A estreia de Invocação do Mal: Last Rites, em 2025, foi divulgada como o capítulo final da saga de Ed e Lorraine Warren. O próprio diretor Michael Chaves declarou que “não haverá outros filmes” após essa história.
Mas, enquanto o público ainda digeria o suposto adeus, a Warner Bros. e a New Line já articulavam novos projetos para manter o universo de terror ativo — estratégia que reforça o apetite dos estúdios por franquias lucrativas.
Diretor fala em fim, mas estúdio planeja mais
Em entrevistas recentes, Chaves reafirmou que Last Rites encerra a jornada principal dos Warren. Contudo, executivos da New Line descrevem o longa apenas como o fechamento da “Fase Um” da franquia. A partir daí, entram em cena novas tramas, spin-offs e até outras linhas do tempo.
Richard Brenner, presidente da produtora, revelou que a série de filmes caminha agora para uma segunda fase. Embora detalhes permaneçam em sigilo, a decisão sinaliza que a marca continuará rendendo sustos — e bilheteria — nos próximos anos.
Prequel em desenvolvimento
Fontes internas confirmam que um novo prelúdio está nos estágios iniciais de roteiro. A produção será independente das tramas já exploradas em Annabelle e conflitos anteriores, mas seguirá dentro do mesmo universo sobrenatural.
Entre as possibilidades, o filme pode retornar aos primeiros casos investigados por Ed e Lorraine, com a participação dos atores mais jovens escalados em Last Rites. Demônios inéditos, como o exibido no espelho do longa de 2025, também estão no radar dos roteiristas.
Demônios e mistérios ainda sem nome
O prelúdio pode mergulhar na origem da entidade vista em Last Rites ou explorar o passado do Machado-Maníaco apresentado no quarto título. Cada criatura oferece material suficiente para manter o suspense e entregar novidades ao público fiel.
Judy Warren pode assumir o protagonismo
Outro caminho aponta para o futuro: Judy Warren e o marido já foram posicionados como herdeiros da missão paranormal da família. A dupla teria décadas de possíveis casos para investigar, o que permitiria participações pontuais de Patrick Wilson e Vera Farmiga sem contrariar a cronologia.
Com essa estratégia, o estúdio garante frescor à narrativa e, ao mesmo tempo, mantém personagens queridos por perto — algo que costuma agradar fãs e reforçar o apelo da marca.
Imagem: Imagem: Divulgação
Desempenho de Last Rites garante futuro da franquia
Last Rites abriu com impressionantes US$ 84 milhões nos Estados Unidos, uma das três maiores estreias de terror da história. A arrecadação global já soma US$ 482 milhões, recorde absoluto da franquia.
Com isso, a bilheteria total de Invocação do Mal ultrapassou a barreira de US$ 2,7 bilhões, o que torna pouco provável qualquer aposentadoria definitiva. Para a Warner Bros., deixar um universo tão rentável fora das telas não faz sentido.
Comparativo de bilheteria
Para efeito de contexto, o primeiro Invocação do Mal (2013) lucrou US$ 320 milhões. O líder até então, A Freira (2018), fechou em US$ 366 milhões. O salto registrado por Last Rites reforça a confiança dos estúdios em novas sequências.
Universo também chegará à TV
Além dos filmes, uma série ambientada nesse mesmo universo está em produção para o streaming da empresa. O projeto deve integrar a chamada Fase Dois, mantendo o interesse do público entre um lançamento e outro.
Sem entrar em detalhes sobre elenco ou cronologia, executivos avaliam que o formato seriado permite aprofundar lendas e casos emblemáticos sem a limitação de um longa-metragem.
Próximos passos e o papel de James Wan
Embora James Wan, criador da saga, esteja em disputa salarial para continuar, a New Line demonstra disposição em avançar mesmo sem ele. Ainda assim, sua volta não está descartada, já que o estúdio reconhece o valor criativo que o cineasta agrega às produções.
Independente de quem assuma a direção, o público de 365 Filmes pode esperar novos sustos, relíquias amaldiçoadas e investigações paranormais chegando aos cinemas e à TV nos próximos anos — tudo dentro do lucrativo universo de Invocação do Mal.
