resumiu o roteirista, evidenciando a homenagem a filmes como Tango & Cash.
Tropper apostou na estrutura clássica: dois profissionais opostos, um mistério familiar e vilões caricatos – entre eles o dinamarquês Claes Bang. O roteiro também cria espaço para participações de Temuera Morrison, Jacob Batalon e Morena Baccarin, responsáveis por ampliar o humor físico e verbal. Para quem revisita franquias como Team America: World Police, a mistura de sátira e adrenalina soa familiar.
Direção de Ángel Manuel Soto
Escolhido após Blue Beetle, Ángel Manuel Soto assumiu The Wrecking Crew com liberdade para flertar com estética oitentista. O cineasta manteve câmeras portáteis nas perseguições automotivas e lentes angulares em discussões dentro da delegacia – opção que reforça o humor físico dos atores e reforça a sensação de urgência.
Soto também lida com um elenco numeroso. Frankie Adams e Miyavi integram a antagonista “quadrilha” que movimenta o segundo ato, enquanto Stephen Root surge como um capitão de polícia mais cínico que paternal. Dentro dessa montagem, Momoa e Bautista avançam entre a sisudez militar e a vibração havaiana, oferecendo registro cômico que lembra, de longe, a desconstrução vista em produções como Send Help, elogiada por críticos pela leveza diante do caos.
Imagem: Imagem: Divulgação
Recepção inicial e expectativas no streaming
Com 82 % de aprovação no Rotten Tomatoes, The Wrecking Crew chega à plataforma da Amazon agraciado por avaliações que destacam a química de seus protagonistas. Críticos apontam as piadas autorreferentes de Momoa, a presença física de Bautista e o equilíbrio entre pancadaria e afeto familiar.
Nos bastidores, a campanha de divulgação investe pesado no fator nostalgia. Fãs de Máquina Mortífera, órfãos de novidades sobre um possível quinto filme, encontram aqui uma “continuação espiritual”. E, para quem acompanha lançamentos via streaming, vale lembrar que outros longas emblemáticos, como Extermínio, também têm ganhado nova vida fora do circuito de salas.
Vale a pena assistir The Wrecking Crew?
A produção reúne dois dos intérpretes mais carismáticos do cinema de ação atual sob um roteiro feito sob medida para piadas de família disfuncional. Mesmo que a trama não esconda suas inspirações, o cenário havaiano oferece frescor visual e sentimental, ingrediente que chama atenção no catálogo cada vez mais amplo do Prime Video.
Outro atrativo é ver Momoa exercendo seu desejo antigo de filmar em casa enquanto Bautista exibe timing cômico raro para um ex-lutador. Com direção que abraça a estética explosiva dos anos 80, The Wrecking Crew surge como opção eficiente para quem procura entretenimento despretensioso, mas bem-produzido.
Para o leitor do 365 Filmes, sempre atrás de boas atuações, vale observar como Tropper escreve falas que exploram vulnerabilidade masculina sem abrir mão do salto mortal e da piada rápida. Se o Rotten Tomatoes serve de termômetro, a promessa é de diversão visceral embrulhada em clima de reunião de família – cheia de granadas, claro.
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